Alerta-nos o Gonçalinho para as tristemente habituais contradições nos nossos governantes. Político que é político, anda a 200 na auto-estrada, nem que seja a caminho de um debate televisivo sobre segurança rodoviária. Viola a lei eleitoral de forma reiterada. Assume compromissos que não tenciona cumprir. Político que é político, tanto escreve poder com "o" como com "u".
12 de março de 2007
Poder é puder
Alerta-nos o Gonçalinho para as tristemente habituais contradições nos nossos governantes. Político que é político, anda a 200 na auto-estrada, nem que seja a caminho de um debate televisivo sobre segurança rodoviária. Viola a lei eleitoral de forma reiterada. Assume compromissos que não tenciona cumprir. Político que é político, tanto escreve poder com "o" como com "u".
11 de março de 2007
Ao vivo e a cores: JCS
Além do primeiro blog da família, o Lóbi do Chá foi o primeiro blog que eu li com alguma atenção. Desde então, mantenho-me leitor fiel. "Quem será este JCS?" perguntei-me várias vezes. A partir do que li no blog, descobri então a verdade sobre esta personagem estraordinária. Aqui fica pois o que descobri. Quem conhece pessoalmente o JCS (repito que não é o meu caso) irá provavelmente arrepiar-se com o grau de rigor e exactidão aqui conseguidos! :-)
O José Carlos Santos, doravante chamado "JCS", é um homem dos seus 50-55 anos. Mais uns tempos e estará reformado, terminando uma carreira dedicada ao jornalismo (primeiro achei que era marketeer, só depois percebi que é jornalista). Trabalha actualmente no DN. O jornalismo que faz nunca lhe permitiu dar largas à imaginação. Para isso, tem o seu blog.
À noite, em casa, enquanto passa os dedos pela barba grisalha impregnada com o fumo dos dois maços de tabaco diários, pergunta ao seu amigo escocês (com duas pedras de gelo) por que razão o seu zapping acaba inevitavelmente num canal desportivo, ou a ver uma entrevista sem interesse. É talvez a tendência para a auto-destruição que caracteriza boa parte dos grandes filósofos/pensadores, e que também a ele o traz por vezes nostálgico, por vezes amargurado. Ou talvez o facto de que o coração e o cérebro nem sempre puxam no mesmo sentido.
O divórcio não foi fácil, e por muito que diga a si próprio que a coisa está ultrapassada, quem o conhece e está atento percebe que as feridas ainda não sararam. Felizmente, os amigos são dos bons, e não são poucos. Mantém-se um connoisseur do sexo feminino, na melhor tradição de Descartes:
"Womem: can't live with them, can't live without them."
Sempre se conheceu como um homem de direita, mesmo quando a maioria dos homens de direita de hoje eram ainda de esquerda. No CDS, nunca conseguiu a notoriedade que merecia, talvez por ser um homem que "corta a direito"; por vezes, a verdade que diz é "Uma verdade inconveniente" (C).
O José Carlos Santos, doravante chamado "JCS", é um homem dos seus 50-55 anos. Mais uns tempos e estará reformado, terminando uma carreira dedicada ao jornalismo (primeiro achei que era marketeer, só depois percebi que é jornalista). Trabalha actualmente no DN. O jornalismo que faz nunca lhe permitiu dar largas à imaginação. Para isso, tem o seu blog.
À noite, em casa, enquanto passa os dedos pela barba grisalha impregnada com o fumo dos dois maços de tabaco diários, pergunta ao seu amigo escocês (com duas pedras de gelo) por que razão o seu zapping acaba inevitavelmente num canal desportivo, ou a ver uma entrevista sem interesse. É talvez a tendência para a auto-destruição que caracteriza boa parte dos grandes filósofos/pensadores, e que também a ele o traz por vezes nostálgico, por vezes amargurado. Ou talvez o facto de que o coração e o cérebro nem sempre puxam no mesmo sentido.
O divórcio não foi fácil, e por muito que diga a si próprio que a coisa está ultrapassada, quem o conhece e está atento percebe que as feridas ainda não sararam. Felizmente, os amigos são dos bons, e não são poucos. Mantém-se um connoisseur do sexo feminino, na melhor tradição de Descartes:
"Womem: can't live with them, can't live without them."
Sempre se conheceu como um homem de direita, mesmo quando a maioria dos homens de direita de hoje eram ainda de esquerda. No CDS, nunca conseguiu a notoriedade que merecia, talvez por ser um homem que "corta a direito"; por vezes, a verdade que diz é "Uma verdade inconveniente" (C).
6 de março de 2007
Cavaco vai para o Inferno...
"Cavaco Silva concedeu indulto a empresário foragido" (3/Fev/2007)"Cavaco revoga indulto a foragido" (5/Mar/2007)
Ora todos sabemos que "Quem dá e tira, vai para o Inferno"...
Título tendencioso?
Diz a TVI: "Tropas dos EUA terão abatido 10 civis" [no Afeganistão]
Abri, para ver se havia um filme com 10 homens ajoelhados, algemados atrás das costas e com os olhos vendados, a serem fuzilados um por um. Afinal, não havia vídeo. Só uma foto poética de uma metralhadora pousada no cimo de uma colina e uma foto de um senhor barbudo com ar de quem está quase a chorar. Resolvi então ler as letrinhas. O texto do artigo desmente o ambiente que é proposto pelo título:
"(...) a coluna americana sofreu um ataque dum mini-autocarro com um condutor talibã suicida."
"O comando americano diz que foi uma emboscada complexa, com a explosão seguida de fogo de metralhadora por parte dos rebeldes."
"Diz também que os soldados responderam ao fogo em legítima defesa."
"são civis 10 dos 16 mortos de todo o incidente de Jalalabad."
Abri, para ver se havia um filme com 10 homens ajoelhados, algemados atrás das costas e com os olhos vendados, a serem fuzilados um por um. Afinal, não havia vídeo. Só uma foto poética de uma metralhadora pousada no cimo de uma colina e uma foto de um senhor barbudo com ar de quem está quase a chorar. Resolvi então ler as letrinhas. O texto do artigo desmente o ambiente que é proposto pelo título:
"(...) a coluna americana sofreu um ataque dum mini-autocarro com um condutor talibã suicida."
"O comando americano diz que foi uma emboscada complexa, com a explosão seguida de fogo de metralhadora por parte dos rebeldes."
"Diz também que os soldados responderam ao fogo em legítima defesa."
"são civis 10 dos 16 mortos de todo o incidente de Jalalabad."
Respeitinho é(ra) muito bonito
Então agora que a Educação em Portugal dava sinais de seguir as best practices europeias, vem a Ministra dizer que nos quer fazer divergir da Europa?
2 de março de 2007
A Abécula/Ave Rara voltou!
Refiro-me a Sampaio, note-se, não a Paulo Portas.Eu já não contava dar mais traulitadas naquela cabeça tosca, mas esta semana Sampaio fez o impensável: abriu a boca. E disse: "A presidência europeia do ano 2000 foi das mais bem feitas, foi bem exercida e concebida, mas cá dentro não teve a menor importância, foi vista com pouca atenção e o Governo [de António Guterres] sofreu com isso".
Ora o Ti Guterres saiu pelo próprio pé, quando viu que a água que tinha andado a lançar tinha transformado tudo num pântano... Foi quem nos fez pagar os 10 estádios do Euro, o descalabro das contas públicas, as SCUT. E a lista continua.
A presidência da União Europeia? Várias decisões bonitas mas pouco consequentes. A "Estratégia de Lisboa" (um "plano tecnológico" ao nível da UE), um documento tão incapaz de promover a competitividade da velha Europa como o protocolo de Kioto é capaz de garantir a redução da poluição.
De resto, é curioso. Em 2000, Sampaio era Presidente. Porque é que não falou mais para realçar essa presidência da UE na altura, em que era Presidente? Sampaio tem esta coisa deliciosa. Era Presidente, e ninguém lhe prestava atenção (que o diga Souto Moura); agora como ex-Presidente quer-se fazer ouvir. De resto, é comovente ver tão preocupado em defender o sonso do Guterres, quando ainda à pouco tempo estava ocupado a fazer a vida negra a Santana Lopes. Falem-me em ter dois pesos e duas medidas.
Aqui fica o pedido, ao Grim Ripper: Leva este idiota, devolve-nos o Bento!
Por falar em "A nú"...
Fui recentemente ao dentista, para fazer uma limpeza da cremalheira.
Dizia a dentista que "É muito importante usar o fio dentário, uma vez por dia. É bom para as gengivas."
Com grande coragem pessoa, já que a dois palmos da cara tinha diversos instrumentos de tortura, disse-lhe que o fio dental só me fazia lembrar a praia.
"Pois. Por isso é que se chama fio dentário e não fio dental."
Bom, está esclarecido. Assim fica mais fácil.
Dizia a dentista que "É muito importante usar o fio dentário, uma vez por dia. É bom para as gengivas."
Com grande coragem pessoa, já que a dois palmos da cara tinha diversos instrumentos de tortura, disse-lhe que o fio dental só me fazia lembrar a praia."Pois. Por isso é que se chama fio dentário e não fio dental."
Bom, está esclarecido. Assim fica mais fácil.
1 de março de 2007
A nú: JCS
Numa tentativa desesperada de aumentar as visitas a este blog, para por essa via aumentar as minhas receitas de publicidade, vou nos próximos dias expor uma figura muito mediática: o JCS.Aqui ficará a saber quem ele é, o que faz, que carro conduz, o que pensa, como pensa e onde pensa. Qual o penteado que usa. Onde trabalha. Vou-lhe contar toda a verdade. Vai ser bem emocionante...
... especialmente, considerando que só o conheço da blogosfera!
As tangas do Ricardo (28)
O Gonçalinho classificou uma das últimas Tangas do Ricardo com o comentário "Surrealismo".Já várias vezes eu próprio tinha feito essa associação, e imagino que quando crescer ele vai gostar tanto de Salvador Dali como eu. A última das quais foi quando, esta semana, o Ricardo revelou que tinha que dormir na nossa cama porque tinha na cama dele: "um esquilo, um monstro verde, uma baleia e uma mosca gigante".
Deixo-vos pois com três tangas que podiam ser do Ricardo, mas são de Salvador Dalí:
"A única diferença entre mim e os Surrealistas é que eu sou Surrealista.".
"A única diferença entre mim e um louco é que eu não estou louco".
"Aos seis anos eu queria ser cozinheira. Aos sete, queria ser Napoleão. As minhas ambições continuaram a crescer ao mesmo ritmo desde então."
25 de fevereiro de 2007
As tangas do Ricardo (27)
O Ricardo tinha uma pequena garrafa de água na mão.
"Ricardo, vamos sair do carro. Deixa aí a água."
"Isto não é água." Uns segundos para pensar, e exclamou, com voz profunda:
"Isto não é água, isto é a nossa salvação."
"Ricardo, vamos sair do carro. Deixa aí a água."
"Isto não é água." Uns segundos para pensar, e exclamou, com voz profunda:
"Isto não é água, isto é a nossa salvação."
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