4 de dezembro de 2006

Eu, chulo, me confesso

Sou dono de um bordel. Dono é exagero; sou accionista de um bordel.
Como é que eu podia adivinhar que a estratégia da Galp iria ser diversificar do petróleo para o sexo?
Só caí em mim quando vi a nova publicidade da "miúda do gás" (em inglês, "The fart girl"). Nos primeiros anúncios, parecia que o sexo era o veículo para a venda do produto; agora parece que o produto é o veículo para a venda do sexo. Já ouviram a publicidade (citando de memória): "Já comprei não-sei-quantas bilhas, e vieram cá sempre homens. Vou ligar novamente, pode ser desta que venha cá a puta do gás.". O site da Galp diz o mesmo de forma muito parecida: "Elas andam aí. (...) O serviço de troca é grátis e habilita-se a que seja feito por uma miúda do gás".

Este fim-de-semana, o impensável


O Benfica ganhou 2-0 ao Sporting em Alvalade. Isso por si só não seria notícia, não fosse o facto de isso ter suscitado um novo post no blog que é já a referência dos emigrantes portugueses em São Petersburgo que estudam direcção de orquestra. Este post é, como de costume, bem divertido. Recomendo vivamente a sua leitura.
É muito engraçado dizer que Simão deixou de dormir com receio dos meus posts. Evidentemente, Simão só deixa de dormir por algo que atende de forma credível ao seu grandioso EGO. Este post tem o reconhecimento que merece (pouco mais de quase nada), logo, não ameaça o ego de ninguém com a mania das grandezas que caracteriza Simão.
É triplamente engraçado dizer que Simão quando voltou a Portugal teve o bom senso de escolher a única equipa possível:
- Simão não decidiu voltar a Portugal; os seus antigos patrões é que decidiram que estava na hora de deixar de gastar dinheiro com ele. De resto, porque é que Simão ainda joga no Benfica? Porque após acordo entre o Benfica e o Sevilha, Simão não chegou a acordo com o Sevilha. Isto parece consistente com a teoria do ego grandioso de Simão.
- Acresce que quando só há uma opção possível, não temos ESCOLHA; ao contrário do que os regimes comunistas ainda hoje fazem passar, só ter uma única opção é precisamente o oposto de ter escolha.
- Ainda assim, é exagero dizer que o Benfica era a única equipa possível. Também o Alverca, o Desportivo de Leixões, o Atlético de Mangualde e muitos outros aceitariam, estou certo, o jogador. Não pagariam no entanto o que o Benfica paga, isso é evidente. No Sporting, não são putos mimados com egos agigantados que mandam. Jardel que o diga. Logo, não faria sentido a Simão jogar noutro clube que não aquele onde ainda hoje jogam grandes profissionais como Rui Costa, Eusébio, Nuno Gomes.
Por fim, a errata também é muito gira. Simão, 20 golos! Esta é a piada mais subtil, mas é muito boa. Simão só tem 4 golos averbados (já agora: retirem ao Benfica os quatro golos de Simão, e verão que o Benfica continua com os mesmos pontos). De onde vêm então os 20 golos referidos? É fácil, conhecendo Simão: qualquer golo marcado pelo Benfica é um golo de Simão, por definição. Mas aí constata-se que o Benfica marcou 23 golos. Destes, é certo, um deles foi auto-golo da equipa contrária, e outro foi marcado quando Simão não estava em campo. É aceitável que, nestas circunstâncias, Simão não reclamasse inteiramente o mérito destes dois golos. Mas resta o 21º golo, marcado com Simão em campo, e que este não reclamaria como seu. Cá está: humor subtil.
Errata: Afinal, Eusébio já não é jogador profissional do Benfica...

3 de dezembro de 2006

As alcunhas do Ricardo



O Ricardo tem diversas alcunhas, a maior parte delas vindas desde tenra idade. Refletem características de personalidade que se revelaram desde muito cedo - algumas até antes de nascer, como o ser muito agitado. De resto, como dizia a pediatra na consulta dos 4 meses: "Ele tem ar de gozão!"
Alguns deles suscitaram já vários protestos - aproveito pois para referir que, quando estou zangado com o Ricardo, acho que nunca lhe chamei nenhuma destas alcunhas. Nessas alturas, é tratado por "Ricardo". Entre quem desgosta do uso de alcunhas, há quem já tenha adoptado algumas delas, e há mesmo quem já tenha inventado novas, como... o Exterminador Implacável!

Aqui fica um breve apanhado:
- Terrorista
- Talibã (ontem, de braço no ar e armado com um inofensivo tubo de cola, gritava: "Vou matar a Carolina...")

- Puto maluco
- Tonto (quando tem as suas atitudes mais "desmioladas")
- Egoísta (dizíamos-lhe que ele era egoísta quando não emprestava as coisas à irmã ou aos amigos; ele agora chama egoísta a quem o contraria, independentemente das circunstâncias)
- Dom Pixote (nova moda: tira a fralda e passeia-se pela casa "ao léu")
- Chicolito (é a forma como ele diz "Chicken Little")
- Cromo ou Crómio (variante da mana)
- Ricardolas
- Cardo
- Tangas (quem acompanha a série "As tangas do Ricardo" compreenderá a adequação deste...)

25 de novembro de 2006

As tangas do Ricardo (15)

Era perto de meia-noite. O Ricardo chama-me mais uma vez.
"Pai, tenho cocó."
Rápida inspecção à fralda confirma a suspeita:
"Não tens nada na fralda, Ricardo. Já deitar!"
O Ricardo aponta para o traseiro: "Pai, não é na fralda. O cocó ainda está aqui dentro..."

Adenda
Hoje de manhã, dizia o Ricardo:
"Hoje não é dia de escola. É dia de cocó."

24 de novembro de 2006

Questão filosófica

Esta é colocada pensando no que é a tarefa de educar um filho, inspirada numa conversa com a mana que não quer blogar. Mas pode seguramente ser aplicada a inúmeras outras situações.

É preferível fazer:
Coisas erradas, com boa intenção
Coisas certas, com má intenção
  

23 de novembro de 2006

As tangas do Ricardo (14)


Prelúdio
O Ricardo é um inventor de histórias. Nessas histórias fala por vezes de um "senhor". Quando lhe perguntei quem era o senhor, da primeira vez, apontou para ele próprio.
"Ah, é o Ricardo..." disse eu.
"Não é o Ricardo, não. É o senhor." Bom, ok. Não se fala mais nisso. É o senhor.

A "tourada" da ida para a cama ontem durou até à meia-noite e meia.
A certa altura, pedi-lhe para ir deitar o senhor. Fiquei boaquiaberto: aí foi ele, direitinho para o quarto, para ir deitar "o senhor".
Menos boquiaberto fiquei quando voltou passados 2 minutos. A história era mirabolante:
"O Ricardo foi deitar o senhor, mas o senhor fugiu. Foi lá para baixo para a rua. O Ricardo correu muito, muito, muito depressa, mas o senhor fugiu."

Educar os filhos

Gosto de ler quem escreve com muitas certezas sobre a educação dos filhos. Isto é assim, o problema disto é aquilo. Quando se faz isto acontece aquilo. Tudo é claro, transparente, determinístico.
Gostar talvez não seja o termo. Acho que o termo é mesmo invejar.

CMVM investiga


Eis que desta vez a esposa comprou acções da Galp e elas estão a valorizar. O que contraria tudo o que temos como certo no universo. Qual a explicação? Inside trading? Nada disso. Tudo se resume a uma frase que ouvi dois dias depois da OPV, e que mostram como teria sido possível fazer um negócio fraquito:
"Estás a ver? Subiram, mas já estão a descer. Eu bem te disse: por mim, tinha comprado como público em geral e vendia logo no dia a seguir. Assim só podemos vender daqui a três meses!"
Nota: A minha perspectiva é desde o início de manter as acções em carteira durante algum tempo, em vez de apostar num "APR" (abnormal positive return) instantâneo. Dito isto, nada garante que venha(mos) a ter lucro quando vender(mos) as acções...

19 de novembro de 2006

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u128319.shtml

Israel desiste de bombardeamentos

Aqui.
E eu acho que é um disparate o ataque, desde o início. Para quê matar palestinianos? Para isso, já lá estão os outros palestinianos!



Também no
Médio Oriente,
as crianças
são o futuro.