30 de janeiro de 2007

As tangas do Ricardo (21)

No verão passado, o Ricardo conseguiu levar avante a sua convicção de que só deixa as fraldas quando a Dodot fizer sanitas. No próximo ano é que vai mesmo ter que ser.
Entretanto, o rapaz não gosta que lhe tirem a fralda - nem mesmo quando tem "presente". A táctica normal do pequeno era negar que tinha feito. Entretanto, como tal deixasse de funcionar, o rapaz usa agora a táctica de dizer:
"Espera. Ainda estou a fazer mais..." (e, por ele, ficaria a "fazer mais" durante meia hora....)

Razões para comprar o Windows Vista (01)

28 de janeiro de 2007

Sobre o referendo ao aborto


A falta de seriedade
O problema não devia estar reduzido a ser de direita ou de esquerda, religioso, ateu ou agnóstico, homem ou mulher. Fazê-lo é demagogia. Felizmente, há alguns moderados.

A falta de consequência
Um referendo é uma consulta popular. Um referendo em que se anuncia desde logo que a vontade expressa não será considerada como vinculativa é uma aberração.

A falta de coerência
Não dou, fora dos timings do referendo, por movimentações políticas à volta do problema das mulheres que abortam clandestinamente ou das crianças que nascem em condições lamentáveis. Bem ou mal, suponho que a Igreja Católica é quem mais autoridade tem nesta matéria. As preocupações de bloquistas e companhia estão em estar debaixo dos holofotes; estão portanto no referendo por necessidade, não por convicção.

A falta de respeito
Uns dizem que os outros querem as mulheres na cadeia, os outros dizem que os uns querem a morte em vez da vida. Nenhum dos lados tem respeito pelas posições contrárias.

A falta de memória
O tema foi referendado recentemente; nem dez anos passaram. Pergunto: vamos passar a vida a repetir referendos? Quando é que reavaliamos a questão da regionalização? E, se vamos volta e meia repetir referendos, não seria de "colá-los" a outras eleições? Ou somos assim tão ricos?

A falta de alternativa
Primeiro corolário do problema da falta de memória; mesmo que o "Não" ganhe, daqui a 8 anos ou menos vamos estar de novo a referendar o tema. E por aí fora. Dentro de um mês, ou dentro de 8 anos e um mês, ou dentro de 16 anos e um mês, o "Sim" irá ganhar. A partir dessa altura, estou seguro que não voltará a haver referendo. O "Sim" é, portanto, inevitável.

A falta de ética
Um padre não deve ameaçar com excomunhão quem vote "Sim" no referendo; um magistrado não deve participar em iniciativas políticas pelo "Sim".

A falta de equilíbrio
Liberalização total até às 10 semanas, sem qualquer arbítrio ou justificação, podem significar que o aborto legal aumenta de ano para ano, o que é claramente lamentável.

A falta de princípios
Fica-me a sensação que, dos dois lados da barricada, os argumentos arremessados não são os que se sentem, mas os que se acha que funcionarão.

A falta de cidadania
Há alguns, mas poucos, a manifestarem-se como cidadãos. Estranho ver à minha volta tantas certezas (pelo Sim ou pelo Não), nomeadamente dos oppinion leaders, num tema tão sensível e em que há pouco a ganhar, mas muito a perder. Quer com o "Sim", quer com o "Não".

A falta de relevância
Discutir tecnicalidades ou aspectos que são laterais é também uma forma de mentira.

24 de janeiro de 2007

Quebra-cabeças engraçado


Munido do Google e do Excel, cheguei à Madeira. O URL é http://www.epuzzle.co.uk. Bem giro, recomendo vivamente. Obrigado pelo link RP.
Precisei de googlejuda em 4 das 23 questões - 15, 16, 19 (shame on me) e 20. Aqui fica a "prova".

22 de janeiro de 2007

Quem tanto escreve, um dia acaba por escrever um bom texto

Não estou a falar de mim, mas do Dr. João César das Neves.

Nota de esclarecimento: Acho o Dr. João César das Neves um homem brilhante, contundente e convincente, mas que (IMO) enferma de não partir de posições neutras, por um lado, e por outro de ter dificuldade em ouvir/aceitar opiniões divergentes. Curiosamente, inesperadamente, inexplicavelmente, este deve ser o texto menos tendencioso e mais "open-minded" que já lhe li. Uma agradável surpresa!

Demasiado velho para ainda estar tão novo

Este fim de semana fui ver o Scoop. Parece que nem todos os génios envelhecem depressa. Aos 71 anos, Woody Allen está tão bom como sempre, ou até melhor que nunca.

21 de janeiro de 2007

Demasiado novos para já estarem tão velhos

Herman José foi, na minha opinião, o melhor humorista português contemporâneo. Hoje é o décimo sétimo pior apresentador de programas de entretenimento da TV portuguesa, atrás até do José Carlos Malato (mas ainda assim à frente da Júlia Pinheiro, claro). A degradação foi-se pressentindo, depois sentido, e por fim lamentando. Como é possível um génio manter-se no topo a vida toda?
Hoje, no programa do Gato Fedorento, percebeu-se que também estes estão a decair rapidamente. Desde o início da série que pegam em duas boas piadas e as fazem render meia hora. Um dos primeiros sintomas da decadência de Herman José; no Herman Enciclopédia havia episódios em que nos ríamos já sem saber bem porquê.
Hoje, uma das piadas envolvia alguém que, num museu, dizia um chorrilho de palavrões. Rimo-nos, porque é a primeira vez. Mas faz-nos lembrar também Herman José na decadência, certo?
Por fim, o síndrome da boazona. No sketch seguinte, lá estava a menina do gaz, a despropósito. No próximo episódio, ou no outro a seguir, imagino que surgirá em topless.
Foi bom enquando durou, mas por este caminho não vai durar...

Próximo enforcamento no Iraque

Para grande tristeza do Nevsky, tenho já o post preparado, para apoiar o enforcamento de mais esta desgraça da raça humana...

Dissociative Identity Disorder - 2

ou... What's with the hair??


Dissociative Identity Disorder - 1

Esta coisa de um dia ser procuradora-adjunta, outro ser cidadã, é algo de muito estranho. Felizmente, com a Internet, o diagnóstico é fácil: Dissociative Identity Disorder. Do ponto de vista desta doença, a classe política é um "grupo de risco" - muitos sofrem deste padecimento.
Se isto continua assim, qualquer dia temos políticos que falam de si próprios da terceira pessoa, tipo jogador de futebol...