Ontem de manhã, o Ricardo resolveu (salvo erro, pela primeira vez desde que o tem) que ia levar o seu chapéu do Sporting para a escola. Fez furor!
Post-scriptum
Sou sportinguista desde que me lembro. Sou, no entanto, um sportinguista não-praticante: não vou ao estádio, não fico deprimido quando perdemos com o Celta de Vigo, perdão, com o Bayern de Munique, e não rejubilo quando ganhamos. Acho, ainda assim, que o Sporting é um clube com uma personalidade própria, que em média demonstra mais vontade de jogar e de dar espectáculo do que alguns dos seus rivais mais relevantes.
Quanto à conversa sobre o elitismo de ser do Sporting, é uma conversa caduca e sem sentido. Diria mesmo que é uma conversa que cheira a "As tangas do Ricardo (74)". Se eu gostasse de quem faz papéis de vítima, apoiava o Sócrates.
Assim sendo, nunca pressionei o Ricardo e a Carolina para serem do Sporting. Não me choca que outros o façam, mas eu de facto não o faço. O Ricardo tem um chapéu do Sporting, mas não fui eu quem lho deu.
Na 2a feira à noite, não vi o massacre dos 7-1 porque nem me lembrei de tal!
12 de março de 2009
8 de março de 2009
As tangas do Ricardo (74)
O dia da mulher
Hoje é dia da mulher. Se eu fosse mulher, sentir-me-ia ofendido por haver um dia da mulher. Como não sou, vivo o tema de forma algo desapaixonada.
Ainda recentemente li que o 8 de Março tem a sua origem num incêndio que ocorreu durante uma greve de mulheres, em meados do século XIX.
Verdade ou mito não sei. Por via das dúvidas, vou ver se comemoro o dia com um pequeno-almoço de torradas.
Ainda recentemente li que o 8 de Março tem a sua origem num incêndio que ocorreu durante uma greve de mulheres, em meados do século XIX.
Verdade ou mito não sei. Por via das dúvidas, vou ver se comemoro o dia com um pequeno-almoço de torradas.
3 de março de 2009
Assassinatos
25 de fevereiro de 2009
Piadas de mau gosto
Depois do desfile de Torres Vedras ver censurada a passagem de uma réplica do computador Magalhães com imagens de mulheres nuas, agora é um livro que, em Braga, é impedido de ser exposto na rua. Curiosamente, a polémica imagem da capa do livro foi pintada em França em 1866, por um pintor socialista.

Eu, que sou um cínico assumido, desconfio que o Pinócrates anda a ver se mete o nariz onde não é chamado...

Eu, que sou um cínico assumido, desconfio que o Pinócrates anda a ver se mete o nariz onde não é chamado...
23 de fevereiro de 2009
O pão que o diabo (da máquina) amassou...
Comprei recentemente uma máquina de fazer pão. Bom, já foi o ano passado, mas foi no final do ano.
Não comprei a máquina a pensar em economia mas em comodidade, conforto e porventura numa alimentação um pouco mais saudável - é bem simpático acordar e ter um pãozinho acabado de cozer! Ainda assim, considerando o que poupo em pequenos-almoços que passei a tomar muito mais vezes em casa do que antes, parece-me claro que houve uma poupança.
Com as receitas adequadas, dá para fazer tipos de pão bem variados. Infelizmente, ainda não domino a arte do fermento. Ou é muito, e o pão sai da máquina, ou é pouco, e fico com broa em vez de pão.
O mais prático é mesmo comprar as farinhas da Nacional (as do Lidl são um bocado para o salgado, é sabido). Para os mais corajosos, todos estes ingredientes se encontram facilmente no Continente. Aqui ficam as receitas que vinham com a máquina - sugiro vivamente o pão branco - com sêmola de milho.



Não comprei a máquina a pensar em economia mas em comodidade, conforto e porventura numa alimentação um pouco mais saudável - é bem simpático acordar e ter um pãozinho acabado de cozer! Ainda assim, considerando o que poupo em pequenos-almoços que passei a tomar muito mais vezes em casa do que antes, parece-me claro que houve uma poupança.
Com as receitas adequadas, dá para fazer tipos de pão bem variados. Infelizmente, ainda não domino a arte do fermento. Ou é muito, e o pão sai da máquina, ou é pouco, e fico com broa em vez de pão.
O mais prático é mesmo comprar as farinhas da Nacional (as do Lidl são um bocado para o salgado, é sabido). Para os mais corajosos, todos estes ingredientes se encontram facilmente no Continente. Aqui ficam as receitas que vinham com a máquina - sugiro vivamente o pão branco - com sêmola de milho.
Receitas de pão normal
Receitas de pão integral
Receitas de bolos e de doces
Receita de massas
19 de fevereiro de 2009
As tangas do Ricardo (73)
O Ricardo, já livre da 5a doença, apanhou agora uma gripe.
O rapaz não é muito de se deixar ir abaixo, no entanto. Treme que se farta, mas quer ir jogar Mario Karts para a Wii.
"Estou cheiro de frio. Dói-me a tossir e dói-me o cabelo."
Ah, as dores de cabelo... São do pior!
O rapaz não é muito de se deixar ir abaixo, no entanto. Treme que se farta, mas quer ir jogar Mario Karts para a Wii.
"Estou cheiro de frio. Dói-me a tossir e dói-me o cabelo."
Ah, as dores de cabelo... São do pior!
16 de fevereiro de 2009
14 de fevereiro de 2009
Errar é humano
Há umas semanas, o Ricardo apareceu com umas borbulhas no corpo.
"Parece ser escarlatina. Mas talvez seja melhor ir ao médico."
No Hospital da Luz, a médica disse que:
"Isto é urticária, com 90% de certeza. Mas vamos fazer uma análise, para despistar a escarlatina". A análise veio confirmar - ao fim de meia hora de espera pelos resultados - e mais meia hora de espera pela médica - que não era escarlatina.
Passados uns dias, as borbulhas foram desaparecendo conforme nos tinham dito, mas começaram a aparecer manhas na pele. Fui com o Ricardo às urgências, de novo, onde foi vista por nova médica, que consultou a outra médica de serviço e acabou por confirmar o diagnóstico: Urticária. As lesões eram atípicas, isto é, o Ricardo estava com uma urticária atípica. Assim me disseram.
Foi para a escola, que de resto tem uma pediatra que lá vai uma vez por semana, com uma autorização escrita para ir à escola, visto a urticária não ser contagiosa.
Depois de mais uns dias sem evolução evidente, acabou por ir ao British Hospital. A médica que o viu, muito simpática, mandou fazer umas análises - para descobrir a causa da urticária.
Depois, ficámos de ir mostrar os resultados a uma 6a (!) médica, já que a médica que as prescreveu ia estar para fora.
A dita cuja médica viu as análises, e mandou fazer mais. "É uma urticária atípica", foi novamente o veredicto, "As análises são para tentar identificar a causa da urticária. Muitas vezes, não se chega sequer a identificar a causa. Mas de qualquer modo o Ricardo pode ir à escola, porque a urticária não é contagiosa."
Enquanto esperávamos pelos resultados destas novas análises... aconteceu o insólito... começaram a aparecer umas borbulhas... NA CAROLINA.
Desta vez, esquecemos as urgências e marcámos uma ida à pediatra. Entre o marcar e o ir, recebemos um telefonema a pedir para voltar ao laboratório - o Laboratório Joaquim Chaves, em Carnaxide - era preciso fazer uma terceira recolha de sangue, porque queriam repetir uma análise. Não chegámos a ir lá fazer essas análises.
A pediatra olhou para a Carolina, e disse: "Ela tem a chamada 5a doença. Então não se vê logo? Não sei como é que é possível confundir isto com urticária!"
Ora a 5a doença, ao contrário da urticária, é contagiosa. Pelo que percebi é qualquer coisa vagamente aparentada com o Sarampo. Durante duas semanas, o Ricardo devia ter ficado em casa e foi à escola.
Em democracia, como dizia o (alegadamente) co-autor do abéculas jose, a pediatra teria perdido. 6-1 é uma vitória esmagadora da urticária sobre a 5a doença.
Perguntam-me vocês, como me perguntei a mim próprio, porque é que acredito mais nessa versão do que na versão da urticária?
De facto, três razões.
- A urticária sempre foi identificada como atípica, o que me soa muito a "Isto não parece ser urticária, mas é urticária." Claro que isto foi sempre dito com muita convicção, pelo que na altura não questionei.
- A "urticária", objectivamente, foi passada pelo Ricardo à Carolina. Ora a urticária, típica ou atípica, é tão pouco contagiosa que levámos uma declaração para a escola, passada por um médico, com essa mesma indicação.
- O "voto vencido" é da pediatra dos miúdos, à qual não tínhamos recorrido razões de (pensávamos) conveniência. Existe, é evidente, alguma confiança relacionada com esse facto.
Constato portanto, e mais uma vez, que nos hospitais umas vezes somos atendidos por médicos, outras somos atendidos pelo homem do talho. Por singular coincidência, como diria Guterres, neste caso entram 7 médicas, todas do sexo feminino, portanto (ou porventura 1 médica e 6 mulheres do talho).
"Parece ser escarlatina. Mas talvez seja melhor ir ao médico."
No Hospital da Luz, a médica disse que:
"Isto é urticária, com 90% de certeza. Mas vamos fazer uma análise, para despistar a escarlatina". A análise veio confirmar - ao fim de meia hora de espera pelos resultados - e mais meia hora de espera pela médica - que não era escarlatina.
Passados uns dias, as borbulhas foram desaparecendo conforme nos tinham dito, mas começaram a aparecer manhas na pele. Fui com o Ricardo às urgências, de novo, onde foi vista por nova médica, que consultou a outra médica de serviço e acabou por confirmar o diagnóstico: Urticária. As lesões eram atípicas, isto é, o Ricardo estava com uma urticária atípica. Assim me disseram.
Foi para a escola, que de resto tem uma pediatra que lá vai uma vez por semana, com uma autorização escrita para ir à escola, visto a urticária não ser contagiosa.
Depois de mais uns dias sem evolução evidente, acabou por ir ao British Hospital. A médica que o viu, muito simpática, mandou fazer umas análises - para descobrir a causa da urticária.
Depois, ficámos de ir mostrar os resultados a uma 6a (!) médica, já que a médica que as prescreveu ia estar para fora.
A dita cuja médica viu as análises, e mandou fazer mais. "É uma urticária atípica", foi novamente o veredicto, "As análises são para tentar identificar a causa da urticária. Muitas vezes, não se chega sequer a identificar a causa. Mas de qualquer modo o Ricardo pode ir à escola, porque a urticária não é contagiosa."
Enquanto esperávamos pelos resultados destas novas análises... aconteceu o insólito... começaram a aparecer umas borbulhas... NA CAROLINA.
Desta vez, esquecemos as urgências e marcámos uma ida à pediatra. Entre o marcar e o ir, recebemos um telefonema a pedir para voltar ao laboratório - o Laboratório Joaquim Chaves, em Carnaxide - era preciso fazer uma terceira recolha de sangue, porque queriam repetir uma análise. Não chegámos a ir lá fazer essas análises.
A pediatra olhou para a Carolina, e disse: "Ela tem a chamada 5a doença. Então não se vê logo? Não sei como é que é possível confundir isto com urticária!"
Ora a 5a doença, ao contrário da urticária, é contagiosa. Pelo que percebi é qualquer coisa vagamente aparentada com o Sarampo. Durante duas semanas, o Ricardo devia ter ficado em casa e foi à escola.
Em democracia, como dizia o (alegadamente) co-autor do abéculas jose, a pediatra teria perdido. 6-1 é uma vitória esmagadora da urticária sobre a 5a doença.
Perguntam-me vocês, como me perguntei a mim próprio, porque é que acredito mais nessa versão do que na versão da urticária?
De facto, três razões.
- A urticária sempre foi identificada como atípica, o que me soa muito a "Isto não parece ser urticária, mas é urticária." Claro que isto foi sempre dito com muita convicção, pelo que na altura não questionei.
- A "urticária", objectivamente, foi passada pelo Ricardo à Carolina. Ora a urticária, típica ou atípica, é tão pouco contagiosa que levámos uma declaração para a escola, passada por um médico, com essa mesma indicação.
- O "voto vencido" é da pediatra dos miúdos, à qual não tínhamos recorrido razões de (pensávamos) conveniência. Existe, é evidente, alguma confiança relacionada com esse facto.
Constato portanto, e mais uma vez, que nos hospitais umas vezes somos atendidos por médicos, outras somos atendidos pelo homem do talho. Por singular coincidência, como diria Guterres, neste caso entram 7 médicas, todas do sexo feminino, portanto (ou porventura 1 médica e 6 mulheres do talho).
As tangas do Ricardo (72)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



