Tenho um portátil HP para arranjar. Pedi a assistência mas, porque não o tinha comigo, fiquei de marcar a recolha. Hoje ligaram-me a dizer que queriam ir buscar o computador para arranjar ainda hoje.
"Hoje não pode ser; só na próxima semana."
"Mas é que o pedido já está aberto à muito tempo, e temos que o fechar."
"Pois, mas hoje não pode ser. Mas posso combinar logo na segunda-feira."
"Então está bem, mas olhe que não pode passar de segunda!"
Ri-me na cara do senhor, e em tom de gozo pedi-lhe desculpa pelo transtorno.
Acho isto engraçado. Alguém preocupado com a satisfação do Cliente faz um inquérito, e descobre que o tempo de espera pela assistência tem muito impacto nessa satisfação. Decide-se em função disso que há uns indicadores que dizem que a média tem que ser inferior a X dias e que em caso algum podem passar os Y dias. Esses números tornam-se sagrados. Há muito se esqueceu o que é que esses números visam garantir.
Estou capaz de não entregar o portátil na 2a, só para ver se mandam cá a casa dois gorilas, para recolherem o computador "a bem ou a mal. O chefe disse que tínhamos que fechar o caso."
Como podem ver no post abaixo deste, a minha opinião sobre a HP até é largamente favorável. Acho é curiosa esta inversão de valores.
6 de setembro de 2008
Fantástico - A DELL conseguiu!
Eu pensava que não era possível, mas a Dell conseguiu.
Eu pensava que a Acer e a Packard Bell eram as duas piores marcas de computadores pessoais, mas mudei de ideias. Na modalidade olímpica que é construção dos piores computadores possíveis, na minha opinião (com base na experiência em vários sítios) os PCs da Dell levam a medalha de ouro, os Packard Bell a medalha de prata e os Acer a medalha de Bronze.
Asus em 4º lugar, mas bastante afastada.
Toshiba, HP e Apple estão substancialmente mais abaixo.
É certo que comprar um PC tem sempre algum grau de risco. É certo que esta opinião é subjectiva. O que não é, ainda assim, é uma opinião totalmente desinformada ou uma opinião subjectiva.
Eu pensava que a Acer e a Packard Bell eram as duas piores marcas de computadores pessoais, mas mudei de ideias. Na modalidade olímpica que é construção dos piores computadores possíveis, na minha opinião (com base na experiência em vários sítios) os PCs da Dell levam a medalha de ouro, os Packard Bell a medalha de prata e os Acer a medalha de Bronze.
Asus em 4º lugar, mas bastante afastada.
Toshiba, HP e Apple estão substancialmente mais abaixo.
É certo que comprar um PC tem sempre algum grau de risco. É certo que esta opinião é subjectiva. O que não é, ainda assim, é uma opinião totalmente desinformada ou uma opinião subjectiva.
As tangas do Ricardo (59)
No ex-Carrefour de Telheiras, agora Continente de Telheiras, o Ricardo pediu uma moeda de um euro para andar num carrinho com a mana.
"Só se me deres um beijinho" (coisa que ele costuma evitar), disse eu. (*1)
Ele deu, de imediato.
A mãe também pediu um. Eu disse: "Só teu dou a moeda se não deres um beijinho à mãe". (*2)
O Ricardo fez um ar triste, pegou na moeda, e já com a moeda na mão voou por detrás de mim, para dar um beijinho à mãe. Depois passou no sentido contrário, a rir e a dizer-me "Toma, toma! Toma, toma!"
Fui atrás dele, e disse-lhe que não podia andar, porque não tinha feito o combinado. Comentário instantâneo do Ricardo: "É que eu ENGANEI-ME"!
(*1) Sim, eu sei que não se faz...
(*2) Ver (*1)
"Só se me deres um beijinho" (coisa que ele costuma evitar), disse eu. (*1)
Ele deu, de imediato.
A mãe também pediu um. Eu disse: "Só teu dou a moeda se não deres um beijinho à mãe". (*2)
O Ricardo fez um ar triste, pegou na moeda, e já com a moeda na mão voou por detrás de mim, para dar um beijinho à mãe. Depois passou no sentido contrário, a rir e a dizer-me "Toma, toma! Toma, toma!"
Fui atrás dele, e disse-lhe que não podia andar, porque não tinha feito o combinado. Comentário instantâneo do Ricardo: "É que eu ENGANEI-ME"!
(*1) Sim, eu sei que não se faz...
(*2) Ver (*1)
5 de setembro de 2008
30 de agosto de 2008
As tangas do Ricardo (58)
Leitura criativa
Mesmo que não exista enquanto curso, como a escrita criativa, há uma prática a que poderíamos chamar de leitura criativa.
O Ricardo é um assíduo praticante dessa leitura criativa.
Hoje ao lanche, mostrei-lhe que havia uma palavra no pacote de leite - VIGOR - que também estava na caneca. Ele constatou que a palavra era a mesma, e ficou surpreendido.
Eu: Ricardo, depois também vais aprender a ler, como a Carolina, e podes ler o que aqui está escrito."
R: Mas eu já sei ler.
Eu: Então, o que é que está escrito aí com as letras vermelhas.
R: Leeeeiii-te. Está escrito LEITE.
Eu: Não, Ricardo, está escrito "Vigor". Mas olha, aqui em cima está escrito "Leite".
R: Ah, pois, era aí que eu estava a ler. Está aí escrito Leite!
As tangas do Ricardo (57)
O jogo das adivinhas
Ontem durante uma pequena viagem de carro, começámos o jogo das adivinhas. Para as crianças é um excelente entretenimento, e aos adultos dá-nos uma pequena janela para espreitar para o mundo, pelos olhos dos miúdos.
As regras são simples: uma das pessoas pensa em algo, e os outros têm que adivinhar. As perguntas são necessariamente perguntas fechadas. Podemos perguntar "É uma coisa amarela?" (a reposta será "Sim" ou "Não"), mas não podemos perguntar "De que cor é essa coisa?".
Jogar com o Ricardo é normalmente uma experiência desconcertante.
Quando é ele a pensar, pensa em coisas como "Sumo de folhas".
Ontem foi, para variar, interessante. As perguntas são nossas (minhas ou da Carolina), as respostas são do Ricardo.
N: É uma pessoa?
R: Não.
N: É um animal?
R: Não.
N: É uma coisa?
R: Não. Espera, afinal enganei-me. É um animal.
N: É maior do que tu ou mais pequeno do que tu?
R: É mais pequeno.
N: É perigoso?
R: Não [Esta deu muito pouca informação - para o Ricardo, o conceito de "animal perigoso" não faz sentido. Nem que seja um tigre, um urso ou um tubarão, são sempre amigos.]
N: Anda na terra?
R: Não.
N: Anda no ar?
R: Não.
N: Anda na água?
R: Não.
N: Eu não conheço nenhum animal que não viva no ar, nem na água, nem na terra! Desisto!
R: Hum... Querem uma pista?
N: Sim...
R: É um animal muito grande.
N: Mas disseste que era mais pequeno do que tu!
R: Oops! Enganei-me.
N: É maior do que tu?
R: SIM!
N: É maior que um cavalo?
R: Sim!
N: É maior que um elefante (liofante, diria o Ricardo).R: Sim!
N: É maior que uma baleia?
R: Sim!
N: É um dinossauro?
R: Não!
N: Desisto! Não sei o que é!
R: Querem mais uma pista?
N: Sim.
R: É muito comprido, e tem duas cabeças.
N: É uma cobra? (lembrar que o mundo visto pelas crianças não é necessariamente igual ao nosso...)
R: Não!
N: É um animal que existe?
R: Não!
N: Desisto... Diz lá qual é o animal...
R: É UMA COBRA-DRAGÃO!
27 de agosto de 2008
A Senhora Carolina
23 de agosto de 2008
Razões para não votar no PS
As notícias de crimes, com uma frequência e um nível de violência crescentes, são agora arma de arremesso política. O Ministro diz que está de consciência tranquila - porque nem sequer foi de férias.
O PSD pede a demissão do Ministro. O comentário de Vitalino Canas, esse grande vitelino, é que o PSD tem falta de imaginação. Ou seja, o tema é assunto de paródia. Ou seja, como de costume, discute-se a forma e não o conteúdo.
Enquanto Vitalino Canas for uma figura de proa no PS, seguramente não vou conseguir votar no PS.
Questiono-me porque é que os políticos não se aplicam a sério em melhorar a segurança e diminuir a criminalidade. Será Cortesia profissional?
O PSD pede a demissão do Ministro. O comentário de Vitalino Canas, esse grande vitelino, é que o PSD tem falta de imaginação. Ou seja, o tema é assunto de paródia. Ou seja, como de costume, discute-se a forma e não o conteúdo.
Enquanto Vitalino Canas for uma figura de proa no PS, seguramente não vou conseguir votar no PS.
Questiono-me porque é que os políticos não se aplicam a sério em melhorar a segurança e diminuir a criminalidade. Será Cortesia profissional?
16 de agosto de 2008
Andaram na mesma escola de Sócrates?
Nestes jogos olímpicos, tem havido muita mentira, muita encenação, muito faz-de-conta.
O fogo de artifício e as imagens da cidade, na cerimónia de abertura, a menina bonita a cantar em playback, com uma gravação feita de uma menina com uma voz excelente - mas menos bonita, logo, menos apresentável.
Agora achei piada a esta do levantamento de pesos. Depois de vomitarem no tapete com a cena, voltem atrás e vejam a barreirazinha feita pelos chineses... "Isto não foi nada... não há nada para ver..."
O fogo de artifício e as imagens da cidade, na cerimónia de abertura, a menina bonita a cantar em playback, com uma gravação feita de uma menina com uma voz excelente - mas menos bonita, logo, menos apresentável.
Agora achei piada a esta do levantamento de pesos. Depois de vomitarem no tapete com a cena, voltem atrás e vejam a barreirazinha feita pelos chineses... "Isto não foi nada... não há nada para ver..."
15 de agosto de 2008
Bronze, não aceito!
É um hino à falta de desportivismo... Deitar uma medalha olímpica de bronze para o chão... Mas quando a reclamação é de outro concorrente foi objectiva e manifestamente favorecido, e de que existe reiterada corrupção, algo que eu nem ao de leve saberia avaliar se é verdade ou não, fica-me a questão:
Não poderia/deveria ser feito o mesmo noutras latitudes, noutras situações?
Se os clubes de futebol que se sentem fortemente prejudicados em campo, ou fora dele, protestassem de forma veemente - por exemplo, não comparecendo a jogos ou até não se inscrevendo em competições - não iria isso obrigar quem olha para o lado a olhar de frente?

Como dizia um juíz do Supremo Tribunal Americano, "Sunlight is the best disinfectant."
Não poderia/deveria ser feito o mesmo noutras latitudes, noutras situações?
Se os clubes de futebol que se sentem fortemente prejudicados em campo, ou fora dele, protestassem de forma veemente - por exemplo, não comparecendo a jogos ou até não se inscrevendo em competições - não iria isso obrigar quem olha para o lado a olhar de frente?

Como dizia um juíz do Supremo Tribunal Americano, "Sunlight is the best disinfectant."
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