10 de agosto de 2008

A medalha olímpica de Vanessa Fernandes

Portugal é o mais medalhado nessa competição olímpica que é a arrogância.
Lembro-me de Vanessa Fernandes, depois de mais um dos seus inúmeros triunfos, dizer algo como que as adversárias não davam luta, ou que eram muito fraquinhas, ou algo deste tipo.
Depois disso, desistiu duas vezes.
Agora, nos Jogos Olímpicos, a medalha dela era dada como certa, ou quase. Por meio país, incluindo a própria.
Revejo-me muito pouco na atitude nacional de "entrada de leão, saída de sendeiro" - talvez porque não sei o que é um sendeiro. Também me revejo muito pouco na versão adaptada, "entrada de leão, saída de cordeiro".
Assim sendo, desculpem-me os meus compatriotas que se ofendem com esta atitude, mas fiquei satisfeito por a Vanessa Fernandes ter ficado em nono lugar.

Ainda assim, torço pela Naide Gomes, pelo Obiquelu, pelo João Branha (ainda jogam?), pelos esgrimistas, pelos judocas, pelos nadadores e pelos restantes atletas.

Só não torço pelas vitórias da Vanessa Fernandes. Para vedetas arrogantes, não precisamos dela. Muito menos, num ano de campeonato da Europa de Futebol. Já nos bastam os Simões Sabrosas, os Joões Moutinhos, os Scolaris, os Decos, os Quaresmas, etc, com aquelas frases bombásticas do tipo: "Não podemos prometer uma vitória, mas claro que achamos que vamos ganhar."

...e, depois, perdemos contra uma selecção - a Alemanha - não porque eles sejam melhores, mas porque fizeram o trabalho deles, dentro e fora do campo - lá está - com humildade.

8 de agosto de 2008

Excelência do trabalho policial?



No desfecho do assalto hoje a uma sucursal do BES, bem no centro de Lisboa, a imprensa congratulava-se com a eficácia da nossa polícia.
Percebo o entusiasmo, e concordo que correu bem, mas podia ter corrido bem melhor. Se é certo que um dos homens morreu, lamentavelmente o outro ficou apenas gravemente ferido. Assim sendo, quem é que pode reclamar um sucesso total?

7 de agosto de 2008

...e afinal, o que é que o rato pariu?

Quem sabe um bocadinho de biologia, sabe que um rato só poderia mesmo parir... outro rato.
O tema era importante? Sim.
Ter-se-à justificado todo o alarido, que obviamente foi incitado pelo próprio Cavaco Silva? I don't think so.

31 de julho de 2008

Cavaco Silva interrompe as férias para falar ao país

Noticiado aqui.

Cavaco Silva interrompe as férias para falar ao país, hoje às 20h00, na televisão. As especulações sobre o assunto são diversas. O próprio disse (na verdade foi o acessor que disse, mas que eu saiba os acessores não falam de forma "autónoma") que não interromperia as férias se não houvesse uma comunicação importante.

Presidentes da República nunca me inspiraram confiança, e não foi com Cavaco que isso mudou. Vamos lá ver se desta vez o rato vai parir uma montanha. É que de facto não é costume os Presidentes da República interromperem as férias. Os meses e os anos sucedem-se, e eles continuam de férias.

29 de julho de 2008

Símbolos da pátria - as fotos da polémica


Uma cantora Peruana tirou umas fotos nua, em cima de um cavalo, usando a bandeira como sela. A questão está a levantar grande polémica no Perú.

É verdade que o cavalo não está com ar satisfeito, mas parece ser mais tédio que outra coisa. A bandeira também não se está a queixar. Quanto à cantora propriamente dita, parece ser fresca qb. Qual é então o problema? Quem se queixa?

Cuil - motor de busca

"Cuil - The Google application killer"


Será um título exagerado... Mas lá que é uma alternativa ao google, ai isso é!

O começo não foi muito auspicioso, mas espera-se que o futuro o seja - é que eu sou daqueles que acham que os monopólios, como as ditaduras, têm todos os mesmos vícios, por oposição a quem acha que há monopólios (e ditaduras) que são bons, e outros (outras) que são maus.

Procurei por "abéculas", e os resultados foram decepcionantes. Há que dar tempo ao tempo.

28 de julho de 2008

Malta que se diverte...


No Porto, um homem foi condenado a 5,5 anos de prisão por ter baleado uns vizinhos que ele acreditava que lhe tinham sodomizado o gato! Ele há com cada maluco!

O excesso de velocidade

Já aqui o disse; em qualquer acidente rodoviário que aconteça, rapidamente vemos a política a falar em excesso de velocidade e álcool. Sempre achei muito curiosa esta pressa em concluir pela culpa do excesso de velocidade, face a alternativas como o mau estado do piso, mau estado do veículo, má condução (o que pode ser muita coisa), má construção da via, etc. Googlei "Excesso de velocidade" e encontrei estes dois gráficos, ambos referentes ao Brasil:


Fonte: http://www.dnit.gov.br



Dados curiosos os que aqui são referidos, quanto à sinistralidade no IP4. A maior velocidade registada este ano na A1 foi abaixo dos 180 kms/h, face ao limite de 120; já no IP4, onde o limite é 90, foram registados 2.200 carros a circular acima dos 180, ie, 2200 carros a circular mais depressa do que a maior velocidade registada na A1.

Então e os acidentes?
Em 2004, 33 mortos.
Em 2005, 18 mortos.
Em 2006, 13 mortos.
Em 2007, 8 mortos.
Em 2008, até agora, 3 mortos, pelo que o número poderá muito bem ficar abaixo do ano passado.

Dos vários troços do IP4, as maiores velocidades registam-se nos últimos quilómetros a caminho de Espanha. Curiosamente, esses são os de MENOR sinistralidade! Há muitos carros, a andar muitíssimo mais depressa, e os acidentes são menores.

Um dia destes a Brigada de Trânsito contrata alguém que saiba alguma coisa de estatística, e que estude a questão a fundo, e ainda irá concluir que "O acidente deveu-se a falta de velocidade"!

Argumentação em zigue-zague

Centenas de automobilistas andam a mais de 200 kms/h e no IP4 anda-se mais depressa que na A1. Os dados foram captados com câmaras da Estradas de Portugal, e não da Brigada de Trânsito. Esta é a notícia. Tudo o resto, é anedótico; diria mesmo que é argumentação em zigue-zague. Vejamos:

- Face à notícia, "as autoridades reagiram com alguma surpresa" e, mais adiante, "não vamos tolerar este tipo de velocidade" - o que é que fizeram? "...com o problema a fazer parte da agenda da próxima reunião". Desde já avança o responsável que vai "redireccionar os radares da BT para as zonas onde ocorrem mais infracções, sem descurar as restantes". Magia! Vai haver zonas que, apesar de não serem descuradas, vão deixar de ter radares!

"As pessoas queixam-se que o IP4 é martirizado pelas forças de segurança, mas estes números provam que não é assim tanto"
O que significa: "É, mas não tanto quanto se diz."
Curiosamente, a Estradas de Portugal parece é ser muito mais eficiente a detectar as infracções! Lembram-se que as autoridades "reagiram com alguma surpresa", não lembram?

Depois o presidente da Associação de Utentes do IP4 diz que os dados "não devem ser aproveitados para culpabilizar de imediato a estrada ou os condutores", embora frise que considera "estas atitudes (excesso de velocidade) condenáveis". Ou seja, não devemos condenar estas pessoas que têm atitudes condenáveis? Estou a (des)entender bem?

Um mal-entendido - claro!

João Moutinho e o seu empresário encontraram-se com Pinto da Costa num hotel, no Porto.

Filipe Soares Franco ficou satisfeito com as explicações que lhe foram dadas, de que foi apenas um almoço entre amigos. João Moutinho, o seu empresário e Pinto da Costa são amigos, e encontram-se nessa qualidade.

Isto não é uma notícia, claro, é uma piada que resolvi partilhar convosco.