21 de março de 2010

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

A grande obra do nosso governo e do nosso parlamento, até agora, é a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O facto de o Abéculas não ser um jornal diário, dá-me a oportunidade de postar sobre assuntos que já não estão minimamente na ordem do dia. Como o casamento de pessoas do mesmo sexo, e a adopção por casais do mesmo sexo.
A minha opinião é, penso, relativamente incomum: sou contra o casamento, e a favor da adopção.
O casamento é o que é: uma união entre um homem e uma mulher.
Um homossexual, tal como um heterossexual, apenas precisa de cumprir com esta regra simples para poder casar: têm que ser duas e só duas pessoas; não podem ser do mesmo sexo.
Fora isso, já existe a união de facto que, tanto quanto sei, confere exactamente os mesmos direitos.

Quanto à adopção, para mim o que está em causa é garantir que a criança tem um lar que lhe proporcione alimento, conforto, amor, educação. Que a ajude a crescer e a formar a sua personalidade.
O que é preciso garantir é que o casal que adopta tem esta capacidade, mais do que garantir que têm esta ou aquela inclinação sexual.

As tangas do Ricardo (89)

No dia do pai, ofereci ao Ricardo um livro com fichas, tipo pré-primária.
Na primeira ficha, expliquei-lhe que tinha que unir as bolas, da mais pequena para a maior, e depois pintar as bolas brancas com a sua cor preferida.
Este foi o resultado final:

"Ricardo, falta pintar as bolas brancas com a tua cor preferida."
Resposta imediata: "Já está, pai. A minha cor preferida é Branco!"
"Ah... então pinta com a tua segunda cor preferida."
Nova resposta imediata: "Não posso, pai. Não tenho lápis rosa-choque."
"Ah... então pinta com a tua cor preferida, daquelas que tens em lápis."

18 de março de 2010

Dedicado ao Simão Sabrosa, que hoje joga em Alvalade...



Por alguma razão, os adeptos do Sporting aplaudem o Cristiano Ronaldo em Alvalade, qualquer que seja a camisola que traz vestida.

17 de março de 2010

As tangas do Ricardo (88)

"Pai, quem é que foi a primeira pessoa que existiu?"
Entre o criacionismo e o evolucionismo, optei pelo cobardismo:
"Não sei, Ricardo."
E a resposta:
"Ah. (pausa de uns segundos) É que soubesses quem tinha sido, ia-te perguntar quem é que foi o pai dele."

15 de março de 2010

As tangas do Ricardo (87)

A caminho da escola, pergunta-me o Ricardo:
"Pai, todas as pessoas morrem?"
Hesitei e respondi:
"Sim, Ricardo, quando ficam muuuiiito velhinhos!"
Depois apercebi-me do erro em que estava a cair, e acrescentei prontamente:
"Ou então quando estão muito doentes. Ou quando têm um acidente."
O Ricardo ficou a processar, e acrescentou:
"E pode-se morrer tanto de dia como de noite? Há pessoas a morrer todos os dias?"
Senti-me novamente em terreno pantanoso, mas respondi que sim.
"Pai, as pessoas nunca acabam."
Pedi-lhe que se explicasse.
"Há todos os dias pessoas a morrer, mas há também todos os dias a nascer. Portanto, as pessoas nunca acabam."
Perguntei-lhe se tinham falado nisso na escola, ou se tinha visto alguma coisa na televisão.
"Não, fui eu que estive a pensar."

23 de fevereiro de 2010

Calamidade na Madeira

Calamidade na Madeira, de dimensão inimaginável. Refiro-me ao vice-presidente do governo regional da Madeira, que estive agora a ouvir na tv.

Sobre a não-declaração de calamidade natural, começou por dizer que "se as pessoas têm inteligência, que pensem porquê".

Depois desta "bomba", foi totalmente incapaz de explicar o que acontecia a quem não tinha seguros, por exemplo. "Isso não sei, porque não sou especialista em seguros."
E quem ficou sem carro? "Mas o seguro é obrigatório." Pois, mas isso é contra terceiros, diz o jornalista. "Oiça, já lhe disse que não sou especialista em seguros".

Então mas como é que justifica que não tenha sido declarado o estatudo de calamidade?
"Isso foi tratado entre o Primeiro-Ministro e o Presidente do Governo Regional. E se eles decidiram, eu estou plenamente de acordo, e é porque era o melhor a fazer."

Então mas por exemplo o dono desta loja, vai ser ajudado?
"O que eu sei é que o pacote de apoio desta vez tem que ser diferente, quer dizer, vai ter que ser uma coisa abrangente e que chegue a muitas pessoas."

Uma pérola, dentro da pérola do Atlântico!

8 de fevereiro de 2010

As tangas do Ricardo (86)

O Ricardo acorda, nos últimos tempos, com o som do seu mamute ou do seu Tiranossaurus Rex. E o que é fantástico é que acorda todos os dias bem disposto.

A semana passada, ao acordá-lo disse-lhe que eu era um dinossauro, que o ia comer. Continuou de olhos fechados. Disse-lhe que (eu) era o dinossauro mais perigoso, porque comia os outros dinossauros com garfo e faca. Ele continuou de olhos fechados. Acrescentei: "Como todos os dinossauros, excepto..."
E ele, de olhos fechados:
"Excepto o Triceratops".
Perguntei: "Porquê? Porque tem a pele muito rija?"
E ele (já de olhos abertos): "Sim. E também não comes sabes o quê? Os passarinhos, porque não os consegues apanhar."
"Consigo, sim, com uma armadilha. Ponho umas migalhas no chão, a entrar para uma gruta. Quando eles entram na gruta, tapo a entrada da gruta para eles não fugirem, e apanho-os."
"Ah é? Não apanhas nada; como tapas a entrada da gruta, depois fica escuro e não consegues ver onde é que eles estão."

20 de dezembro de 2009

Carolina ao vivo (12)

Hoje fui comprar umas prendas de Natal com a Carolina.
No regresso, de carro, estava a começar uma música (quando me lembrar do nome, logo o acrescento ao post). Diz a Carolina:
"Eu gosto dessa música; podes por mais alto?"
E eu disse que sim, e pus (substancialmente) mais alto.
"Ó pai, mas tu não conheces essa música."
Quando a música chegou ao refrão, comecei a cantar a música.
"Eh, pá! Conheces? Não sabia que esta música já era tão antiga!"

17 de dezembro de 2009

O guia dos dinossauros (1)

O Ricardo gosta de tudo o que é animal, com algumas particularidades. Não liga grande coisa aos políticos, por um lado, e por outro tem um fascínio por dinossauros. Volta e meia, faz-me umas perguntas sobre o tema. Resolvi passar a documentar - um dia destes.

As tangas do Ricardo (85)

Já não me lembro ao certo qual era a circunstância. Alguma coisa fora do lugar, estragada, não me recordo.
"Ricardo, Carolina, quem é que fez isto? Foi um de vocês, e vocês sabem quem foi, portanto respondam."
Diz o tretas do costume:
"Se calhar, não sabemos quem foi. Se calhar algum de nós é sonângulo, levantou-se de noite, veio até aqui e fez isso, só que estava a dormir e não se lembra."