28 de abril de 2010

Cem comentários

Fui almoçar fora no dia 25 de Abril.

Na mesa à minha direita, duas senhoras conversavam sobre a vida. Não apanhei o início da conversa, mas desde o momento em que comecei a espiolhar, os temas abordados foram:
- Trissomia 21 e autismo
- Divórcio
- Cancro
- Adopção (e os seus problemas)
- Trabalho (leia-se, "chato do trabalho")

20 de abril de 2010

Curiosidades em tempo pós-pascal

Do evangelho de S. João:

João 13, 36-38:
"Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Respondeu Jesus; Para onde eu vou, não podes agora seguir-me; mais tarde, porém, me seguirás.

Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a
minha vida.

Respondeu Jesus: Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: Não cantará o galo até que me tenhas negado três vezes."

João 18, 25-27
"E Simão Pedro ainda estava ali, aquentando-se. Perguntaram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou.

Um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no jardim com ele?
Pedro negou outra vez, e imediatamente o galo cantou."




Da revista "Mundial", em 1999

15 de abril de 2010

Receitas...

Não percebo nada de culinária, mas gosto de "receitas determinísticas".

Gosto das 150 gramas, dos 15 minutos, do meio litro; não gosto do "q.b.", do "até ficar no ponto", das "duas colheres de sopa". O "até alourar" ainda tolero.

E aqui fica pois um site de receitas interessante:

http://pt.petitchef.com

21 de março de 2010

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

A grande obra do nosso governo e do nosso parlamento, até agora, é a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O facto de o Abéculas não ser um jornal diário, dá-me a oportunidade de postar sobre assuntos que já não estão minimamente na ordem do dia. Como o casamento de pessoas do mesmo sexo, e a adopção por casais do mesmo sexo.
A minha opinião é, penso, relativamente incomum: sou contra o casamento, e a favor da adopção.
O casamento é o que é: uma união entre um homem e uma mulher.
Um homossexual, tal como um heterossexual, apenas precisa de cumprir com esta regra simples para poder casar: têm que ser duas e só duas pessoas; não podem ser do mesmo sexo.
Fora isso, já existe a união de facto que, tanto quanto sei, confere exactamente os mesmos direitos.

Quanto à adopção, para mim o que está em causa é garantir que a criança tem um lar que lhe proporcione alimento, conforto, amor, educação. Que a ajude a crescer e a formar a sua personalidade.
O que é preciso garantir é que o casal que adopta tem esta capacidade, mais do que garantir que têm esta ou aquela inclinação sexual.

As tangas do Ricardo (89)

No dia do pai, ofereci ao Ricardo um livro com fichas, tipo pré-primária.
Na primeira ficha, expliquei-lhe que tinha que unir as bolas, da mais pequena para a maior, e depois pintar as bolas brancas com a sua cor preferida.
Este foi o resultado final:

"Ricardo, falta pintar as bolas brancas com a tua cor preferida."
Resposta imediata: "Já está, pai. A minha cor preferida é Branco!"
"Ah... então pinta com a tua segunda cor preferida."
Nova resposta imediata: "Não posso, pai. Não tenho lápis rosa-choque."
"Ah... então pinta com a tua cor preferida, daquelas que tens em lápis."

18 de março de 2010

Dedicado ao Simão Sabrosa, que hoje joga em Alvalade...



Por alguma razão, os adeptos do Sporting aplaudem o Cristiano Ronaldo em Alvalade, qualquer que seja a camisola que traz vestida.

17 de março de 2010

As tangas do Ricardo (88)

"Pai, quem é que foi a primeira pessoa que existiu?"
Entre o criacionismo e o evolucionismo, optei pelo cobardismo:
"Não sei, Ricardo."
E a resposta:
"Ah. (pausa de uns segundos) É que soubesses quem tinha sido, ia-te perguntar quem é que foi o pai dele."

15 de março de 2010

As tangas do Ricardo (87)

A caminho da escola, pergunta-me o Ricardo:
"Pai, todas as pessoas morrem?"
Hesitei e respondi:
"Sim, Ricardo, quando ficam muuuiiito velhinhos!"
Depois apercebi-me do erro em que estava a cair, e acrescentei prontamente:
"Ou então quando estão muito doentes. Ou quando têm um acidente."
O Ricardo ficou a processar, e acrescentou:
"E pode-se morrer tanto de dia como de noite? Há pessoas a morrer todos os dias?"
Senti-me novamente em terreno pantanoso, mas respondi que sim.
"Pai, as pessoas nunca acabam."
Pedi-lhe que se explicasse.
"Há todos os dias pessoas a morrer, mas há também todos os dias a nascer. Portanto, as pessoas nunca acabam."
Perguntei-lhe se tinham falado nisso na escola, ou se tinha visto alguma coisa na televisão.
"Não, fui eu que estive a pensar."