26 de julho de 2008

Freak Show

Maria de Belém, convidada a posar como modelo.
Que me desculpe uma e outras, mas faz-me lembrar os tempos em que morei na zona do Intendente. Eu que até achava que o aspecto físico era o melhor que a senhora tinha!
O que a terá levado a aceitar tal empreitada? Interrogo-me...

22 de julho de 2008

Razões para gostar de Mário Crespo... ou "Volta, José, tudo está perdoado"

Mário Crespo é, já aqui o disse, o melhor comentador da TV portuguesa. A sua capacidade de olhar de frente as questões, mesmo quando o politicamente correcto é discutir questões acessórias e pouco relevantes, é algo que sempre me apraz observar.

Hoje recebi esta mensagem de um ex-blogger (abandonou o leme aqui do Abéculas, mas vai blogando por email - e pelos comentários, sempre com muito interesse - não vou dizer que os ratos são os primeiros a abandonar o navio, mas sempre direi que o Capitão afunda-se com o barco). Aqui fica pois a pérola, da autoria de Mário Crespo, mas que recebi pela "pena" do "jose".


O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

16 de julho de 2008

Escrever Direito por linhas tortas

ou... O crime compensa.

Adivinha: Quando dois grupos de marginais se pegam a tiro uns aos outros, em Loures, qual é a pena aplicada?

Resposta: São realojados em casas novas, de acordo com as suas exigências.

14 de julho de 2008

13 de julho de 2008

Os tais estudos...

Sócrates diz que os estudos sobre TGV, OTA e outros estão todos online. Hoje procurei, e o mais que encontrei foram comunicações em que ministros referem os estudos. Alguém quer ter a gentileza e a amabilidade de me explicar onde é que estão esses estudos?

Sócrates mentiu?

O Sol online diz que Sócrates se enganou nos números, em relação aos kms de autoestrada que vão ser concessionados e em relação os respectivos custos.

Sócrates e os seus enganos, mentiras, mal-entendidos. Nos tempos de Santana Lopes, a bem menos do que isso chamava-se uma trapalhada.
Acho curioso que isto ainda seja considerado notícia. Seria mais normal que fosse considerado piada.

Para mim, o que é notícia é o facto de haver um jornal para o qual isto é notícia!

12 de julho de 2008

Incentivos ao uso de transportes públicos

Aqui está como, no Chile, uma mulher se esforça a sério para promover o uso dos transportes públicos. O nosso governo e o nosso Metropolitano deviam pôr os olhos neste exemplo de serviço público:
http://www.reuters.com/news/video?videoId=86246&newsChannel=oddlyEnoughNews

11 de julho de 2008

Hoje, uma experiência nova

Por uma vez, acredito em Sócrates quando diz:

Não faço contas para 2009

Isto explica muita coisa, não explica? Era melhor que as fizesse. As contas são nossas amigas; fazer contas é bom!

ai...Fónix!

Desde ontem à meia-noite, passou a haver dois tipos de portugueses: os que já têm um iPhone e os outros (os que ainda não têm um iPhone).
No Lóbi do Chá, JCS diz que o iPhone é uma pechincha. Concordo. Pagar o Estado que temos sai-nos bem mais caro.