Passado no fim do pique-nique de anos de um amigo, no Parque das Conchas."Ricardo, está a ficar de noite. Vamos para o pé da mãe. (estávamos a 30 metros)"
"Pai, achas que ao pé da mãe ainda está de dia?"
Numa conversa sobre como são feitas as folhas de papel, a Carolina acabou por me explicar como era feita a reciclagem do papel.
Para mim, o caso Esmeralda não é importante. Também não é importante para o país. Este caso só é importante para uma mão cheia de pessoas. Para a Esmeralda, claro. Para alguns familiares (biológicos ou adoptivos), claro. Tudo o resto, meus amigos, é folclore, é show business.
Este dinheiro não vai servir para ajudar as Esmeraldas deste país, mas para pagar ordenados chorudos e mordomias a administradores da RTP. Para a TVI, SIC e RTP, a Esmeralda é uma máquina de fazer dinheiro. Ponto. Desde já respondo chamando "ingénuo" a quem me queira chamar cínico.
Quem olha para este tipo de temas de uma forma desapaixonada, percebe (depressa) que há várias verdades, e não uma única verdade. O homem que vai "às meninas" e pede um teste de ADN para saber se o filho é seu está a fazer algo que, não sento poético nem romântico, é no mínimo sensato. E prudente. É que afinal o pai está em campo desde que a menina nasceu, ou perto disso (note-se que a menina foi registada como filha de pai incógnito).
Em circunstâncias normais, o Sargento fartava-se de apanhar sabonetes na cadeia, e acatava as ordens do tribunal. No entanto, ao que parece, o sargento tem as costas bem quentinhas, já que será (alegadamente?) próximo de Maria Barroso, que terá sido a primeira subscritora do tal de Habeas Corpus, de que toda a gente fala, sabendo ou não do que se trata. Do que ouvi e do que li, diria que é um bocadinho mais do que "Coitadinho dele, não devia estar preso. É tão boa pessoa!"
Os portugueses mais burros de sempre:
Um dia depois de a Carolina ter nascido, descobri o meu primeiro cabelo branco. 10 de Maio de 2001.