5 de novembro de 2008

Eleições americanas

Se eu fosse americano, votava em Mc Cain. Mas ser europeu é ser livre, e ser livre é ser-se obrigatoriamente Barac Obama. Nesta libertade europeia, claro, eu sou equiparado a campónio.

Votaria em Mc Cain porque me revejo muito mais nos valores do liberalismo do que nos valores do socialismo. A história dos Estados Unidos é feita toda numa lógica de anti-socialismo; parece-me muito claro que seja uma economia para fomentar a mediocridade que floresce no contexto do socialismo.

Votaria em Mc Cain porque sinto-me mais seguro sabendo que quem comanda aquela que continua a ser a maior máquina de guerra do mundo é um experiente veterano de guerra, e não um "SuperModel" cuja grande façanha é ter nascido preto (*).

Votaria em Mc Cain porque não me sinto seguro tendo à frente daquela que continua a ser a maior economia do mundo um homem cuja carreira política foi feita nos Talk Shows dos EUA.

Mc Cain é penalizado na opinião pública europeia por causa do Iraque; é visto como uma réplica de Bush, belicista e belicoso. Ora Bush foi criticado por fugir à tropa; Mc Cain foi herói de guerra e preso de guerra. Parecem pois estar nas antípodas um do outro. Quanto ao Iraque, é hoje um país substancialmente mais próximo da pacificação; se calhar, Mc Cain lá tinha a sua razão. E o "Mahatma" Obama "Ghandi", tal como é visto na opinião pública europeia, é o homem que diz que, com ou sem o apoio do Paquistão, fará as missões necessárias nesse território para capturar Bin Laden.


(*) Na SIC Notícias, António Costa dizia que mesmo que Obama não dissesse nada, já era notícia, por ser negro. A discussão é toda sobre se ganha apesar de ser negro, ou perde por causa dos americanos retrógrados e racistas. Ora quem discute o tema é quem coloca o enfoque na cor da pele - o que, para mim, isso sim é ser racista.

2 comentários:

Johnnyzito disse...

Seja bem reaparecido, meu caro.
Um abraço
JG

Gonçalinho disse...

É mesmo isso!