18 de abril de 2008

Pacheco Pereira indignado com Luís Filipe Menezes

"Pela primeira vez em muitos anos, não sei quem hei-de criticar. Se o actual líder diz que não se recandidata, fico perdido. De quem é que hei-de dizer mal? Digo mal dos candidatos todos, ou apenas dos que acho que têm hipóteses? E será que Luís Filipe Menezes acaba por mudar de ideias e recandidatar-se? Na dúvida, acho que vou continuar a dizer mal dele, e depois logo se vê.
Se continua esta confusão interna no PSD, sem um líder claro, ainda mudo de estratégia e passo a criticar o Governo."

Passagem do tempo por um banco do jardim. Algures.

16 de abril de 2008

Momentos de glória

Em Alvalade, disputa-se um jogo que dá acesso directo ao segundo lugar da Taça de Portugal.

13 de abril de 2008

As tangas do Ricardo (51)

O Ricardo, de manhã, não se queria levantar.
Como acontece muitas vezes, apelei ao seu espírito competitivo:
"Ricardo, vamos ver quem ganha a vestir-se."
O Ricardo, que estava sentado na cama (algo contrariado), exclamou:
"Não, pai, vamos ver quem ganha a dormir."
Atirou-se para trás, tapou-se com o lençol, e lá de baixo clamou:
"Ganhei! Ganhei! Ganhei!"

As tangas do Ricardo (50)

Este devia antes chamar-se "As poses do Ricardo".

Na antiga Fábrica de Braço de Prata, às 6as feiras, um fotógrafo tira todo o tipo de fotos, que depois coloca no seu blog.

O Ricardo chegou, viu e venceu.

11 de abril de 2008

Anatomia de um crime - O "Caso Esmeralda" visto por um cínico (*)


Um gajo vai às putas. Não é bonito, mas acontece.
Uma puta engravida. É azar, mas também acontece.
Um gajo acha que não é o pai. Espera não ser o pai.
Nem o pai nem a mãe querem aquela filha - da puta.

Há depois um casal que resolve compra uma criança na Sertã.
Cash & Carry. Mais barato que comprá-la em África.
Processo de adopção? Isso é para totós. Demora tempo, custa dinheiro, e sabe-se lá se a criança não vem com defeito.
Assim à má fila, é melhor. Não há recibos, não há registos. Logo, não há responsabilidades.

Mas eis que afinal o pai quer agir como pai!
Ele, pai biológico, dá entrada de um processo para requerer a custódia!
Que idade tinha a criança? Um ano.

Quatro dias antes de ser conhecido o resultado do teste de paternidade, os raptores (termo que tem a vantagem de ser mais objectivo do que "pais afectivos", esse neologismo sem sentido), agora muito bem acompanhados juridicamente, decidem registar a criança. Descobrem por esta altura a poesia da justiça portuguesa. Recurso após recurso, processo após processo, adiamento após adiamento, o caso arrasta-se e o tempo passa.

Quanto o tribunal determina que devem revelar o paradeiro da criança, o raptor recusa-se a fazê-lo. A opinião pública faz do criminoso um herói.

O tempo continua a passar, e eis que o reiterado criminoso, vulgo "herói" e "pai afectivo", acaba por revelar o paradeiro. Surge agora a legião dos psicólogos, preocupados com salvar aquela criança, e com esse outro argumento vazio - o "superior interesse da criança".

A anedota mais recente é que a criança, que devia ser entregue ao pai até ao final do mês, poderá não o ser - parece que está a reagir mal à transição, preocupando todos os psicólogos mediáticos do país.

É do superior interesse da criança, agora com 6 anos, que continue com os pais que sempre viu como os seus, porque eles mesmos nunca lhe apresentaram outra realidade.


Entretanto, em Penafiel, um recém-nascido que tinha sido raptado da maternidade foi encontrado ao fim de um ano e entregue aos pais biológicos. Teve azar, a raptora. Se tivesse prolongado o rapto por mais cinco anos, tornar-se-ia mãe de direito, por usucapião.


(*) Está por provar que ser cínico seja pior do que ser hipócrita. Ou ingénuo.

15 de março de 2008

Testes com drogas

Cientistas estudaram o efeito das drogas em aranhas e também em humanos. Temos também alguns dados sobre o uso de drogas em políticos...