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30 de julho de 2010

Pobreza de espírito

À entrada da praia, um senhor e uma senhora discutiam de foram exaltada. Parto do princípio, eventualmente errado, que o objecto da discussão era uma qualquer banalidade: Não vi ninguém esfaqueado no chão, nem vi nenhum grande ajuntamento, e a dois metros estava um polícia que assistia tranquilamente, sem intervir.
Dizia o senhor: "E eu tenho a Inês de Medeiros em minha casa, que não é uma pessoa qualquer."
E ela: "A Inês de Medeiros é uma cidadã igual a qualquer outra, não é mais, nem é menos."
Respondeu ele: "Não, porque a Inês de Medeiros tem acesso ao Primeiro Ministro."

Donde, segundo o tal senhor que está a hospedar a Inês de Medeiros, bastar-lhe-ia um telefonema para a Inês de Medeiros, para que esta telefonasse ao Primeiro Ministro, que enviaria um assessor para resolver a grave crise, na praia de Cabanas de Tavira.

Ora NEM EU tenho o Primeiro-Ministro em tão má conta...

E quanto à Inês de Medeiros...
Não é uma cidadã igual aos outros, é uma cidadã que reside no estrangeiro - mais precisamente, reside em Paris.
Dito isto, e se critiquei a questão da verba, observei também que a própria desistiu da mesma. Mais de livre vontade ou menos, o certo é que o fez.
Por outro lado, para quem apreciou o Henry & June, a irmã da Anaïs Nin não pode ser considerada uma pessoa igual às outras...

16 de maio de 2010

Racionalizar as férias e feriados

Visita do Papa = tolerâncias de ponto.

Os feriados e tolerâncias de ponto deviam ser liberalizados - contem-se os que há, aumentem-se aos dias de férias, e cada um fará feriado quando quiser.
Porventura acharia aceitável que houvesse feriados "inamovíveis", ou seja, que do total dos dias marcados para férias, houvesse alguns que o funcionário pudesse marcar sem que o patrão os pudesse alterar.
Assim, quem quiser fazer feriado no Natal faz, quem quiser fazer feriado no 25 de Abril faz. E quem quiser passar mais uns dias de férias, passa.

21 de março de 2010

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

A grande obra do nosso governo e do nosso parlamento, até agora, é a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O facto de o Abéculas não ser um jornal diário, dá-me a oportunidade de postar sobre assuntos que já não estão minimamente na ordem do dia. Como o casamento de pessoas do mesmo sexo, e a adopção por casais do mesmo sexo.
A minha opinião é, penso, relativamente incomum: sou contra o casamento, e a favor da adopção.
O casamento é o que é: uma união entre um homem e uma mulher.
Um homossexual, tal como um heterossexual, apenas precisa de cumprir com esta regra simples para poder casar: têm que ser duas e só duas pessoas; não podem ser do mesmo sexo.
Fora isso, já existe a união de facto que, tanto quanto sei, confere exactamente os mesmos direitos.

Quanto à adopção, para mim o que está em causa é garantir que a criança tem um lar que lhe proporcione alimento, conforto, amor, educação. Que a ajude a crescer e a formar a sua personalidade.
O que é preciso garantir é que o casal que adopta tem esta capacidade, mais do que garantir que têm esta ou aquela inclinação sexual.

23 de fevereiro de 2010

Calamidade na Madeira

Calamidade na Madeira, de dimensão inimaginável. Refiro-me ao vice-presidente do governo regional da Madeira, que estive agora a ouvir na tv.

Sobre a não-declaração de calamidade natural, começou por dizer que "se as pessoas têm inteligência, que pensem porquê".

Depois desta "bomba", foi totalmente incapaz de explicar o que acontecia a quem não tinha seguros, por exemplo. "Isso não sei, porque não sou especialista em seguros."
E quem ficou sem carro? "Mas o seguro é obrigatório." Pois, mas isso é contra terceiros, diz o jornalista. "Oiça, já lhe disse que não sou especialista em seguros".

Então mas como é que justifica que não tenha sido declarado o estatudo de calamidade?
"Isso foi tratado entre o Primeiro-Ministro e o Presidente do Governo Regional. E se eles decidiram, eu estou plenamente de acordo, e é porque era o melhor a fazer."

Então mas por exemplo o dono desta loja, vai ser ajudado?
"O que eu sei é que o pacote de apoio desta vez tem que ser diferente, quer dizer, vai ter que ser uma coisa abrangente e que chegue a muitas pessoas."

Uma pérola, dentro da pérola do Atlântico!

6 de dezembro de 2009

Ah, que grande presidente!


Na cerimónia de ratificação do tratado de Lisboa, o nosso presidente disse:
"A assinatura deste tratado é histórica para nós, e histórica para Portugal, porque o tratado tem o nome de Lisboa."

Ora isto é o nosso Presidente, ao seu melhor nível. É um raciocínio de elevada grandeza.

Inspirado pelo mesmo raciocínio, gostaria que o nosso presidente fosse para um sítio que seria histórico para o alho.

11 de outubro de 2009

Eleições - um clássico da Mafalda

Para quem não conhece, a menina que dialoga com a Mafalda chama-se Liberdade.

O melhor e o pior das autárquicas 2009

O pior:
- Os (alguns) jornalistas. É ver a questão colocada a Santana Lopes. Acabo de ver a repetição da cena (passou na TVI); o jornalista era da SIC. Num país credível, o jornalista seria ridicularizado - e despedido.
- À pequenez de quem usa as suas vitórias, mais ou menos avantajadas, para as pequenas tricas fraticidas. É o caso de Luís Filipe Menezes, que quando é eleito por 4 anos parece excessivamente preocupado com Manuela Ferreira Leite. É o caso do autarca eleito pelo PS em Matosinhos, que dedicou grande parte do discurso de vitória a dizer mal do anterior autarca (Narciso Miranda).
- A quem quis ir trabalhar para o Porto/Sintra, mas em vez de se despedir pediu apenas licença sem (com?) vencimento. Parece que Ana Gomes e Elisa Ferreira vão, muito tristes, voltar para o pequeno tachito em Bruxelas.

O melhor:
- O Porto (cidade) teima em dizer que quem lá manda não é o Porto (clube). Ou quiçá que ser presidente de câmara não é um trabalho em part-time.

Uma no cravo, outra na ferradura:
- Macário Correia saiu de Tavira para concorrer a Faro. Ganhou em Faro, mas o PSD perde Tavira.
- Isaltino Morais ganha em Oeiras, com uma votação esmagadora. Parece que o distrito com maior grau de escolaridade, com menos analfabetos, encolhe os ombros e diz que, sério ou não sério, ao menos este autarca faz obra que se veja.

As trapalhadas de Santana Lopes

Achar que Santana Lopes faz trapalhadas é cool.
Hoje, filmaram várias vezes Santana Lopes quando andava na rua, entre dois pontos.
José Rodrigues dos Santos explicou: "Dá-se o insólito de Santana Lopes estar a trabalhar entre dois pontos distintos, e para ir de um lado para o outro ter que passar na rua, e é sempre seguido pelos jornalistas que o querem entrevistar."
A coisa seguiu.
Passado mais um bocado, mudo de canal e lá estava Santana Lopes a deslocar-se de um local para o outro.
Pergunta um jornalista, que não era a Manuela Moura Guedes: "Dr Santana Lopes, há uma coisa que as pessoas querem saber. Porque é que anda na rua, de um lado para outro?"
Resposta: "Tenho a sede de campanha num ponto, e tenho o meu escritório noutro. Quero estar com as pessoas, mas é no escritório que vou recebendo dados."
E insiste o jornalista - repito que não era a Manuela Moura Guedes: "Mas o que é que lá vai fazer? Vai à casa de banho? Vai comer qualquer coisinha?"

Pergunto-me se cada país terá os jornalistas que merece... É que eu acho que merecemos melhor!

A febre Obama 2.0

Alguém me explica o Prémio Nobel da Paz atribuído a Obama?

21 de setembro de 2009

A febre Obama

É sabido que na Europa é quase obrigatório ser apoiante/entusiasta de Obama. Eu nunca fui, e continuo a não ser. Enquanto fazia as minhas pesquisas para uma cadeira de Bases de Dados, cruzei-me com esta história interessante.

A young woman was about to finish her first year of college. Like so many others her age, she considered herself to be a very liberal Democrat, and was very much in favor of the redistribution of wealth.

She was deeply ashamed that her father was a rather staunch Republican, a feeling she openly expressed. Based on the lectures that she had participated in, and the occasional chat with a
professor, she felt that her father had for years harbored an evil, selfish desire to keep what he thought should be his.

One day she was challenging her father on his opposition to higher taxes on the rich and the addition of more government welfare programs. The self-professed objectivity proclaimed by her professors had to be the truth and she indicated so to her father.

He responded by asking how she was doing in school.

Taken aback, she answered rather haughtily that she had a 4.0 GPA, and let him know that it was tough to maintain, insisting that she was taking a very difficult course load and was constantly studying, which left her no time to go out and party like other people she knew. She didn't even have time for a boyfriend, and didn't really have many college friends because she spent all her time studying.

Her father listened and then asked, "How is your friend Audrey doing?"

She replied, "Audrey is barely getting by. All she takes are easy classes, she never studies, and she barely has a 2.0 GPA. She is so popular on campus; college for her is a blast. She's always invited to all the parties, and lots of times she doesn't even show up for classes because she's too hung over."

Her wise father asked his daughter, "Why don't you go to the Dean's office and ask him to deduct a 1.0 off your GPA and give it to your friend who only has a 2.0. That way you will both have a 3.0 GPA and certainly that would be a fair and equal distribution of GPA."

The daughter, visibly shocked by her father's suggestion, angrily fired back, "That wouldn't be fair! I have worked really hard for my grades! I've invested a lot of time, and a lot of hard work!
Audrey has done next to nothing toward her degree. She played while I worked my tail off!"

The father slowly smiled, winked and said gently, "Welcome to the Republican party."

10 de julho de 2009

Magalhães ao fundo...


Estou a ligar para a linha da JP Sá Couto, porque as diversas avarias do Magalhães da Carolina estão a torná-lo inutilizável, mesmo para a sua utilização quase exclusiva: jogar o Super Tux. Um dos problemas incontornáveis é que duas teclas saltaram.
O guião com que fui acolhido:

"Obrigado por ligar para a assistência técnica. Por favor não desligue. Seremos breves. Estimamos atender a sua chamada em... 6 minutos."

Ao fim de mais de dez minutos, lá fui atendido. Devo dizer que o atendimento foi muito simpático na forma, ainda que não tenha gostado do conteúdo.
É que fizeram questão de me alertar que se os encaixes tivessem partidos, teria que comprar um teclado novo, porque isso não estava coberto. Claro que protestei:
Então afinal isto não é um computador que é suposto ser resistente e estar preparado para ser usado por crianças? Olhe que este nem sequer sai de casa! E só é usado pela minha filha; não o emprestei ao Chávez para ele saltar em cima dele!

Avisou-me também a senhora que o Magalhães, quando vai à assistência técnica, volta de lá sem jogos. "É por causa de um despacho do Ministério da Educação, que saiu em Maio deste ano. Mas se quiser, pode fazer o download dos jogos que vinham no Magalhães, a partir de http://comunidade.magalhaes.caixamagica.pt/ e instala-os o senhor."

Bom, o pedido de suporte foi aberto, e para a semana vêm recolhê-lo. Depois, duas semanas de reparação, com a eventualidade de me tentarem fazer pagar um teclado novo. Vamos esperar, com moderado optimismo. Aqui vos darei conta do evoluir da situação.

O mais surpreendente desta conversa toda é constatar que o Ministério da Educação se acha dono dos computadores Magalhães, mesmo depois de os ter vendido e entregue. E é surpreendente que a JP Sá Couto aceite indicações do Ministério da Educação sobre o que fazer com os computadores quando vão à assistência técnica. É de facto surpreendente.

24 de junho de 2009

Eleições simultâneas?

Eu defendo que as eleições legislativas e autárquicas devem ser feitas de forma simultânea. Sempre se poupa dinheiro, tempo e esforço. Só por isso.

Quanto aos partidos, vão estar previsivelmente a defender aquilo que acharem que mais os beneficia na eleição que acharem que é para eles mais relevante.

Convite à mediocridade

Os alunos acharam fácil o exame de matemática do 9º ano.

A Sociedade Portuguesa de matemática diz que foi demasiado elementar.

Aqui fica uma pergunta do exame. Não sei se é ou não representativa do grau geral de dificuldade.

"Os números: 382, 523 e 508. O desafio: calcular a média aritmética dos três valores. A ajuda: a máquina de calcular e o resultado da soma das unidades."

14 de junho de 2009

Liberdade

Tenho ouvido, sobretudo a propósito da abstenção - mas também dos votos brancos e nulos - que afinal não merecemos a liberdade do 25 de Abril.

"O voto devia ser obrigatório!"

Ora eu acho isto bem divertido: há quem muito enalteça a liberdade, mas esteja em grandes ânsias de impor uma nova ditadura. Se fosse vivo, de tanto rir, Salazar voltaria a cair da cadeira!

Pessoalmente sinto-me mais tranquilo por saber que só vota quem quer. Parece-me que seria muito fácil, se o voto fosse obrigatório, fomentar a existência de partidos radicais, de todos os tipos.
Eu, por exemplo, ponderaria criar um partido cujo único ponto ideológico seria acabar com o voto obrigatório. Compreende-se que seria um partido grandemente apelativo para todos os que fossem arrastados por uma orelha para votar.

Mais inteligente e interessante seria, como defendia recentemente um amigo, que o número total de deputados fosse diminuído na proporção da abstenção + votos brancos ou nulos. Nas europeias, com 60% de abstenção, teríamos apenas 40% dos 22 deputados, ou 8,8 deputados.

8 de junho de 2009

Os vencedores das eleições de hoje

Nestas eleições houve muitos vencedores, por razões distintas:

- O PSD, que ficou em primeiro lugar, batendo o PS e as sondagens;

- O Berloque de Esquerda, que surgiu (marginalmente) como o terceiro classificado, mas elegendo mais um deputado que a CDU. Tristemente, somos cada vez mais um país de extrema-esquerda;

- - O CDS/PP, que bateu largamente as sondagens;

- A abstenção, que foi a força política silenciosa escolhida por três em cada 5 eleitores;

Os votos em branco, aos quais apelei, mais do que duplicaram em relação às anteriores europeias. Trata-se de pessoas que saíram de casa, foram ao restaurante, pediram o Menu, e decidiram que não gostavam de nenhum dos pratos propostos.
Estes votos são tão expressivos que dariam para eleger um deputado europeu. Teria sido o Deputado Branco.
São, cada vez mais, uma força não-silenciosa.

Contrariamente à minha própria expectativa, acabei por votar no primeiro destes vencedores, e não no último.

7 de junho de 2009

Votos de um bom voto




Hoje é dia de eleições para o Parlamento Europeu.
Vamos pois votar nos nossos representantes na Europa.
Ora da última vez que elegemos representantes a nível nacional, estes decidiram que não devíamos votar o tratado europeu.
Esta é só uma das muitas razões pelas quais faz sentido votar em branco.
Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui fica também uma mensagem subliminar.

27 de maio de 2009

Razões para ter vergonha

Vítor Constâncio é uma ofensa à nação.

Hoje, veio dizer que a supervisão do Banco de Portugal está ao nível das melhores do mundo. Suponho que a métrica que ele usa para esta comparação sejam os vencimentos dos presidentes. A esse nível, estamos equiparados aos "melhores".

Só que Vítor Constâncio não é o presidente de um Banco Central. Não é um Ricardo Salgado ou um Fernando Ulrich. É mais um Joaquim Costa, responsável de uma sucursal do BES, em Leiria. É apenas o Presidente de uma "delegação" do Banco Central Europeu.

Não é ele quem determina as taxas de juro. Não é ele quem desvaloriza ou emite moeda.
Qual é o trabalho que lhe compete? Uns tais de "estudos" e a supervisão bancária, a tal que ele diz que faz ao nível do que me melhor há no mundo. Isto, no país que tem um BPN e um BPP. Talvez ele esteja apenas a comparar-se com a banca do terceiro mundo.

Depois, hoje voltava à história de que não podemos culpabilizar o polícia pelos roubos do ladrão. Mais um disparate. Como é evidente, não só podemos como devemos. Afinal de contas, se a polícia existe para nos proteger, quando não nos protege faz sentido que queiramos apurar responsabilidades. Responsabilidades. Uma expressão desconhecida lá para os lados do Banco de Portugal.
Claro que a polícia não consegue evitar toda a criminalidade, e nós percebemos e aceitamos isso, até porque tem meios limitados. Meios limitados. Uma expressão desconhecida lá para os lados do Banco de Portugal.

Pergunto eu: se eu contrato - e pago a bom preço - um segurança para me tomar conta da loja, e a loja é assaltada, devo queixar-me do ladrão que me roubou uma vez? Ou devo queixar-me do segurança que nada fez? É que esse, pelos vistos, está a roubar-me todos os meses!

Preciosismos? (01)

Muito se tem falado sobre as pressões no caso Freeport.



Pois eu acho que condenar as pressões não é just.

Pressões, toda a gente tem feito.
Faz Sócrates, quando vem para a televisão rasgar as vestes e reclamar que está a ser perseguido. Faz a oposição, quando diz que quer resultados. Fazem os capangas de Sócrates, quando vêm acusar a oposição de aproveitamento político. Fazem os jornalistas, através do tempo que dedicam ao caso. Os magistrados, essas lavadeiras dos tempos modernos, que não conseguem praticar essa nobre arte do silêncio.

Deviamos falar, isso sim, em pressões lícitas e em pressões ilícitas. É que todas as pressões são iguais, mas umas são mais iguais do que outras.


www.despair.com

23 de maio de 2009

Razões para vergonha

Marinho Pinto e Manuela Moura Guedes deram um espectáculo do que melhor sabem fazer - peixeirada - em directo na TVI, o canal mais próprio para o efeito. "Você devia ter vergonha", dizia Marinho Pinto sobre Manuela Moura Guedes e a sua forma de fazer jornalismo. Ora "você devia ter vergonha" é algo que não faz sentido dizer a alguém que está algures entre um pneu mal recauchutado e uma boneca insuflável.

Ora um peixeiro é um peixeiro, e uma peixeira é uma peixeira. Acho que há bem mais de que ter vergonha, nesta nossa terra. A começar pelo Primeiro-Ministro.

Sem surpresa, a Comissão Europeia vem por em causa o plano tecnológico, e diz que o processo do Magalhães não foi transparente - a empresa JP Sá Couto foi beneficiada, num processo em que foi feito um ajuste direito de grande escala - isto é, em que o Estado (ou melhor, o Governo) escolheu sem fazer concurso público.

Curiosamente, tinha estado a ler uma revista de revendedores de informática, a Channel, onde referem as vendas e as quotas de mercado de PCs e portáteis. Como evoluiu a JP Sá Couto, entre 2007 e 2008?

Em PCs de secretária, aumentou a sua quota de mercado de 7,8% para 10,3%. Era a empresa com a terceira maior quota de mercado, e manteve essa posição relativa. No último trimestre de 2008 a quota foi de 11,4%, face a uma quota de 10,2% no período homólogo do ano anterior. Uma excelente performance.

Mas então e o Magalhães? Vamos ao panorama dos portáteis.

Em 2007 a JP Sá Couto tinha uma quota de 1,6%, o que a colocava no 9º lugar do ranking, de resto praticamente com as mesmas unidades vendidas que o 10º lugar. Em 2008, aqui sim com o efeito Magalhães, passou para uma quota de 12%, no quarto lugar do ranking, muito próximo do terceiro. Considerando apenas dados do último trimestre destes anos, as coisas são ainda mais surpreendentes: a empresa passou directamente do 9º lugar, com 1,7% de quota, para o - pasme-se - 1º lugar, com 21,3% das vendas no quarto trimestre de 2008. À frente, pasme-se, de empresas como a HP, a Toshiba e a Asus.

14 de maio de 2009

O diabo está nos detalhes

Já olharam bem para a fatiota do Senhor Silva, dois posts abaixo?
Mais que raio de indumentária é aquela?
Uma estrela de Sheriff?
Um casaco de campino?
Um lacinho branco, de empregado da Pastelaria Versailles?
E aquela faixa... lá na loja, não teriam modelos para homem?
Enfim. Para campino está demasiado maricón, para Sheriff está demasiado solene, para empregado de mesa está demasiado desabotoado, para presidente está demasiado palhaço, mas para palhaço está demasiado sério.

Sou levado a crer que esta imagem seja um protótipo para um modelo nacional das Polly. Portugal a inovar!!