19 de julho de 2006

Uma visão diferente


Pergunta a filha (5 anos): "Mãe, no Céu as pessoas andam todas aos encontrões, não é?"
Mãe: "Porquê, filha?"
Resposta: "É que como estão mortos, têm os olhos fechados. Se têm os olhos fechados, não vêm para onde vão; portanto, devem andar sempre aos encontrões!"

17 de julho de 2006

Sugestão para o Bloco de Esquerda


aqui defendi (por interposta pessoa) que a selecção portuguesa de futebol deve ter uma quota de mulheres.
Penso que o Bloco de Esquerda deveria exigir que a próxima bandeira feita só por mulheres tivesse uma quota, digamos, de 40% de homens. E que esses homens estejam não só no verde e vermelho mas também no amarelo e nos castelos. Menos do que isso, é discriminação.

Cassete Cavaco


Eu, que contra todas as expectativas tristemente votei Alegre, pergunto-me como se sentirão enganados os meus concidadãos que votaram Cavaco Silva porque:
1) Seria um presidente de direita;
2) Iria trazer a Economia para a ordem do dia;
3) Funcionaria como contra-poder a José Sócrates.

Recado para Cavaco Silva: detectado mais um fenómeno de exclusão


Por exigência da Elise, aqui fica um novo post.

Em São Martinho do Porto, este Sábado, uma personagem simpática, com uns calções às riscas azuis e vermelhas banhava-se, sozinho, a uns 5 metros de mim. Era ele Ribeiro e Castro.
Mais tarde, vi-o no seu grupo de praia, e não pude deixar de constatar a forma como permanecia à margem do grupo - toalha perpendicular às outras, e do lado de fora do centro no qual se passava a conversa.
Não pude deixar de pensar na ironia da situação: na água, na areia e no CDS/PP, um homem que vive sempre sozinho...

12 de julho de 2006


O dilema do Padre Amaro

Estive a ver o filme "O crime do Padre Amaro", de cujo título discordo.

O que o Padre Amaro fez terá sido pecado, mas crime era não o ter feito.

No parlamento, debate-se o Estádio da Nação


A minha previsão é que o debate se passe do seguinte modo:
Primeiro-Ministro: "Este ano foi fantástico, basta ver que ficámos em quarto lugar no Mundial. E nem vamos ter mais dez estádios para pagar, que foi o legado que o governo anterior nos deixou."

CDS/PP: "Explique-nos, senhor Primeiro Ministro, quais as contrapartidas que foram pagas à Sport TV para que passassem em canal aberto os jogos de Portugal, as meias-finais e a final?"

PSD: "É demagógico dizer que o quarto lugar no Mundial, obtido pelo vosso governo, vale mais que o nosso segundo lugar no Europeu, obtido pelo governo PSD-CDS/PP. Vossa excelência sabe bem que nós deixámos obra, espalhada por todos os pontos do país. Há hoje localidades que não têm saneamento básico mas que podem jogar a sua partida de futebol de 11 num estádio de luxo."

PS: "O trabalho do Governo é notável, e tem-nos surpreendido a todos os níveis. Digam-nos, que medidas estão em curso para renovar o contrato com Scolari?"

PCP: "Há hoje trabalhadores que são explorados pelo grande capital, e que para verem os jogos do mundial tiveram que comprar boxes piratas, já que o grande poder económico veda o acesso à cultura. E como justificar a contratação de um brasileiro para treinador e outro para jogador, quando há tanto desemprego?"

BE: "O senhor Primeiro Ministro já se deu conta que apenas jogam homens na selecção? Para quando a criação de quotas, acabando com esta discriminação injusta?"

PEV: "O Futebol é hoje uma questão nuclear. Por falar em nuclear..."

11 de julho de 2006

É o escândalo!


Então Gilberto Madaíl pede que os rendimentos dos jogadores relativos ao Mundial sejam isentos de IRS? Mas não há qualquer decôro neste país?
Prestaram algum grande serviço à nação? Ah, foram nossos embaixadores. E isso inclui o Petit e o Costinha? E os jogadores que estiveram sempre no banco?
E não é verdade que o maior benefício que os jogadores obtêm da presença no Mundial são contratos milionários para jogar em Espanha, Inglaterra, Itália?
E os embaixadores não pagam impostos sobre o rendimento?
Não me parece evidente que os nossos jogadores tenham atraído receitas para o país. Pelo contrário, terão levado muitos portugueses a gastar dinheiro no estrangeiro.
Eu percebo que tenha dado muito jeito a José Sócrates este mês de férias, para além de qualquer Safari no mês de Agosto. Só que o IRS não é o pé-de-meia do governo; é o pé de meia do estado. O que não é a mesma coisa, tanto quanto julgo saber.

10 de julho de 2006

Portugal de 66, Portugal de 2006


O nosso quarto lugar neste mundial é muito mais meritório do que o terceiro lugar de 66. Em 66, Portugal jogava com o Deusébio. Mas não é a isso que me refiro.
Refiro-me a que jogámos jogos inteiros com o Petit, com o Costinha, com o Pauleta. Ora um quarto lugar com estas abéculas em campo é uma verdadeira façanha.

Petit, o imbecil


Alerta: Este post é fortemente desaconselhado a quem acha que é obrigação de quem é patriota apoiar incondicionalmente a sua selecção e quem quer que apareça em calções e com a bandeira ao peito.

Faz parte da nossa maneira de ser ter pena de quem está em desgraça, nem que seja uma desgraça dourada, como Herman José por ter a dívida de um milhão de euros às finanças ou a miserável campanha do Macaco Simão em Barcelona, antes de ser acolhido por uma conhecida e meritória instituição de caridade.
Ora, como o título deixa antever, este artigo destina-se a insultar o pequeno Petit, que deixou a sua marca no mundial. Não só falhou um penalty contra a Inglaterra, o que em circunstâncias normais seria fatal (que o diga Trezeguet), como ainda marcou um auto-golo no jogo contra a Alemanha. Claro que há uma grande diferença entre estar a perder 1-0 ou estar a perder 2-0, razão pela qual o golo foi claramente decisivo.
Ao contrário de Ricardo, que frangou (nomeadamente no primeiro golo) contra a Alemanha, Petit não tem outras exibições que justifiquem a sua presença em campo ou sequer a tolerância do público. E não é verdade que marcar um auto-golo acontece a todos. Só acontece a quem está convocado e está em jogo.
Se há um prémio por jogo e por golo, pergunto-me quanto é que Petit ganhou nos dois últimos jogos. Em bom rigor, seria justo que tanto a Inglaterra como sobretudo a Alemanha lhe dessem um prémio substancial.
Está na hora, já passa aliás da hora, de Petit abraçar a sua verdadeira vocação de trolha. Tem cara de ser muito bom a chapar massa.

Não sei o que é mais contra o senso comum...


Se ver um Primeiro-Ministro a comentar futebol, se ver um gay a comentar futebol.