21 de março de 2010

As tangas do Ricardo (89)

No dia do pai, ofereci ao Ricardo um livro com fichas, tipo pré-primária.
Na primeira ficha, expliquei-lhe que tinha que unir as bolas, da mais pequena para a maior, e depois pintar as bolas brancas com a sua cor preferida.
Este foi o resultado final:

"Ricardo, falta pintar as bolas brancas com a tua cor preferida."
Resposta imediata: "Já está, pai. A minha cor preferida é Branco!"
"Ah... então pinta com a tua segunda cor preferida."
Nova resposta imediata: "Não posso, pai. Não tenho lápis rosa-choque."
"Ah... então pinta com a tua cor preferida, daquelas que tens em lápis."

18 de março de 2010

Dedicado ao Simão Sabrosa, que hoje joga em Alvalade...



Por alguma razão, os adeptos do Sporting aplaudem o Cristiano Ronaldo em Alvalade, qualquer que seja a camisola que traz vestida.

17 de março de 2010

As tangas do Ricardo (88)

"Pai, quem é que foi a primeira pessoa que existiu?"
Entre o criacionismo e o evolucionismo, optei pelo cobardismo:
"Não sei, Ricardo."
E a resposta:
"Ah. (pausa de uns segundos) É que soubesses quem tinha sido, ia-te perguntar quem é que foi o pai dele."

15 de março de 2010

As tangas do Ricardo (87)

A caminho da escola, pergunta-me o Ricardo:
"Pai, todas as pessoas morrem?"
Hesitei e respondi:
"Sim, Ricardo, quando ficam muuuiiito velhinhos!"
Depois apercebi-me do erro em que estava a cair, e acrescentei prontamente:
"Ou então quando estão muito doentes. Ou quando têm um acidente."
O Ricardo ficou a processar, e acrescentou:
"E pode-se morrer tanto de dia como de noite? Há pessoas a morrer todos os dias?"
Senti-me novamente em terreno pantanoso, mas respondi que sim.
"Pai, as pessoas nunca acabam."
Pedi-lhe que se explicasse.
"Há todos os dias pessoas a morrer, mas há também todos os dias a nascer. Portanto, as pessoas nunca acabam."
Perguntei-lhe se tinham falado nisso na escola, ou se tinha visto alguma coisa na televisão.
"Não, fui eu que estive a pensar."

23 de fevereiro de 2010

Calamidade na Madeira

Calamidade na Madeira, de dimensão inimaginável. Refiro-me ao vice-presidente do governo regional da Madeira, que estive agora a ouvir na tv.

Sobre a não-declaração de calamidade natural, começou por dizer que "se as pessoas têm inteligência, que pensem porquê".

Depois desta "bomba", foi totalmente incapaz de explicar o que acontecia a quem não tinha seguros, por exemplo. "Isso não sei, porque não sou especialista em seguros."
E quem ficou sem carro? "Mas o seguro é obrigatório." Pois, mas isso é contra terceiros, diz o jornalista. "Oiça, já lhe disse que não sou especialista em seguros".

Então mas como é que justifica que não tenha sido declarado o estatudo de calamidade?
"Isso foi tratado entre o Primeiro-Ministro e o Presidente do Governo Regional. E se eles decidiram, eu estou plenamente de acordo, e é porque era o melhor a fazer."

Então mas por exemplo o dono desta loja, vai ser ajudado?
"O que eu sei é que o pacote de apoio desta vez tem que ser diferente, quer dizer, vai ter que ser uma coisa abrangente e que chegue a muitas pessoas."

Uma pérola, dentro da pérola do Atlântico!

8 de fevereiro de 2010

As tangas do Ricardo (86)

O Ricardo acorda, nos últimos tempos, com o som do seu mamute ou do seu Tiranossaurus Rex. E o que é fantástico é que acorda todos os dias bem disposto.

A semana passada, ao acordá-lo disse-lhe que eu era um dinossauro, que o ia comer. Continuou de olhos fechados. Disse-lhe que (eu) era o dinossauro mais perigoso, porque comia os outros dinossauros com garfo e faca. Ele continuou de olhos fechados. Acrescentei: "Como todos os dinossauros, excepto..."
E ele, de olhos fechados:
"Excepto o Triceratops".
Perguntei: "Porquê? Porque tem a pele muito rija?"
E ele (já de olhos abertos): "Sim. E também não comes sabes o quê? Os passarinhos, porque não os consegues apanhar."
"Consigo, sim, com uma armadilha. Ponho umas migalhas no chão, a entrar para uma gruta. Quando eles entram na gruta, tapo a entrada da gruta para eles não fugirem, e apanho-os."
"Ah é? Não apanhas nada; como tapas a entrada da gruta, depois fica escuro e não consegues ver onde é que eles estão."

20 de dezembro de 2009

Carolina ao vivo (12)

Hoje fui comprar umas prendas de Natal com a Carolina.
No regresso, de carro, estava a começar uma música (quando me lembrar do nome, logo o acrescento ao post). Diz a Carolina:
"Eu gosto dessa música; podes por mais alto?"
E eu disse que sim, e pus (substancialmente) mais alto.
"Ó pai, mas tu não conheces essa música."
Quando a música chegou ao refrão, comecei a cantar a música.
"Eh, pá! Conheces? Não sabia que esta música já era tão antiga!"

17 de dezembro de 2009

O guia dos dinossauros (1)

O Ricardo gosta de tudo o que é animal, com algumas particularidades. Não liga grande coisa aos políticos, por um lado, e por outro tem um fascínio por dinossauros. Volta e meia, faz-me umas perguntas sobre o tema. Resolvi passar a documentar - um dia destes.

As tangas do Ricardo (85)

Já não me lembro ao certo qual era a circunstância. Alguma coisa fora do lugar, estragada, não me recordo.
"Ricardo, Carolina, quem é que fez isto? Foi um de vocês, e vocês sabem quem foi, portanto respondam."
Diz o tretas do costume:
"Se calhar, não sabemos quem foi. Se calhar algum de nós é sonângulo, levantou-se de noite, veio até aqui e fez isso, só que estava a dormir e não se lembra."

As tangas do Ricardo (84), Carolina ao Vivo (11)

A mãe explicava mais uma vez ao filho que tem que limpar o rabo sozinho.
"Mas eu não sei quando é que está limpo."
Responde a Carolina:
"É quando o papel higiénico ficar limpo."
Responde o Ricardo, prontamente:
"Está limpo aí, mas pode estar sujo noutro lado."