14 de junho de 2009

Liberdade

Tenho ouvido, sobretudo a propósito da abstenção - mas também dos votos brancos e nulos - que afinal não merecemos a liberdade do 25 de Abril.

"O voto devia ser obrigatório!"

Ora eu acho isto bem divertido: há quem muito enalteça a liberdade, mas esteja em grandes ânsias de impor uma nova ditadura. Se fosse vivo, de tanto rir, Salazar voltaria a cair da cadeira!

Pessoalmente sinto-me mais tranquilo por saber que só vota quem quer. Parece-me que seria muito fácil, se o voto fosse obrigatório, fomentar a existência de partidos radicais, de todos os tipos.
Eu, por exemplo, ponderaria criar um partido cujo único ponto ideológico seria acabar com o voto obrigatório. Compreende-se que seria um partido grandemente apelativo para todos os que fossem arrastados por uma orelha para votar.

Mais inteligente e interessante seria, como defendia recentemente um amigo, que o número total de deputados fosse diminuído na proporção da abstenção + votos brancos ou nulos. Nas europeias, com 60% de abstenção, teríamos apenas 40% dos 22 deputados, ou 8,8 deputados.

As tangas do Ricardo (81)

"Ó pai, Deus nunca morre?"
Ok, o Ricardo acaba de colocar uma questão que envolve simultaneamente dois temas, digamos, complexos: Religião e Morte... Medo!!
"Não, nunca morre."
"Então e já tinha nascido na altura dos dinossalos?"
Saída cobarde:
"Não tenho a certeza, Ricardo. Pergunta à mãe..."

13 de junho de 2009

CR7+2 vs Carlos Queiroz

Entrevista a Carlos Queiroz sobre a transferência de Cristiano Ronaldo para o Real de Madrid, por 90 e tais milhões de euros:

Questionado sobre se o Real Madrid pagará o preço justo por Ronaldo, cerca de 94 milhões de euros, o seleccionador remeteu essa resposta para os "merengues".

"Isso é uma coisa que o Real Madrid tem de pesar. Eu sei é que há pessoas que de graça custam muito mais caro do que o Cristiano e são de graça, de borla, mas às vezes o preço e o prejuízo das suas intervenções são muito maiores", referiu.


Não vos parece que Carlos Queiroz está a falar de si próprio? Hoje em dia, até já há quem tenha saudades daquele senhor que dava murros aos adversários!

11 de junho de 2009

CR7+2

Cristiano Ronaldo transfere-se do Manchester United para o Real de Madrid.

Recentemente houve uma outra transferência, menos badalada é certo, de um outro português, também vindo do Manchester United. Neste caso não era um jogador, mas um treinador, e não foi para o Real de Madrid, mas para a selecção nacional.

Apesar de ter desejado que tivesse um excelente desempenho, achei que o que ele estava a fazer era um disparate. Uma ingenuidade.

Sobre Cristiano Ronaldo, os meus comentários são exactamente os mesmos. Desejo-lhe tudo de bom, mas acho que tinha sido mais acertado, para ele, continuar onde estava. Esperemos que, neste caso, eu esteja enganado.


O meu desejo de que tudo corra bem é totalmente sincero. Admiro o jogador em campo, e admiro a lealdade que sempre demonstrou em relação ao Sporting, ao contrário de um outro bastardo (chamo-lhe bastardo para não ter que lhe chamar filho da puta) que me vem à memória.

Pelo meio, ao abrigo de uma nova lei qualquer, o Sporting vai encaixar uns milhões, por ter sido o clube que o formou enquanto jovem. Bom, jovem ele ainda é. Que o formou enquando júnior, portanto. Uma boa notícia, para um clube que está, tristemente, tecnicamente falido!

8 de junho de 2009

Os vencedores das eleições de hoje

Nestas eleições houve muitos vencedores, por razões distintas:

- O PSD, que ficou em primeiro lugar, batendo o PS e as sondagens;

- O Berloque de Esquerda, que surgiu (marginalmente) como o terceiro classificado, mas elegendo mais um deputado que a CDU. Tristemente, somos cada vez mais um país de extrema-esquerda;

- - O CDS/PP, que bateu largamente as sondagens;

- A abstenção, que foi a força política silenciosa escolhida por três em cada 5 eleitores;

Os votos em branco, aos quais apelei, mais do que duplicaram em relação às anteriores europeias. Trata-se de pessoas que saíram de casa, foram ao restaurante, pediram o Menu, e decidiram que não gostavam de nenhum dos pratos propostos.
Estes votos são tão expressivos que dariam para eleger um deputado europeu. Teria sido o Deputado Branco.
São, cada vez mais, uma força não-silenciosa.

Contrariamente à minha própria expectativa, acabei por votar no primeiro destes vencedores, e não no último.

7 de junho de 2009

Votos de um bom voto




Hoje é dia de eleições para o Parlamento Europeu.
Vamos pois votar nos nossos representantes na Europa.
Ora da última vez que elegemos representantes a nível nacional, estes decidiram que não devíamos votar o tratado europeu.
Esta é só uma das muitas razões pelas quais faz sentido votar em branco.
Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui fica também uma mensagem subliminar.

27 de maio de 2009

Razões para ter vergonha

Vítor Constâncio é uma ofensa à nação.

Hoje, veio dizer que a supervisão do Banco de Portugal está ao nível das melhores do mundo. Suponho que a métrica que ele usa para esta comparação sejam os vencimentos dos presidentes. A esse nível, estamos equiparados aos "melhores".

Só que Vítor Constâncio não é o presidente de um Banco Central. Não é um Ricardo Salgado ou um Fernando Ulrich. É mais um Joaquim Costa, responsável de uma sucursal do BES, em Leiria. É apenas o Presidente de uma "delegação" do Banco Central Europeu.

Não é ele quem determina as taxas de juro. Não é ele quem desvaloriza ou emite moeda.
Qual é o trabalho que lhe compete? Uns tais de "estudos" e a supervisão bancária, a tal que ele diz que faz ao nível do que me melhor há no mundo. Isto, no país que tem um BPN e um BPP. Talvez ele esteja apenas a comparar-se com a banca do terceiro mundo.

Depois, hoje voltava à história de que não podemos culpabilizar o polícia pelos roubos do ladrão. Mais um disparate. Como é evidente, não só podemos como devemos. Afinal de contas, se a polícia existe para nos proteger, quando não nos protege faz sentido que queiramos apurar responsabilidades. Responsabilidades. Uma expressão desconhecida lá para os lados do Banco de Portugal.
Claro que a polícia não consegue evitar toda a criminalidade, e nós percebemos e aceitamos isso, até porque tem meios limitados. Meios limitados. Uma expressão desconhecida lá para os lados do Banco de Portugal.

Pergunto eu: se eu contrato - e pago a bom preço - um segurança para me tomar conta da loja, e a loja é assaltada, devo queixar-me do ladrão que me roubou uma vez? Ou devo queixar-me do segurança que nada fez? É que esse, pelos vistos, está a roubar-me todos os meses!

Paradoxo

Alguém do Barcelona que me ajude, por favor. Ou do Porto, eventualmente.
É possível merecer-se ser campeão da Europa, quando não se mereceu ir à final?

Preciosismos? (02)

Surgiu no caso Esmeralda, mas está agora muito disseminado... é o "Pai Afectivo".

Ora pai afectivo, é algo que não existe. Existe pai biológico (talvez lhe possamos chamar-lhe o pai efectivo). Existe pai adoptivo. O resto, é meramente Mind Control, ou mais eufemisticamente, Marketing.

Preciosismos? (01)

Muito se tem falado sobre as pressões no caso Freeport.



Pois eu acho que condenar as pressões não é just.

Pressões, toda a gente tem feito.
Faz Sócrates, quando vem para a televisão rasgar as vestes e reclamar que está a ser perseguido. Faz a oposição, quando diz que quer resultados. Fazem os capangas de Sócrates, quando vêm acusar a oposição de aproveitamento político. Fazem os jornalistas, através do tempo que dedicam ao caso. Os magistrados, essas lavadeiras dos tempos modernos, que não conseguem praticar essa nobre arte do silêncio.

Deviamos falar, isso sim, em pressões lícitas e em pressões ilícitas. É que todas as pressões são iguais, mas umas são mais iguais do que outras.


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