21 de dezembro de 2005

Dormir descansado após as presidenciais


Depois do que foi o serviço ao PS prestado por Jorge Sampaio, pela presença discreta durante o Governo de Guterres e agora de Sócrates e pela intervenção destabilizadora durante os governos de Durão Barroso e sobretudo Santana Lopes, acho que consigo dormir descansado independentemente de quem venha a ser o próximo Presidente da República. Pelo menos, sabemos que ainda que venha a ser Cavaco, que como eu não sabe o que é a diáspora portuguesa e a cidadania global, não usará expressões como "Xico-espertismo".

Cavaco, com mais ímpetos de intervencionismo. Alegre, porventura com alguma vontade de "praxar" Sócrates, face aos maus tratos sofridos durante a guerra fraticida. Quanto a Soares, o aumento do défice e o aumento do desiquilíbrio da balança comercial é inevitável, já que as viagens para as Seichelles aumentaram de uma forma muito substancial nos últimos 10 anos.

Soares, by himself


Como ouvir Soares falar 10 minutos sobre as suas ideias? Aqui fica a receita:

Arranje uma cópia do debate de uma hora. Agora, veja o debate 4 a 5 vezes. Já está. Não custou nada!

Votar pensando nos filhos


No penúltimo debate, Soares tossia sempre sem pôr a mão à frente da boca. Hoje, coçava a cabeça, esfregava o nariz...

Ora, como podemos educar os nossos filhos, com um presidente que não sabe (ou já se esqueceu) do básico da higiene?

A cultura de Soares é política, mediática, socialista, laica e mais o que ele quiser. Pena é que não tenha um pouco mais a cultura da higiene.

Não sei no entanto o que é a diáspora portuguesa ou a cidadania global.

O debate de Soares e Cavaco


Soares queixou-se, na véspera do debate com Cavaco, que eram precisos mais debates. Hoje, abriu o debate cumprimentando Cavaco e imediatamente lamentando o facto de não haver mais debates.
Será o desespero de quem receia ficar atrás de Alegre ou é mesmo a idade?

20 de dezembro de 2005

A vida é uma soda


Dizia o nosso primeiro ministro em funções, em resposta a uma questão da bancada do CDS/PP sobre a OTA e o TGV:
"Em que estudos é que os senhores se baseiam para estarem contra a OTA?"
O nosso primeiro-ministro acha que somos todos burros, loucos ou burros e loucos. Esquece-se que nem todos votámos nele.
À falta de estudos que provem o contrário, acho que Sócrates está a gozar com a nossa cara.

10 de dezembro de 2005

Louçã, o espantosamente liberal


É bem sabido que a esquerda em geral, sobretudo a intelectualóide, tende a ser proteccionista de uma forma obcecada com aspectos como a contratação e os aumentos de salários (a competitividade da economia portuguesa, essa, parece ser pouco importante).

Ignoram, seguramente, que é porventura nos países mais liberais nestes aspectos, como os EUA, que existem menores taxas de desemprego. A cultura da fixação ao local de trabalho, à função, ao departmento e porventura ao edifício, é a cultura da imobilidade e da MEDIOCRIDADE. Pelo contrário, a rotação de pessoas, se por um lado apresenta diversos desafios, por outro é um incentivo à melhoria constante e à eficiência.


Descobri ontem a forma como Louçã, ou porventura o Bloco de Esquerda, é liberal no que diz respeito à política de emigração, dizendo a entrada dependeria dos que coubessem; ficava portanto ao bom senso de cada um.
Como se fosse credível que um desgraçado vindo de África, da China ou quiçá de um dos países do Leste europeu (onde a esquerda mostrou bem o que vale) deixe de vir para Portugal por, no seu bom senso, achar que vai contribuir para piorar a situação dos transportes públicos, ou irá tirar emprego a alguém que, português ou não, legal ou ilegal, já cá está.
Este nosso iluminado candidato parece não perceber que uma política de emigração desregrada, a coberto deste ou daquele argumento moral (no melhor estilo de Louçã), é uma política de nivelamento por baixo, de mediocridade. Não só não se melhora a qualidade de vida nesses países, como se piora a qualidade de vida em Portugal. Louçã não vê inconveniente em deixar entrar mais pessoas, numa política de portas abertas, num país com níveis históricos de desemprego.


Formado em Economia, Louçã sabe que o que diz é que o mercado de emigração deve funcionar como que em "concorrência perfeita". Ora estes mercados caracterizam-se por ser os de preço mais baixo, só que neste caso estamos a falar do "preço da cidadania": Mais pessoas a procurarem empregos; o mesmo número de posições disponíveis; logo, redução dos níveis médios de ordenados. Acompanhada por redução na qualidade dos serviços públicos, mais pressionados por servirem agora mais pessoas.

9 de dezembro de 2005

The land of the free - Cem comentários


8 de dezembro de 2005

Acessora de imprensa nomeada para embaixada


Freitas do Amaral veio explicar que a acessora de imprensa nomeada para uma embaixada europeia, num momento em que estas nomeações estavam vedadas, foi apenas feito porque a mesma estava já combinada há 8 meses, isto é, antes de a restrição entrar em vigor. O argumento parece lógico, excepto se considerarmos o que tem sido a luta do Governo contra direitos adquiridos pelos trabalhadores de várias àreas, e que são unilateralmente eliminados com o pretexto de serem excessivos ou de estarmos a viver tempos difíceis.


Também os administradores de empresas públicas como a GALP e a CGD, receberam principescas rescições para dar lugar aos Boys do PS (alguns dos quais sem créditos nenhuns nas respectivas áreas, provando em muitos casos que também o mau gestor público afasta o bom gestor público).


Professores, desempregados, juízes, enfermeiros: Aprendam.

Ao contrário do Sol, que quando nasce é para todos, os direitos adquiridos, quando acabam, não acabam para todos.


Sobre isto, Sampaio nada diz.

TGV totalmente público!


Meus caros! Para quem se entristeceu com a notícia de que o TGV vai ser desenvolvido na totalidade com dinheiros públicos e com dinheiro da comunidade europeia, deixem que vos diga que não partilho dessa tristeza.


A confirmar-se que o investimento dos privados na OTA é feito com garantias dadas pelo Estado, isto é, pelo nosso bolso, então na prática isto significa que também este é feito totalmente com dinheiros públicos, excedendo obviamente os tais anunciados 7 a 10%. Caso o aeroporto não atinja os objectivos estipulados pelo Governo, o Estado compensará os privados. Caso eventualmente venha a dar lucro, então foram os privados que investiram, e o seu retorno sobre o investimento será para eles.

Na OTA temos, portanto, o pior de dois mundos.


Sobre isto, Sampaio nada diz.

O buraco da CP


Segundo o Tribunal de Contas, a CP entre 2002 e 2004 teve resultados negativos de 740 milhões de Euros, sendo que das várias áreas de negócio da empresa, nem uma única teve resultados positivos. É verdadeiramente impressionante.


A empresa tem também uma dívida à Banca de 2,4 mil milhões de Euros. Pondo as coisas em perspectiva, se a dívida fosse dividida entre 10 milhões de portugueses, cada um de nós teria que pagar 240 Euros. É verdadeiramente impressionante.


Espera-se seguramente que o TGV venha a ser a primeira àrea da empresa a ter resultados positivos!

Gente, preparem-se. Os próximos tempos não prometem melhoria.


Sobre isto, Sampaio nada diz.