À entrada da praia, um senhor e uma senhora discutiam de foram exaltada. Parto do princípio, eventualmente errado, que o objecto da discussão era uma qualquer banalidade: Não vi ninguém esfaqueado no chão, nem vi nenhum grande ajuntamento, e a dois metros estava um polícia que assistia tranquilamente, sem intervir.
Dizia o senhor: "E eu tenho a Inês de Medeiros em minha casa, que não é uma pessoa qualquer."
E ela: "A Inês de Medeiros é uma cidadã igual a qualquer outra, não é mais, nem é menos."
Respondeu ele: "Não, porque a Inês de Medeiros tem acesso ao Primeiro Ministro."
Donde, segundo o tal senhor que está a hospedar a Inês de Medeiros, bastar-lhe-ia um telefonema para a Inês de Medeiros, para que esta telefonasse ao Primeiro Ministro, que enviaria um assessor para resolver a grave crise, na praia de Cabanas de Tavira.
Ora NEM EU tenho o Primeiro-Ministro em tão má conta...
E quanto à Inês de Medeiros...
Não é uma cidadã igual aos outros, é uma cidadã que reside no estrangeiro - mais precisamente, reside em Paris.
Dito isto, e se critiquei a questão da verba, observei também que a própria desistiu da mesma. Mais de livre vontade ou menos, o certo é que o fez.
Por outro lado, para quem apreciou o Henry & June, a irmã da Anaïs Nin não pode ser considerada uma pessoa igual às outras...
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30 de julho de 2010
26 de julho de 2010
Bifidus activo
A Soraia Chaves estava num bar, à noite, e não tirava os olhos de cima do Luís, que lá estava com dois amigos. O Luís, rapaz tímido, dizia aos amigos que era confusão, e que não era para ele de certeza.
A Soraia Chaves vai à casa de banho, e os amigos dizem-lhe: põe-te à entrada, e mete conversa com ela quando sair. Vá, o que é que tens a perder?
Atrapalhado, o Luís assim fez: colocou-se à saída do WC.
A Soraia Chaves sai, olha para ele com ar agradavelmente surpreendido. Ele enche-se de coragem, põe o seu melhor ar de charme, e dispara:
"Então, Soraia, foste cagar?"
Lembrei-me desta velha anedota (aqui adaptada para uma modelo portuguesa, face às preocupações com o défice externo do nosso PR) a propósito de uma senhora que, em Tavira, vi arrancar calmamente na direcção das dunas com a filha, e com um rolinho de papel na mão. Voltou com a filha, mas sem o papel. Percorrendo mais dez metros, noutra direcção, poderia ter ido à casa de banho pública e gratuita, na zona dos cafés. O pormenor do rolinho de papel leva-me a especular que o que assisti não foi a uma emergência súbita, mas a um modo de estar na vida.
À entrada da praia, uma tabuleta diz que não é permitida a entrada a cães. Mas nada diz sobre porcos.
A Soraia Chaves vai à casa de banho, e os amigos dizem-lhe: põe-te à entrada, e mete conversa com ela quando sair. Vá, o que é que tens a perder?
Atrapalhado, o Luís assim fez: colocou-se à saída do WC.
A Soraia Chaves sai, olha para ele com ar agradavelmente surpreendido. Ele enche-se de coragem, põe o seu melhor ar de charme, e dispara:
"Então, Soraia, foste cagar?"
Lembrei-me desta velha anedota (aqui adaptada para uma modelo portuguesa, face às preocupações com o défice externo do nosso PR) a propósito de uma senhora que, em Tavira, vi arrancar calmamente na direcção das dunas com a filha, e com um rolinho de papel na mão. Voltou com a filha, mas sem o papel. Percorrendo mais dez metros, noutra direcção, poderia ter ido à casa de banho pública e gratuita, na zona dos cafés. O pormenor do rolinho de papel leva-me a especular que o que assisti não foi a uma emergência súbita, mas a um modo de estar na vida.À entrada da praia, uma tabuleta diz que não é permitida a entrada a cães. Mas nada diz sobre porcos.
16 de maio de 2010
Racionalizar as férias e feriados
Visita do Papa = tolerâncias de ponto.
Os feriados e tolerâncias de ponto deviam ser liberalizados - contem-se os que há, aumentem-se aos dias de férias, e cada um fará feriado quando quiser.
Porventura acharia aceitável que houvesse feriados "inamovíveis", ou seja, que do total dos dias marcados para férias, houvesse alguns que o funcionário pudesse marcar sem que o patrão os pudesse alterar.
Assim, quem quiser fazer feriado no Natal faz, quem quiser fazer feriado no 25 de Abril faz. E quem quiser passar mais uns dias de férias, passa.
Os feriados e tolerâncias de ponto deviam ser liberalizados - contem-se os que há, aumentem-se aos dias de férias, e cada um fará feriado quando quiser.
Porventura acharia aceitável que houvesse feriados "inamovíveis", ou seja, que do total dos dias marcados para férias, houvesse alguns que o funcionário pudesse marcar sem que o patrão os pudesse alterar.
Assim, quem quiser fazer feriado no Natal faz, quem quiser fazer feriado no 25 de Abril faz. E quem quiser passar mais uns dias de férias, passa.
28 de abril de 2010
Desafio
O desafio: poupar 10% da energia que gastamos, em um ano.
http://www.1010global.org/pt
Além das vantagens para o ambiente, desconfio que as vantagens para o bolso também vão dar jeito.
http://www.1010global.org/pt
Além das vantagens para o ambiente, desconfio que as vantagens para o bolso também vão dar jeito.
21 de março de 2010
Casamento entre pessoas do mesmo sexo
A grande obra do nosso governo e do nosso parlamento, até agora, é a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.O facto de o Abéculas não ser um jornal diário, dá-me a oportunidade de postar sobre assuntos que já não estão minimamente na ordem do dia. Como o casamento de pessoas do mesmo sexo, e a adopção por casais do mesmo sexo.
A minha opinião é, penso, relativamente incomum: sou contra o casamento, e a favor da adopção.
O casamento é o que é: uma união entre um homem e uma mulher.
Um homossexual, tal como um heterossexual, apenas precisa de cumprir com esta regra simples para poder casar: têm que ser duas e só duas pessoas; não podem ser do mesmo sexo.
Fora isso, já existe a união de facto que, tanto quanto sei, confere exactamente os mesmos direitos.
Quanto à adopção, para mim o que está em causa é garantir que a criança tem um lar que lhe proporcione alimento, conforto, amor, educação. Que a ajude a crescer e a formar a sua personalidade.
O que é preciso garantir é que o casal que adopta tem esta capacidade, mais do que garantir que têm esta ou aquela inclinação sexual.
23 de fevereiro de 2010
Calamidade na Madeira
Calamidade na Madeira, de dimensão inimaginável. Refiro-me ao vice-presidente do governo regional da Madeira, que estive agora a ouvir na tv.
Sobre a não-declaração de calamidade natural, começou por dizer que "se as pessoas têm inteligência, que pensem porquê".
Depois desta "bomba", foi totalmente incapaz de explicar o que acontecia a quem não tinha seguros, por exemplo. "Isso não sei, porque não sou especialista em seguros."
E quem ficou sem carro? "Mas o seguro é obrigatório." Pois, mas isso é contra terceiros, diz o jornalista. "Oiça, já lhe disse que não sou especialista em seguros".
Então mas como é que justifica que não tenha sido declarado o estatudo de calamidade?
"Isso foi tratado entre o Primeiro-Ministro e o Presidente do Governo Regional. E se eles decidiram, eu estou plenamente de acordo, e é porque era o melhor a fazer."
Então mas por exemplo o dono desta loja, vai ser ajudado?
"O que eu sei é que o pacote de apoio desta vez tem que ser diferente, quer dizer, vai ter que ser uma coisa abrangente e que chegue a muitas pessoas."
Uma pérola, dentro da pérola do Atlântico!
Sobre a não-declaração de calamidade natural, começou por dizer que "se as pessoas têm inteligência, que pensem porquê".
Depois desta "bomba", foi totalmente incapaz de explicar o que acontecia a quem não tinha seguros, por exemplo. "Isso não sei, porque não sou especialista em seguros."
E quem ficou sem carro? "Mas o seguro é obrigatório." Pois, mas isso é contra terceiros, diz o jornalista. "Oiça, já lhe disse que não sou especialista em seguros".
Então mas como é que justifica que não tenha sido declarado o estatudo de calamidade?
"Isso foi tratado entre o Primeiro-Ministro e o Presidente do Governo Regional. E se eles decidiram, eu estou plenamente de acordo, e é porque era o melhor a fazer."
Então mas por exemplo o dono desta loja, vai ser ajudado?
"O que eu sei é que o pacote de apoio desta vez tem que ser diferente, quer dizer, vai ter que ser uma coisa abrangente e que chegue a muitas pessoas."
Uma pérola, dentro da pérola do Atlântico!
6 de novembro de 2009
O nosso Joe Berardo
11 de outubro de 2009
O melhor e o pior das autárquicas 2009
O pior:
- Os (alguns) jornalistas. É ver a questão colocada a Santana Lopes. Acabo de ver a repetição da cena (passou na TVI); o jornalista era da SIC. Num país credível, o jornalista seria ridicularizado - e despedido.
- À pequenez de quem usa as suas vitórias, mais ou menos avantajadas, para as pequenas tricas fraticidas. É o caso de Luís Filipe Menezes, que quando é eleito por 4 anos parece excessivamente preocupado com Manuela Ferreira Leite. É o caso do autarca eleito pelo PS em Matosinhos, que dedicou grande parte do discurso de vitória a dizer mal do anterior autarca (Narciso Miranda).
- A quem quis ir trabalhar para o Porto/Sintra, mas em vez de se despedir pediu apenas licença sem (com?) vencimento. Parece que Ana Gomes e Elisa Ferreira vão, muito tristes, voltar para o pequeno tachito em Bruxelas.
O melhor:
- O Porto (cidade) teima em dizer que quem lá manda não é o Porto (clube). Ou quiçá que ser presidente de câmara não é um trabalho em part-time.
Uma no cravo, outra na ferradura:
- Macário Correia saiu de Tavira para concorrer a Faro. Ganhou em Faro, mas o PSD perde Tavira.
- Isaltino Morais ganha em Oeiras, com uma votação esmagadora. Parece que o distrito com maior grau de escolaridade, com menos analfabetos, encolhe os ombros e diz que, sério ou não sério, ao menos este autarca faz obra que se veja.
- Os (alguns) jornalistas. É ver a questão colocada a Santana Lopes. Acabo de ver a repetição da cena (passou na TVI); o jornalista era da SIC. Num país credível, o jornalista seria ridicularizado - e despedido.
- À pequenez de quem usa as suas vitórias, mais ou menos avantajadas, para as pequenas tricas fraticidas. É o caso de Luís Filipe Menezes, que quando é eleito por 4 anos parece excessivamente preocupado com Manuela Ferreira Leite. É o caso do autarca eleito pelo PS em Matosinhos, que dedicou grande parte do discurso de vitória a dizer mal do anterior autarca (Narciso Miranda).
- A quem quis ir trabalhar para o Porto/Sintra, mas em vez de se despedir pediu apenas licença sem (com?) vencimento. Parece que Ana Gomes e Elisa Ferreira vão, muito tristes, voltar para o pequeno tachito em Bruxelas.
O melhor:
- O Porto (cidade) teima em dizer que quem lá manda não é o Porto (clube). Ou quiçá que ser presidente de câmara não é um trabalho em part-time.
Uma no cravo, outra na ferradura:
- Macário Correia saiu de Tavira para concorrer a Faro. Ganhou em Faro, mas o PSD perde Tavira.
- Isaltino Morais ganha em Oeiras, com uma votação esmagadora. Parece que o distrito com maior grau de escolaridade, com menos analfabetos, encolhe os ombros e diz que, sério ou não sério, ao menos este autarca faz obra que se veja.
As trapalhadas de Santana Lopes
Achar que Santana Lopes faz trapalhadas é cool.
Hoje, filmaram várias vezes Santana Lopes quando andava na rua, entre dois pontos.
José Rodrigues dos Santos explicou: "Dá-se o insólito de Santana Lopes estar a trabalhar entre dois pontos distintos, e para ir de um lado para o outro ter que passar na rua, e é sempre seguido pelos jornalistas que o querem entrevistar."
A coisa seguiu.
Passado mais um bocado, mudo de canal e lá estava Santana Lopes a deslocar-se de um local para o outro.
Pergunta um jornalista, que não era a Manuela Moura Guedes: "Dr Santana Lopes, há uma coisa que as pessoas querem saber. Porque é que anda na rua, de um lado para outro?"
Resposta: "Tenho a sede de campanha num ponto, e tenho o meu escritório noutro. Quero estar com as pessoas, mas é no escritório que vou recebendo dados."
E insiste o jornalista - repito que não era a Manuela Moura Guedes: "Mas o que é que lá vai fazer? Vai à casa de banho? Vai comer qualquer coisinha?"
Pergunto-me se cada país terá os jornalistas que merece... É que eu acho que merecemos melhor!
Hoje, filmaram várias vezes Santana Lopes quando andava na rua, entre dois pontos.
José Rodrigues dos Santos explicou: "Dá-se o insólito de Santana Lopes estar a trabalhar entre dois pontos distintos, e para ir de um lado para o outro ter que passar na rua, e é sempre seguido pelos jornalistas que o querem entrevistar."
A coisa seguiu.
Passado mais um bocado, mudo de canal e lá estava Santana Lopes a deslocar-se de um local para o outro.
Pergunta um jornalista, que não era a Manuela Moura Guedes: "Dr Santana Lopes, há uma coisa que as pessoas querem saber. Porque é que anda na rua, de um lado para outro?"
Resposta: "Tenho a sede de campanha num ponto, e tenho o meu escritório noutro. Quero estar com as pessoas, mas é no escritório que vou recebendo dados."
E insiste o jornalista - repito que não era a Manuela Moura Guedes: "Mas o que é que lá vai fazer? Vai à casa de banho? Vai comer qualquer coisinha?"
Pergunto-me se cada país terá os jornalistas que merece... É que eu acho que merecemos melhor!
28 de julho de 2009
Jet Set à mesa
Fui jantar um dia destes a um restaurante simpático com vista sobre o mar.
Na mesa ao lado, chamou-me a atenção uma senhora que dizia, mais pelo nariz do que pela boca:
"Dinis, não beba a Coca-Cola do Bernardo."
Rodei a cabeça e olhei.
A "tia" que assim falava, fazia-o alto e em bom som, e com a boca drasticamente cheia de pão com manteiga (penso ter visto também umas azeitonas)... Um espectáculo bonito de ver...
Na mesa ao lado, chamou-me a atenção uma senhora que dizia, mais pelo nariz do que pela boca:
"Dinis, não beba a Coca-Cola do Bernardo."
Rodei a cabeça e olhei.
A "tia" que assim falava, fazia-o alto e em bom som, e com a boca drasticamente cheia de pão com manteiga (penso ter visto também umas azeitonas)... Um espectáculo bonito de ver...
20 de julho de 2009
Magalhães ao fundo... (2)
O Magalhães já está no estaleiro.
Agora resta-me esperar para ver se sempre me vão impingir o preço de um teclado novo ou se vão honrar a garantia. Em qualquer dos casos, deram-me duas semanas para arranjar a máquina. Ora, se o arranho implicar um orçamento, terei evidentemente que ser contactado antes. Vamos ver como corre.
Darei notícias!
Agora resta-me esperar para ver se sempre me vão impingir o preço de um teclado novo ou se vão honrar a garantia. Em qualquer dos casos, deram-me duas semanas para arranjar a máquina. Ora, se o arranho implicar um orçamento, terei evidentemente que ser contactado antes. Vamos ver como corre.
Darei notícias!
10 de julho de 2009
Magalhães ao fundo...

Estou a ligar para a linha da JP Sá Couto, porque as diversas avarias do Magalhães da Carolina estão a torná-lo inutilizável, mesmo para a sua utilização quase exclusiva: jogar o Super Tux. Um dos problemas incontornáveis é que duas teclas saltaram.
O guião com que fui acolhido:
"Obrigado por ligar para a assistência técnica. Por favor não desligue. Seremos breves. Estimamos atender a sua chamada em... 6 minutos."
Ao fim de mais de dez minutos, lá fui atendido. Devo dizer que o atendimento foi muito simpático na forma, ainda que não tenha gostado do conteúdo.
É que fizeram questão de me alertar que se os encaixes tivessem partidos, teria que comprar um teclado novo, porque isso não estava coberto. Claro que protestei:
Então afinal isto não é um computador que é suposto ser resistente e estar preparado para ser usado por crianças? Olhe que este nem sequer sai de casa! E só é usado pela minha filha; não o emprestei ao Chávez para ele saltar em cima dele!
Avisou-me também a senhora que o Magalhães, quando vai à assistência técnica, volta de lá sem jogos. "É por causa de um despacho do Ministério da Educação, que saiu em Maio deste ano. Mas se quiser, pode fazer o download dos jogos que vinham no Magalhães, a partir de http://comunidade.magalhaes.caixamagica.pt/ e instala-os o senhor."
Bom, o pedido de suporte foi aberto, e para a semana vêm recolhê-lo. Depois, duas semanas de reparação, com a eventualidade de me tentarem fazer pagar um teclado novo. Vamos esperar, com moderado optimismo. Aqui vos darei conta do evoluir da situação.
O mais surpreendente desta conversa toda é constatar que o Ministério da Educação se acha dono dos computadores Magalhães, mesmo depois de os ter vendido e entregue. E é surpreendente que a JP Sá Couto aceite indicações do Ministério da Educação sobre o que fazer com os computadores quando vão à assistência técnica. É de facto surpreendente.
28 de junho de 2009
As sondagens do Sapo
O sapo é claramente o melhor portal português. Sou insuspeito, na medida em que nutro um ódio de estimação pela PT (enquanto instituição).Há no entanto, como é evidente, coisas que falham. Uma que falha sistematicamente são as sondagens do Sapo. Estas sondagens são como um Reality Show: sabemos que são maus, sabemos que vão piorando, mas não resistimos a deitar um olhinho.
Numa sondagem deveria haver a preocupação de cobrir a maior quantidade possível de respostas. "Quer o TGV? Sim; Não; Não sei. Ou Sim; Não; Só depois da crise; Não sei"
Por vezes as opções são tendenciosas: "És do Benfica? Claro que sim; Sim; Detesto o Benfica". Não deixa espaço para um Sportinguista moderado como eu.
A que encontrei hoje acho que é a mais estraordinária que por lá vi. Começo a perguntar-me se o único requisito para escrever aquelas sondagens será ter aproveitamento no exame de matemática e no exame de Língua Portuguesa do 9º ano.
24 de junho de 2009
Eleições simultâneas?
Eu defendo que as eleições legislativas e autárquicas devem ser feitas de forma simultânea. Sempre se poupa dinheiro, tempo e esforço. Só por isso.Quanto aos partidos, vão estar previsivelmente a defender aquilo que acharem que mais os beneficia na eleição que acharem que é para eles mais relevante.
Convite à mediocridade
Os alunos acharam fácil o exame de matemática do 9º ano.A Sociedade Portuguesa de matemática diz que foi demasiado elementar.
Aqui fica uma pergunta do exame. Não sei se é ou não representativa do grau geral de dificuldade.
"Os números: 382, 523 e 508. O desafio: calcular a média aritmética dos três valores. A ajuda: a máquina de calcular e o resultado da soma das unidades."
14 de junho de 2009
Liberdade
Tenho ouvido, sobretudo a propósito da abstenção - mas também dos votos brancos e nulos - que afinal não merecemos a liberdade do 25 de Abril."O voto devia ser obrigatório!"
Ora eu acho isto bem divertido: há quem muito enalteça a liberdade, mas esteja em grandes ânsias de impor uma nova ditadura. Se fosse vivo, de tanto rir, Salazar voltaria a cair da cadeira!
Pessoalmente sinto-me mais tranquilo por saber que só vota quem quer. Parece-me que seria muito fácil, se o voto fosse obrigatório, fomentar a existência de partidos radicais, de todos os tipos.Eu, por exemplo, ponderaria criar um partido cujo único ponto ideológico seria acabar com o voto obrigatório. Compreende-se que seria um partido grandemente apelativo para todos os que fossem arrastados por uma orelha para votar.
Mais inteligente e interessante seria, como defendia recentemente um amigo, que o número total de deputados fosse diminuído na proporção da abstenção + votos brancos ou nulos. Nas europeias, com 60% de abstenção, teríamos apenas 40% dos 22 deputados, ou 8,8 deputados.
13 de junho de 2009
CR7+2 vs Carlos Queiroz
Entrevista a Carlos Queiroz sobre a transferência de Cristiano Ronaldo para o Real de Madrid, por 90 e tais milhões de euros:
Questionado sobre se o Real Madrid pagará o preço justo por Ronaldo, cerca de 94 milhões de euros, o seleccionador remeteu essa resposta para os "merengues".
"Isso é uma coisa que o Real Madrid tem de pesar. Eu sei é que há pessoas que de graça custam muito mais caro do que o Cristiano e são de graça, de borla, mas às vezes o preço e o prejuízo das suas intervenções são muito maiores", referiu.
Não vos parece que Carlos Queiroz está a falar de si próprio? Hoje em dia, até já há quem tenha saudades daquele senhor que dava murros aos adversários!
Questionado sobre se o Real Madrid pagará o preço justo por Ronaldo, cerca de 94 milhões de euros, o seleccionador remeteu essa resposta para os "merengues".
"Isso é uma coisa que o Real Madrid tem de pesar. Eu sei é que há pessoas que de graça custam muito mais caro do que o Cristiano e são de graça, de borla, mas às vezes o preço e o prejuízo das suas intervenções são muito maiores", referiu.Não vos parece que Carlos Queiroz está a falar de si próprio? Hoje em dia, até já há quem tenha saudades daquele senhor que dava murros aos adversários!
8 de junho de 2009
Os vencedores das eleições de hoje
Nestas eleições houve muitos vencedores, por razões distintas:
- O PSD, que ficou em primeiro lugar, batendo o PS e as sondagens;
- O Berloque de Esquerda, que surgiu (marginalmente) como o terceiro classificado, mas elegendo mais um deputado que a CDU. Tristemente, somos cada vez mais um país de extrema-esquerda;
- - O CDS/PP, que bateu largamente as sondagens;
- A abstenção, que foi a força política silenciosa escolhida por três em cada 5 eleitores;
Os votos em branco, aos quais apelei, mais do que duplicaram em relação às anteriores europeias. Trata-se de pessoas que saíram de casa, foram ao restaurante, pediram o Menu, e decidiram que não gostavam de nenhum dos pratos propostos.
Estes votos são tão expressivos que dariam para eleger um deputado europeu. Teria sido o Deputado Branco.
São, cada vez mais, uma força não-silenciosa.
Contrariamente à minha própria expectativa, acabei por votar no primeiro destes vencedores, e não no último.
- O PSD, que ficou em primeiro lugar, batendo o PS e as sondagens;
- O Berloque de Esquerda, que surgiu (marginalmente) como o terceiro classificado, mas elegendo mais um deputado que a CDU. Tristemente, somos cada vez mais um país de extrema-esquerda;
- - O CDS/PP, que bateu largamente as sondagens;- A abstenção, que foi a força política silenciosa escolhida por três em cada 5 eleitores;
Os votos em branco, aos quais apelei, mais do que duplicaram em relação às anteriores europeias. Trata-se de pessoas que saíram de casa, foram ao restaurante, pediram o Menu, e decidiram que não gostavam de nenhum dos pratos propostos.
Estes votos são tão expressivos que dariam para eleger um deputado europeu. Teria sido o Deputado Branco.
São, cada vez mais, uma força não-silenciosa.
Contrariamente à minha própria expectativa, acabei por votar no primeiro destes vencedores, e não no último.
7 de junho de 2009
Votos de um bom voto
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