21 de fevereiro de 2006

Gripe das águias


Nas próximas duas horas poderá vir a ser confirmado o primeiro caso da gripe das aves em Portugal, mais precisamente no Estádio da Coca-Cola. Aves migratórias, provenientes da cidade dos besouros (Beatles), poderão estar na origem desta situação. Há também quem advogue que esta gripe tem vindo a manifestar-se de forma clara durante as últimas semanas.
Bom! Isto, este post, não se faz. Nem parece meu. Antes do jogo com o Manchester United desejei aos benfiquistas que conheço felicidades. E congratulei-os pela vitória.
Após esta paródia de mau gosto, deixo aqui os meus votos acima de tudo de um grande jogo mas, já agora, de um resultado positivo. Mais precisamente, que o penalty que o Macaco Simão (cá está ele, de novo) irá falhar não impeça o Benfica de ganhar.

20 de fevereiro de 2006

Sampaio assina por três épocas


Conseguindo no último momento o que já parecia perdido, o Circo Chen conseguiu contratar Sampaio por três épocas, com opção por mais duas. O Sr. Chin Chen revelou que:
"No meio da crise que vivemos, a contratação de um palhaço tão conhecido das pessoas foi uma excelente notícia."
Fonte da presidência da república revelou que o ainda presidente está muito satisfeito com o final de mandato. "Ao fim de dez anos de presidente, já estava na hora de começar a fazer algo de positivo pelo país."
De facto, o sr. Jorge só vê vantagens na nova actividade: "Já tinha comentado com o Ambrósio, o meu motorista, que era triste andar num carro de umas centenas de milhares de euros, pago pelo povo miserável, quando afinal os bancos têm créditos tão excitantes. Finalmente vou ter o gôzo de pagar o meu próprio carro, com o ordenado do circo. Além disso, agora que deixarei de ter escolta de um batalhão de polícias, vou finalmente tentar perceber o que é isso do trânsito, de que tanto oiço falar."

19 de fevereiro de 2006

A Igreja e o uso do preservativo


Desafiado pelo meu irmão, e após longa discussão em família, procurei na Bíblia a resposta à questão sobre a proibição ou não do uso preservativo. Retirei as seguintes frases, que podem ser vistas como pistas:
"Não matarás, nem de outro modo causarás dano no corpo ou na alma, a ti mesmo ou ao próximo" (Os 10 mandamentos da lei de Deus)
"Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra" (Novo Testamento)

Aceito mais sugestões.

16 de fevereiro de 2006

Google e Microsoft - enfim, juntos (*)


(*) No banco dos réus.


http://www.wired.com/news/politics/0,70224-0.html?tw=rss.index

13 de fevereiro de 2006

Entre o branco e o preto


Hoje fui cortar o cabelo, ao sítio do costume (que não é o Pingo Doce). O cabeleireiro estava a contar-me que tinha um Cliente que vinha de propósito de Setúbal a Lisboa para cortar o cabelo, porque tinha um tipo de cabelo complicado, do tipo "assim entre o branco e o preto".
Retorqui eu: "Tipo Simão Sabrosa?"
E ele: "Sim, é isso."
Eu sei que este blog é sobre abéculas em geral, e já parece um manifesto anti-Simão. Tinha decidido (mas não consegui) parar de ofender o rapaz, não vá ele amuar. De qualquer modo, da próxima vez que o vir amuado já sei: É com ele próprio que está zangado, não com os adeptos.
Não há dúvida que a nação benfiquista é muito ingénua... (basta ver o historial de presidentes do clube).

11 de fevereiro de 2006

Três eleições e dois funerais


Não é meu hábito falar sobre o passado, mas desta vez vou falar sobre um cadáver, Mário Soares. Um cadáver em putrefacção, com o cheiro característico - sobretudo quando abre a boca para falar. A certidão de óbito passada nas eleições presidenciais em 2006 é prova disso.
Terá talvez morrido de tristeza, já que eu acho que pai algum deve sobreviver aos seus filhos ou, dito de forma mais crua, nenhum pai deve passar pela experiência de enterrar um filho.
Dizer que "perder, seria ter desistido" é argumentar em desespero. No final do Benfica 3-Sporting 1, Koeman teve a razoabilidade de não dizer que "perder, seria ter desistido". Para argumentar com tranquilidade, haveria que ter desistido a favor de Manuel Alegre, e depois cobardemente pôr a culpa no Alegre poeta.
Em suma, e ao contrário do que Sócrates disse, Koeman deu-nos uma melhor lição do que o alegado pai da democracia, já que não só foi até ao fim como soube entender o que se passou.

Soares e o país


Terá dito um tal de Vitelino (chamo-lhe "vitelino" para não lhe chamar filho-de-uma-vaca) que Soares é maior do que o país. Ora isso para mim é excelente notícia, porque, em termos matemáticos:
Soares > País ==> Soares <> País
(q.e.d.)
Ora sucede que eu tenho orgulho em viver num país que é diferente de Soares.
Legenda:
==> implica
<> diferente
q.e.d. Quod Erat Demonstrandum (como queríamos demonstrar)

Gaste dinheiro agora. Pergunte-me como.


Desde sempre os operadores de telecomunicações são um caso típico da aplicação do princípio da Economia que diz que a diferenciação é uma excelente forma de ganhar dinheiro. Basta olhar para a complicação dos tarifários, em que os custos variam em função de ser o primeiro minuto ou os seguintes, para a própria rede ou para outra, grupos fechados de amigos, horários, dia de semana ou não, períodos de tarifação, etc. É mais complicado do que comparar o preço das laranjas em porcelana com o das operações plásticas ao nariz. Isto serve o propósito de dificultar comparações, diminuindo a concorrência. Mas, que eu saiba, não tem nada de ilegítimo ou ilegal.
Recentemente, mudei de tarifário. Pagava cerca de 100 eur/mês, por vezes mais. Agora pago 50 eur/mês. Mudei de um pré-pago para um tal de "Plano Pro 40" (40 eur+iva por mês, 500 minutos de chamadas para todas as redes em qualquer dia e horário).
Propus depois a Clientes meus, uns Vodafone, outros não, que mudassem os respectivos tarifários para o mesmo plano que eu tinha. Contas feitas, poupariam 20 a 70%, consoante o Cliente.
Não se trata aqui de ocultar informação, ou de não serem proactivos na sugestão de tarifários mais adequados, conforme dizem que são. Trata-se de pura e simplesmente recusarem a mudança de tarifário, refugiando-se em justificações surrealistas.
1. O argumento mais aceitável é, pasme-se, o argumento do medo: "Existe um contrato de fidelização; a multa por incumprimento é proibitiva". Sucede que o Cliente apenas pede a mudança de tarifário, não de operador!
2. Outro: "Isto são planos em que perdemos dinheiro. Podemos fazer o preço a um empresário em nome individual, ou microempresa, mas para empresas maiores não, porque iríamos perder muitíssimo dinheiro." O que é isto, se não uma confissão voluntária de dumping?
3. "Isto são planos que temos em carteira, mas só servem para 'roubar' clientes à concorrência". Leia-se: Um Cliente nosso que seja fiel é bem pior tratado do que quem venha da concorrência. Depois da moda das campanhas de marketing de fidelização, esta é uma clara campanha de desfidelização a) dos clientes de outros operadores, e b) dos próprios clientes - que se sentem enganados e preteridos.
4. "Não podemos aplicar esse tarifário ao caso concreto, porque iríamos baixar a facturação ao Cliente em mais de 20%". Resultado: passou a estar em causa a mudança de operador, com um prejuízo para a Vodafone de... 100%.
5. "Não poderíamos aplicar esse tarifário em todas as empresas, porque a nossa facturação anual cairia mais de 20%, o que seria inaceitável para os accionistas". É muito difícil responder a este argumento, por ser tão absurdo. Esta é uma política digna do meu prezado Metropolitano de Lisboa, onde se aumentam os preços para fazer face aos prejuízos, sem qualquer preocupação em cortar custos excessivos ou supérfluos. Ou alguém, accionista ou não da Vodafone, acredita que esta é uma empresa onde não há espaço para melhorar, ao nível do controlo de custos?

Declaração de (des)interesses:

Não tenho (nem estou a pensar comprar) acções da Vodafone, TMN ou Optimus. Ou da Sonae, já agora. Nem trabalho para nenhuma delas, directa ou indirectamente.

Declaração de interesses:

Tenho um telefone giro da Vodafone.

9 de fevereiro de 2006

Prostitutas e arquitectos



No livro Freakonomics, que aproveito para recomendar, os autores tentam responder a questões tão improváveis como, na pag. 124: "Porque é que uma prostituta ganha, geralmente, mais do que um arquitecto?"
Dentro de uma análise que é económica, o último argumento apresentado é fantástico: "(...) é mais provável um arquitecto contratar uma prostituta do que o contrário."

O Macaco Simão


O meu herói tornou a brilhar, com aquele brilho que caracteriza uma estrela (de)cadente. Tatuado e a falhar penalties daquela maneira, e com um ordenado claramente acima do que vale e do que produz, pode ser que quando crescer (e deixar os amuos e birras) consiga uma Victoria que faça dele o Beckam português. Talvez nessa altura passe a referir-me a ele como o Palhaço Becas.