5 de dezembro de 2005

25 anos sobre a morte de Sá Carneiro


Não faço ideia se foi acidente ou não, e pelos vistos nunca terei essa certeza. É pena que não tenha havido uma investigação imediata, séria, independente, rápida e pública.

A culpa morrer solteira é uma coisa. Agora, solteira e virgem...

1 de dezembro de 2005

Confirma-se que o meu voto é em Manuel Alegre!



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30 de novembro de 2005

29 de novembro de 2005

Um manifesto eleitoral que não podemos deixar de apoiar


Produtividade, poluição, trânsito e transportes públicos



Devo confessar que fico fora de mim quando demoro, devido ao trânsito, 1 hora a fazer um percurso que deveria demorar 5 ou, vá lá, 10 minutos. Foi isso que hoje me aconteceu, ao ir buscar a miúdagem à escola.

Fala-se em aumentos de produtividade no país, quando esta é uma área óbvia de investimento. Pessoas inteligentes e produtivas demoram todos os dias horas a chegar ao trabalho e a regressar a casa. Quanto custa ao país, à competitividade nacional, o trânsito no IC-19? Na Ponte 25 de Abril? Na segunda circular?

A solução óbvia, a solução única, passará pela melhoria dos transportes públicos. Estes já melhoraram em termos de material circulante (novos autocarros, novas estações de Metro) mas não noutra componente fundamental do serviço, a frequência. Também o fenómeno "lata de sardinhas", nas horas de ponta, continua a ser motivo de preocupação.

Percebo que seja um investimento desinteressante o reforço de linhas que não têm muitos passageiros, ainda que acredite que o reforço das linhas, por si só, pode atrair novos passageiros e tirar carros da cidade. Ainda que seja pouco interessante como investimento a curto/médio prazo, penso que pode, no longo prazo, mudar toda a configuração da cidade, reduzindo substancialmente o caos do trânsito.

Por esta razão, a bem da produtividade e do ambiente, e contrariamente ao meu estilo razoavelmente liberal, não daria por mal empregue o meu dinheiro de contribuinte para patrocinar o reforço de linhas de autocarros e quiçá de Metro, como forma de criar uma rede de transportes públicos tão boa, tão boa, que até dá vontade de usar.

28 de novembro de 2005

O protocolo de Kyoto



Interessado na ecologia, mas também na economia, li recentemente um vasto artigo sobre o protocolo de Kyoto (Nota: passou talvez um ano, pelo que este meu post deve ser validado contra o texto do acordo, propriamente dito). Nele se falava entre outros aspectos da cedência de créditos, dos países que não estão obrigados ao seu cumprimento (Índia, China) e dos países que não subscreveram o acordo (EUA, Austrália e outros).
No Canadá, 180 países reunem-se para decidir de que modo vão acelerar a perda de competitividade de regiões económicas como a Europa para outras regiões, como o BRIC (Brasil, Rússia, Índia a China).
Os EUA, mais pragmáticos e porventura mais objectivos, não assinaram o protocolo, não porque queiram dar cabo da camada de Ozono mas porque se recusam a criar mais uma desvantagem competitiva face, nomeadamente, à China (que está dispensada do seu cumprimento durante 10 anos, do que me recordo, por força de um qualquer indicador como o PIB per capita).
A burra Europa, digo, a boa Europa, no seu estilo maternal face ao resto do mundo, fixou, para si e para os seus, critérios mais exigentes do que todos os restantes países.
A permuta de créditos de Carbono (acho que é o nome) é uma forma de transferir dinheiro para países do Terceiro Mundo já que estes, não tendo indústria desenvolvida, não excederão as respectivas quotas.
    Como pode a Europa manter-se competitiva e sobreviver, quando:
  • os seus trabalhadores ganham mais do que os outros,

  • exigem/reivindicam mais do que os outros (ao contrário de países onde a escravatura ou quasi-escravatura é a forma habitual de relação patrão-empregado)

  • além disso, a produção (aliás, a sua poluição) é penalizada por transferências por conta do protocolo de Kyoto, acima de todas as que foram fixadas para outros países


Vejo como grande mérito do protocolo de Kyoto o incentivo ao desenvolvimento de tecnologias alternativas, renováveis. Ao nível da implementação, parece-me que a boa da Europa, no seu pior estilo, baixou a cueca. Pior ainda, fê-lo sem dar sequer por isso!

21 de novembro de 2005

Frio nos miolos

O meu artigo a criticar Cavaco Silva mereceu uma cuidada resposta, no Nevsky Prospekt, por parte do jts. No seu estilo de homem íntegro e emotivo, respondeu a quente (o que deve ser difícil, considerando o local onde se encontra).

  • Quanto às autárquicas, estamos a falar de candidatos constituídos arguidos, sobre os quais não recai ainda, que eu saiba, acusação. Só depois da acusação pode haver julgamento, só depois pode haver defesa, só depois pode haver condenação (ou absolvição). Parece-me a mim, que pouco ou nada percebo de leis, que a presunção da inocência é um dos pilares do sistema jurídico.

  • Sobre estes ex-candidatos, actuais autarcas, recai a suspeita (não provada) de se terem aproveitado de dinheiros da autarquia, logo, dos contribuintes. A minha desilusão com a política leva-me a suspeitar que uma apurada investigação numa qualquer câmara do país identificaria sempre algum tipo de prática situada entre o menos correcto e o ilícito.

  • Logo, não tenho razões para acreditar que se candidata contra os "bandidos" não seja também bandido. Estatisticamente, suponho mesmo que o seja.

  • Estamos a comparar competência objectiva (mais ou menos) com honestidade subjectiva. Digo isto porque ninguém discute a competência de Isaltino, que eu saiba (basta ver a campanha dos outros dois candidatos), só a sua honestidade. Logo, temos a CERTEZA de competência contra a SUSPEITA de desonestidade. Isto é como comparar uma tartaruga com um caracol! :-)

  • Ao contrário do jts, não sei o que levou as pessoas a decidir. Pode ter sido uma avaliação do passado, pode ter sido a expectativa quanto ao futuro. Ou pode ter sido outro critério qualquer.

  • O argumento quanto às presidenciais é válido. De facto, em coerência, eu devia apoiar Cavaco, considerando-o o mal menor. Tal como jts devia votar em branco, considerando que está farto de votar no mal menor, ie, de votar por exclusão de partes. A razão pela qual tanto me custa é que, sendo eu um habitual apoiante do PSD, ainda que não seja nem nunca tenha sido filiado, sempre tive Cavaco Silva e outros "grandes" do partido na mais alta conta. Durante o brevíssimo estágio de Santana Lopes, só Marques Mendes mostrou ser um homem de grande estatura, ao defrontar e confrontar aberta e publicamente Santana Lopes, em congresso. O meu não-apoio a Cavaco Silva é pois fruto da desilusão quanto ao seu comportamento, para mim inaceitável, nos últimos 2 anos.

  • Quanto ao tipo de PR que Portugal precisa, não sei, mas sei que tipo de PR a constituição prevê: Promulgação de leis, passeios pelos PALOP, fiscalização da constitucionalidade de diplomas, passeios de tartaruga nas Seychelles (levando um avião cheio com o seu séquito), bocas nos meios de comunicação social. Enfim, o costume.

  • Quanto aos fait-divers e ao acessório, não são importantes em si. Podem sê-lo, enquanto sinais exteriores demonstrativos de estados de espírito, carácter, seriedade, etc

  • Quanto a quem vai ganhar, não me parece que as coisas estejam fechadas. Parece-me, isso sim, que Cavaco ou ganha na primeira volta ou perde na segunda. A haver segunda volta, espero que seja contra Manuel João Vieira mas, a não ser possível, este laranginha por tradição também aceitará apoiar Manuel Alegre. Quanto a Cavaco... Só mesmo Soares me levará a votar nele.


    Dizia alguém, e eu concordo, que estas eleições são o melhor argumento pró-monarquia que surgiu nos últimos 30 anos.


Candidato levado ao colo


Ouvi hoje na rádio que Sampaio esteve em presidência aberta subordinada ao tema "Envelhecer activo". Lá dizia o candidato Alegre, há candidatos que estão a ser levados ao colo. E eu diria, como Santana Lopes terá alegadamente dito, que prefiro outros colos.

Olhar infantil
A Carolina, com toda a sabedoria que os seus quatro anos e meio encerram, diz que canta melhor que o irmão (de ano e meio), porque tem uma voz mais magrinha.

Presidenciais 2006


Porque ninguém quer ter um palhaço como presidente, apoio: