30 de janeiro de 2006

O Google e o acesso universal à informação


O Google aceitou a pressão da China para auto-impôr a censura de pesquisas de determinados sites/páginas/blogues. Sendo certo que a manipulação da informação e o controlo apertado do acesso à mesma são pilares de qualquer regime totalitário e anti-democrático, este é porventura o mais infeliz momento na história desta jovem empresa.
A empresa não deixa de reconhecer que esta é uma área de "cinzento", e tem o seguinte a dizer:


http://googleblog.blogspot.com/
(ver tópico I. Google.cn in China)

Human Rights and the Internet

O pateta Alegre


Criar um partido a partir de um movimento de cidadania é como fazer uma greve geral a contestar a actuação dos sindicatos. Ou pior.

Caro Nelo, aqui vai um recado: Quando voltares ao duro trabalho, após baixa fraudulenta, lembra-te de que parte dos teus votantes (eu, por exemplo) votaram em ti não por quem és ou podes ser, mas pelo que o teu movimento foi e sobretudo pelo que podem ser novos movimentos inspirados no mesmo conceito.

Não subas, sapateiro, acima da sandália.

1-3


Quem é de facto fã de futebol terá ficado satisfeito de ver um jogo que, do que me pareceu, terá sido um excelente jogo. Quem é sportinguista, como é o meu caso, teve uma razão adicional para ficar satisfeito.
Apenas me entristeceu ter sofrido um golo marcado pelo Simãozinho, esse puto mimado com muito mais dinheiro que carácter, com muito mais carapinha do que sentido de moralidade. Como um cão que morde a mão que o alimentou, o macaco Simão após ingressar no Benfica divertiu-se várias vezes a espicaçar o Sporting, escola onde se formou.
Para ele o meu voto de que, quando for vendido pelo Benfica a um clube estrangeiro, por lá faça a mesma lastimável figura que fez na sua primeira emigração...
Um dia estarei disposto a perdoar-lhe e dar-lhe um abraço como este, que Rui Silva do Beira-mar deu a uma qualquer bailarina.

28 de janeiro de 2006

De um economista sofrível (*)


"Underlying most arguments against the free market is a lack of belief in freedom itself."
Milton Friedman, In "Capitalism and Freedom"
Para quem achar que eu devia dizer "de um bom economista", já que tive 14 à cadeira de Macroeconomia do Sr. Silva, esclareço que o economista sofrível a que aludo é o Sr. Friedman, não eu próprio.

Esquerda vs Direita


Esta é uma discussão recorrente, à qual aqui dou a minha achega.
São despropositadas as análises do tipo bonzinho/mauzão, socialmente responsável/egoísta, pobre/rico, trabalhador/patrão, culto/analfabeto.
Para mim, o que separa quem se diz de esquerda de quem se diz de direita é o papel que atribui ao Estado.
Quem é de esquerda, acha que ao Estado compete zelar pelo bem-estar dos cidadãos. Empregos perpétuos, subsídios de desemprego (mas também outros subsídios), rendimento mínimo garantido, Serviço Nacional de Saúde, ensino gratuito, envolvimento do Estado em empresas, são soluções desejáveis.
Há aqui, inevitavelmente, uma desresponsabilização do indivíduo. Não preciso de trabalhar bem, porque é difícil que seja despedido. Se a empresa acabar por fechar, terei subsídio de desemprego. Poupar para quê, se o Estado paga a saúde, a educação, financia os transportes, e até troca barracas clandestinas por casas acabadas de construir?
O Estado, que é mau gestor como sobejamente sabemos, tem que "engordar" para dar de mamar a tanta gente. Isto significa cobrar mais impostos a quem trabalha e às empresas que dão lucros.

Quem é de direita prefere que os incentivos sejam colocados no esforço individual. Eu trabalho bem, porque assim o meu patrão vai querer manter-me. Se o negócio lhe correr bem, irá criar novos postos de trabalho.
Por outro lado, o Estado ao diminuir a sua intervenção diminui o peso que, pelos impostos, coloca sobre as empresas e sobre quem trabalha.

A distribuição de riqueza é feita, num caso e noutro. À esquerda, por meio de legislação e por decreto do Estado que, ao concentrar grande parte da riqueza do país, vai tirando quase tudo a quase todos. À direita, o acesso à riqueza é influenciado em menor escala pelo Estado, por este ser menor. E é também influenciado pela capacidade de trabalho, competência, empreendedorismo.
Ao que parece, as assimetrias entre ricos e pobres são mais acentuadas em países como a Polónia, Rússia, China, Cuba do que em países como a Austrália, os EUA, o Canadá e os países da Europa dos 15.

Na minha visão porventura incompleta ou simplista dos factos eu, que não sei o que é a diáspora portuguesa nem a cidadania global, afirmo-me de direita: em vez de dar um peixe a quem tem fome, o Estado deve preocupar-se em ensiná-lo a pescar (e porventura criar condições para que ele compre/alugue a cana de pesca).

Sobre uma variante a este tema, sugiro a leitura do Strix Aluco.

25 de janeiro de 2006


Devolvo


Eu, de Volvo, só se for côr-de-Laranja (da Carris).
Além de só fazerem banheiras, que para o meu gosto (subjectivo) são pouco apelativas, têm agora um idiota anúncio na rádio.
Alguém vai comprar um carro de uma qualquer marca e descobre que tudo é pago como extra. O rádio custa x, os estofos em pele custam y e o GPS custa z.
Depois falam de um Volvo em que todos esses extras estão incluídos mas terminam referindo que o preço... não inclui despesas de preparação e transporte!

23 de janeiro de 2006

Importância e urgência


"Do first things first, and second things not at all."
—Peter Drucker.

Ou, como dizia o mui sensato Rui Alexandre,
"Primeiro faz-se o que é importante, só depois o que é urgente."
(ou isto, mas por outras palavras).

Este post é dedicado ao novo Presidente da República, de quem se espera que faça muitas coisas importantes.

22 de janeiro de 2006

Outro perdedor


A TVI levou a lição mal estudada e nem tão pouco teve a capacidade de improvisar. A Manuela Moura Guedes então, quando abre aquela grande boca, sai sempre asneira de envergadura.
A atitude de grande agressividade relativamente aos convidados/comentadores de cada candidatura tornou-se incómoda não só para os visados como também, pelo menos no meu caso, para os espectadores.
Fica-me a dúvida se os espanhóis saberão o que estão a fazer, ao investirem naquele cavalo.

No Job for the boi


Sendo certo que Sampaio teria ficado mais um mesito ou dois como presidente se houvesse segunda volta, será que vai ter indemnização por parte do Governo pela saída antecipada?

Sem Paio


A grande alegria destas presidenciais: Adeus, Sampaio. Volta lá para o ninho de víboras do PS, que tanto te deve. As dívidas pelos serviços que prestaste são tantas que és capaz de precisar de levar o "Cobrador de Fraque".