9 de dezembro de 2005

The land of the free - Cem comentários


8 de dezembro de 2005

Acessora de imprensa nomeada para embaixada


Freitas do Amaral veio explicar que a acessora de imprensa nomeada para uma embaixada europeia, num momento em que estas nomeações estavam vedadas, foi apenas feito porque a mesma estava já combinada há 8 meses, isto é, antes de a restrição entrar em vigor. O argumento parece lógico, excepto se considerarmos o que tem sido a luta do Governo contra direitos adquiridos pelos trabalhadores de várias àreas, e que são unilateralmente eliminados com o pretexto de serem excessivos ou de estarmos a viver tempos difíceis.


Também os administradores de empresas públicas como a GALP e a CGD, receberam principescas rescições para dar lugar aos Boys do PS (alguns dos quais sem créditos nenhuns nas respectivas áreas, provando em muitos casos que também o mau gestor público afasta o bom gestor público).


Professores, desempregados, juízes, enfermeiros: Aprendam.

Ao contrário do Sol, que quando nasce é para todos, os direitos adquiridos, quando acabam, não acabam para todos.


Sobre isto, Sampaio nada diz.

TGV totalmente público!


Meus caros! Para quem se entristeceu com a notícia de que o TGV vai ser desenvolvido na totalidade com dinheiros públicos e com dinheiro da comunidade europeia, deixem que vos diga que não partilho dessa tristeza.


A confirmar-se que o investimento dos privados na OTA é feito com garantias dadas pelo Estado, isto é, pelo nosso bolso, então na prática isto significa que também este é feito totalmente com dinheiros públicos, excedendo obviamente os tais anunciados 7 a 10%. Caso o aeroporto não atinja os objectivos estipulados pelo Governo, o Estado compensará os privados. Caso eventualmente venha a dar lucro, então foram os privados que investiram, e o seu retorno sobre o investimento será para eles.

Na OTA temos, portanto, o pior de dois mundos.


Sobre isto, Sampaio nada diz.

O buraco da CP


Segundo o Tribunal de Contas, a CP entre 2002 e 2004 teve resultados negativos de 740 milhões de Euros, sendo que das várias áreas de negócio da empresa, nem uma única teve resultados positivos. É verdadeiramente impressionante.


A empresa tem também uma dívida à Banca de 2,4 mil milhões de Euros. Pondo as coisas em perspectiva, se a dívida fosse dividida entre 10 milhões de portugueses, cada um de nós teria que pagar 240 Euros. É verdadeiramente impressionante.


Espera-se seguramente que o TGV venha a ser a primeira àrea da empresa a ter resultados positivos!

Gente, preparem-se. Os próximos tempos não prometem melhoria.


Sobre isto, Sampaio nada diz.

5 de dezembro de 2005

25 anos sobre a morte de Sá Carneiro


Não faço ideia se foi acidente ou não, e pelos vistos nunca terei essa certeza. É pena que não tenha havido uma investigação imediata, séria, independente, rápida e pública.

A culpa morrer solteira é uma coisa. Agora, solteira e virgem...

1 de dezembro de 2005

Confirma-se que o meu voto é em Manuel Alegre!



Mais informação

30 de novembro de 2005

29 de novembro de 2005

Um manifesto eleitoral que não podemos deixar de apoiar


Produtividade, poluição, trânsito e transportes públicos



Devo confessar que fico fora de mim quando demoro, devido ao trânsito, 1 hora a fazer um percurso que deveria demorar 5 ou, vá lá, 10 minutos. Foi isso que hoje me aconteceu, ao ir buscar a miúdagem à escola.

Fala-se em aumentos de produtividade no país, quando esta é uma área óbvia de investimento. Pessoas inteligentes e produtivas demoram todos os dias horas a chegar ao trabalho e a regressar a casa. Quanto custa ao país, à competitividade nacional, o trânsito no IC-19? Na Ponte 25 de Abril? Na segunda circular?

A solução óbvia, a solução única, passará pela melhoria dos transportes públicos. Estes já melhoraram em termos de material circulante (novos autocarros, novas estações de Metro) mas não noutra componente fundamental do serviço, a frequência. Também o fenómeno "lata de sardinhas", nas horas de ponta, continua a ser motivo de preocupação.

Percebo que seja um investimento desinteressante o reforço de linhas que não têm muitos passageiros, ainda que acredite que o reforço das linhas, por si só, pode atrair novos passageiros e tirar carros da cidade. Ainda que seja pouco interessante como investimento a curto/médio prazo, penso que pode, no longo prazo, mudar toda a configuração da cidade, reduzindo substancialmente o caos do trânsito.

Por esta razão, a bem da produtividade e do ambiente, e contrariamente ao meu estilo razoavelmente liberal, não daria por mal empregue o meu dinheiro de contribuinte para patrocinar o reforço de linhas de autocarros e quiçá de Metro, como forma de criar uma rede de transportes públicos tão boa, tão boa, que até dá vontade de usar.

28 de novembro de 2005

O protocolo de Kyoto



Interessado na ecologia, mas também na economia, li recentemente um vasto artigo sobre o protocolo de Kyoto (Nota: passou talvez um ano, pelo que este meu post deve ser validado contra o texto do acordo, propriamente dito). Nele se falava entre outros aspectos da cedência de créditos, dos países que não estão obrigados ao seu cumprimento (Índia, China) e dos países que não subscreveram o acordo (EUA, Austrália e outros).
No Canadá, 180 países reunem-se para decidir de que modo vão acelerar a perda de competitividade de regiões económicas como a Europa para outras regiões, como o BRIC (Brasil, Rússia, Índia a China).
Os EUA, mais pragmáticos e porventura mais objectivos, não assinaram o protocolo, não porque queiram dar cabo da camada de Ozono mas porque se recusam a criar mais uma desvantagem competitiva face, nomeadamente, à China (que está dispensada do seu cumprimento durante 10 anos, do que me recordo, por força de um qualquer indicador como o PIB per capita).
A burra Europa, digo, a boa Europa, no seu estilo maternal face ao resto do mundo, fixou, para si e para os seus, critérios mais exigentes do que todos os restantes países.
A permuta de créditos de Carbono (acho que é o nome) é uma forma de transferir dinheiro para países do Terceiro Mundo já que estes, não tendo indústria desenvolvida, não excederão as respectivas quotas.
    Como pode a Europa manter-se competitiva e sobreviver, quando:
  • os seus trabalhadores ganham mais do que os outros,

  • exigem/reivindicam mais do que os outros (ao contrário de países onde a escravatura ou quasi-escravatura é a forma habitual de relação patrão-empregado)

  • além disso, a produção (aliás, a sua poluição) é penalizada por transferências por conta do protocolo de Kyoto, acima de todas as que foram fixadas para outros países


Vejo como grande mérito do protocolo de Kyoto o incentivo ao desenvolvimento de tecnologias alternativas, renováveis. Ao nível da implementação, parece-me que a boa da Europa, no seu pior estilo, baixou a cueca. Pior ainda, fê-lo sem dar sequer por isso!