14 de janeiro de 2008
13 de janeiro de 2008
"Antes do dia 24, não me calha bem"
Vítor Constâncio só está disponível para ser ouvido a partir do dia 24 de Janeiro. Na dúvida, acho que era de o pôr em prisão preventiva, ou pelo menos com uma pulseira electrónica.
11 de janeiro de 2008
Democracia representativa
A decisão de não referendar o tratado constitucional europeu, com esse ou com outro nome, é um exemplo representativo da democracia representativa que temos."Ah, estás a favor do referendo. Quer isso dizer que ias votar contra."
A verdade é que não sei. Do tratado, sei o nome e pouco mais.
A não-notícia é a quebra de mais um compromisso eleitoral de Sócrates. Semântica à parte, estava prometido um referendo sobre o tema. Essa promessa feita durante a campanha é muito anterior a qualquer promessa que Sócrates tenha feito a líderes europeus, logo, deveria ter precedência.
O argumento intelectual de que o tratado é demasiado complexo para ser referendado parece-me muito pouco válido. Tristemente, o tratado não foi redigido de forma a ser inteligível (Pacheco Pereira mostrou-o bem na TV, ao ler algumas passagens do texto). Fica pois a ideia de que não é por o tratado ser complexo que não é referendável; é por os eurocratas não quererem referendos que fizeram um tratado complexo. De resto, se não somos suficientemente esclarecidos para referendar o tratado, que sentido faz votarmos nas legislativas? Talvez fosse desejável que só votasse quem demonstrasse ter lido e compreendido os programas eleitorais de todos os partidos concorrentes!Voltando ao tratado, seria muito fácil fazer programas de informação sobre o conteúdo do tratado, na rádio, tv e jornais, e promover a sua discussão de forma aberta. Se procurarmos simplificar, em vez de complicar e tornar elitista, o tratado pode seguramente ser explicado até a uma criança. Infelizmente, vamos todos discutir o referendo, em vez de discutir o tratado.
Aqui ficam pois alguns links relativos ao tal de "Tratado de Lisboa", ou "Tratado de reforma institucional da união europeia". Uma explicação ao nível dos resultados que se procuraram obter com o tratado, um conjunto de FAQ's, mais algumas perguntas e respostas e até o tratado, visto do outro lado do oceano (Brasil). Também na Wikipédia.
6 de janeiro de 2008
"É a economia das cadeias, estúpido"
Confesso-me incapaz de perceber a dificuldade em acabar com a droga nas prisões.
A droga ou é cultivada pelos presos, ou é transportada por quem visita, ou é levada pelos guardas. Em qualquer dos casos, deveria ser trivial acabar com ela. Mas isto, ao longo dos tempos, tem sido considerado como "Missão Impossível" pelos nossos governantes.
Fico no entanto satisfeito em saber que há uma grande preocupação com o fumo dos cigarros. Abéculas!
A droga ou é cultivada pelos presos, ou é transportada por quem visita, ou é levada pelos guardas. Em qualquer dos casos, deveria ser trivial acabar com ela. Mas isto, ao longo dos tempos, tem sido considerado como "Missão Impossível" pelos nossos governantes.
Fico no entanto satisfeito em saber que há uma grande preocupação com o fumo dos cigarros. Abéculas!
Isto, sim, é estranho!
"Maria de Belém não estranhou fumadores no casino" (referência ao episódio em que António Nunes, da ASAE, foi apanhado a fumar uma cigarrilha depois da entrada em vigor da lei do tabaco).
Às vezes - a maior parte das vezes - quando fazemos asneira, o melhor é pedir desculpa, lamentar o sucedido e prosseguir, em vez de tentar justificar o injustificável. António Nunes, da ASAE, não sabe disso. Maria de Belém, das duas uma: ou não sabe disso, ou anda a ver se "entala" António Nunes...
Às vezes - a maior parte das vezes - quando fazemos asneira, o melhor é pedir desculpa, lamentar o sucedido e prosseguir, em vez de tentar justificar o injustificável. António Nunes, da ASAE, não sabe disso. Maria de Belém, das duas uma: ou não sabe disso, ou anda a ver se "entala" António Nunes...
2 de janeiro de 2008
"Faz o que ele diz, não o que ele faz"
O "Frei Tomás" que preside à ASAE foi apanhado a fumar, num espaço fechado, depois da meia-noite. Alegou, pasme-se, que existem conflitos de interesses entre a lei do tabaco e a lei do jogo.
Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros.
Uma vez mais se pergunta, se a ASAE existe para nos proteger, quem é que nos protege d(est)a ASAE?
Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros.
Uma vez mais se pergunta, se a ASAE existe para nos proteger, quem é que nos protege d(est)a ASAE?
Produtos da Apple para 2008 - o iRack
Humor com alguma subtileza; bem feito. É mais um episódio da Mad TV.
Notem o trocadilho do "iRack", bem como o produto apresentado no fim...
Notem o trocadilho do "iRack", bem como o produto apresentado no fim...
1 de janeiro de 2008
O início do fim do tabaco
Não me parace uma questão especialmente importante, mas não há dúvida de que vai dar que falar.
A lei anti-tabaco entrou em vigor hoje, mas sendo estabelecido que o Primeiro de Janeiro seria um dia de tolerância. A lei entrou em vigor, mas à portuguesa. Estou também curioso em ver qual vai ser a celeridade da polícia a acorrer a estas situações, quando chamada.
Quanto à lei propriamente dita, tenho mixed feelings. Desconfio, por princípio, da capacidade do Estado de zelar pelos meus interesses. O melhor Estado, dizia alguém, é um Estado que não se vê, não se sente, e não se paga. Este não é o Estado que temos, e não me parece que estejam a ser dados passos relevantes nesse sentido.
A vantagem da lei é transferir, de algum modo, o poder do lado de quem fuma para o lado de quem fuma. É evidente que é pouco aceitável o cenário de ter alguém a deitar-me fumo para cima e a responder que "quem está mal, muda-se", mas igualmente extremista é ver qualquer cigarro como uma arma de crime, e qualquer fumador como um criminoso. Não me incomoda um cigarro fumado na outra ponta do café, ou um cigarro fumado (porventura até ao meu lado) num restaurante cuja extracção de ar funcione bem.
Talvez o que mais me incomoda seja ver quem reivindica o direito de fumar (hoje ouvi na televisão um fumador a dizer que "Se eu me quiser suicidar, o Estado não tem nada a ver com isso") achar-se mais tarde no direito de reivindicar, desse mesmo Estado, o direito a ver o seu cancro no pulmão tratado de borla.
Aqui fica, como serviço público, o mapa dos locais onde se pode fumar.
A lei anti-tabaco entrou em vigor hoje, mas sendo estabelecido que o Primeiro de Janeiro seria um dia de tolerância. A lei entrou em vigor, mas à portuguesa. Estou também curioso em ver qual vai ser a celeridade da polícia a acorrer a estas situações, quando chamada.
Quanto à lei propriamente dita, tenho mixed feelings. Desconfio, por princípio, da capacidade do Estado de zelar pelos meus interesses. O melhor Estado, dizia alguém, é um Estado que não se vê, não se sente, e não se paga. Este não é o Estado que temos, e não me parece que estejam a ser dados passos relevantes nesse sentido.
A vantagem da lei é transferir, de algum modo, o poder do lado de quem fuma para o lado de quem fuma. É evidente que é pouco aceitável o cenário de ter alguém a deitar-me fumo para cima e a responder que "quem está mal, muda-se", mas igualmente extremista é ver qualquer cigarro como uma arma de crime, e qualquer fumador como um criminoso. Não me incomoda um cigarro fumado na outra ponta do café, ou um cigarro fumado (porventura até ao meu lado) num restaurante cuja extracção de ar funcione bem.
Talvez o que mais me incomoda seja ver quem reivindica o direito de fumar (hoje ouvi na televisão um fumador a dizer que "Se eu me quiser suicidar, o Estado não tem nada a ver com isso") achar-se mais tarde no direito de reivindicar, desse mesmo Estado, o direito a ver o seu cancro no pulmão tratado de borla.
Aqui fica, como serviço público, o mapa dos locais onde se pode fumar.
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