26 de outubro de 2006

O Maradona português

Ontem à noite, na televisão, Sérgio Godinho debatia futebol, naquele formato ultra-conhecido dos "três clubes e um árbitro" (uma espécie de Quadratura do Círculo com quatro Jorge Coelhónes).
Tive uma sensação de déjà vu. Pensei: Pois é. Drogas e futebol. Sérgio Godinho é o Diego Maradona português.

Dura Lex...


O Bastonário da ordem dos advogados acaba de explicar como é que se calcula o vencimento de um advogado:
Deve ser considerado o valor da demanda para o Cliente.
Deve ser considerado o trabalho dispendido pelo advogado.
Não pode cobrar uma percentagem do valor que o Cliente ganhar, mas pode ter uma success fee.
Explicou que não é justo que um advogado que se esforce mas perca o caso seja penalizado por tal facto, mas eu constataria desde logo que o advogado aceitou o caso, que é curioso que a derrota no caso seja vista na perspectiva do advogado e não do Cliente e, por fim, que também não é justo que um advogado que não se esforçou e fez um mau trabalho seja pago por tal facto. No fundo, o que o bastonário/a ordem excluem é um "contrato por objectivos".

Ao contrário do que o bastonário pretendia demonstrar, penso que fica claro que o valor cobrado por um advogado é, ou pode ser, completamente arbitrário.

O maior dos portugueses

Este concurso é ridículo. O Benfica tem (alegadamente) 7 milhões de adeptos.
A fazer-se, o concurso devia ter dois únicos nomes: Luís Filipe Vieira e José Veiga.

24 de outubro de 2006

As tangas do Ricardo (10)

"Ricardo, vai por isso rapidamente na cozinha."
Começou a correr, mas depois abrandou e resmungou:
"Não, muito rápido não. Devagarinho. Senão cai e faz dói-dói."

As tangas do Ricardo (9)

"Pai, fui buscar a caneta que estava na mesa..."
"Ricardo, se mexes nas coisas do pai, apanhas uma palmada!"
"Pai, o senhor foi buscar a caneta que estava na mesa..."

"Sim" ao desemprego

Ainda o fenómeno da exclusão?

Se há um Expresso da meia-noite, como é que se compreende que não exista um Sol da meia-noite?

Prisão de ventre? Experimente...

22 de outubro de 2006

Mudar de vida

Em virtude do empate do Sporting com o Porto, hoje à noite em Alvalade, por 1-1, a minha vida vai levar uma volta.

Uma volta de 360 graus.

Mudança de sexo

Em miúdo, durante uns 3 anos, tive uma piriquita amarela. Piriquita, porque quando a comprei me disseram que era fêmea.
Um dia, ao comprar alpista na loja do costume, perguntei como é que distinguiam a fêmea do macho.
"É aquela parte por cima do bico, com dois furinhos. Se for azul, é macho. Se for castanho, é fêmea."
Não, pensei eu. Isso é absurdo. Quando a comprei era castanha, mas agora é azul. Disparate. Não pode ser isso.

Só muitos anos mais tarde percebi esta mudança de sexo:
Numas férias em que a minha avó ficou com a gaiola, a piriquita conseguiu fugir e voou pela janela. A minha avó foi a uma loja comprar uma piriquita o mais parecida possível com a minha - e de facto era muito parecida - só falhou um pormenor: Era um piriquito!