13 de janeiro de 2006


Sr. Silva em Belém

Se o Sr. Silva fôr Primeiro-ministro a partir de Belém, devemos chamar "primeira-dama" a Sócrates?

12 de janeiro de 2006

Já falaste com o teu partido?


...não, falei com o teu.

O Bloco de Esquerda não gosta do BES, nem com batatinhas. Porquê, não sei, mas são o alvo predilecto daquelas tiradas sobre "os grandes grupos económicos", "os poderes instalados", "a máfia", etc. Não é o BPI ou o Santander; não é o BBVA ou o Totta. Talvez o BE queira receber donativos do BES. O ditado popular "O silêncio é de ouro" significa, evidentemente, que o silêncio é um bem/serviço transaccionável.

Tenho pois a veleidade de sugerir ao Dr. Ricardo Salgado que venda a participação do BES na EDP/PT/Galp e compre o Bloco de Esquerda, introduzindo umas pequenas modificações no Conselho de Administração, órgãos sociais e estratégia política. A primeira poderá mesmo ser a "Lei da Rolha", para ver se sua eminência, o dr. Louçã, descansa o bico.

Aproveito para sugerir um novo logotipo e novo nome, tirando partido da semelhança de acrónimos (BES/BE).

O irmão mais novo



Pedro, o irmão mais novo, que já no berço apanhava pancada da família, vira-se agora contra o irmão mais velho, Aníbal, que por acaso tem idade para ser seu avô. E diz-lhe: "Agora, sou eu quem te ajuda. Cá se fazem, cá se pagam."

E lamenta-se, à comunicação social: "Afinal ele tinha razão; o mau político afastou mesmo o bom político. Na altura pensei que ele estava a dizer que eu era mau, mas afinal ele estava a avisar que iria afastar-me!"

Entretanto, algures na Rússia, um jovem pousa a batuta e esfrega as (gélidas) mãos de contente, pensando no seu irmão mais velho: "Um dia, um dia, também tu pagarás pelo que me fizeste no Algarve, à entrada do parque de campismo..."

Questão nuclear


NO MÉDIO ORIENTE, A QUESTÃO NUCLEAR É: O QUE IRÃO OS ISRAELITAS FAZER?

Perceberam o duplo trocadilho (Irão, Nuclear)?

11 de janeiro de 2006

Insegurança Social


Quanto o Ministro das Finanças afirma que a 10 anos não haverá dinheiro para pagar pensões, vem-me de imediato à memória o debate entre Santana Lopes e Sócrates, antes das legislativas, em que o primeiro falava na falência da Segurança Social, e o segundo lhe perguntava como é que este tinha a certeza que de facto a Seg. Social estava em risco, já que os estudos existentes eram antigos, pelo que tinham que ser actualizados.
PSL não respondeu, mas devia ter respondido: "É evidente. Só não vê quem não quer."

8 de janeiro de 2006

Mau perdedor


Confesso que sou mau perdedor. Sempre o fui. Ainda não me conformo com o que foram as Legislativas de 2005, em que votei PSD.
Hoje, fui por acaso ao site do Banco de Portugal, www.bportugal.pt, e lá encontrei uma estatística que aqui reproduzo:

Podemos aqui comparar as actuais previsões com as previsões feitas em Dez/2004, estava Santana Lopes já em regime de "Governo de Gestão".
Nem tão pouco podemos culpar, desta vez, Sampaio e a demissão de uma maioria coesa e estável, com o pretexto trapalhão de que tinha havido muitas trapalhadas. Isto, porque esse episódio lúdico é anterior a Dez/2004. Assim, o que motiva a alteração substancial nos dados? Sócrates ganhou com maioria absoluta. Não deve ser o risco de "instabilidade política".
O consumo público, esse sobe substancialmente. E ainda nem temos TGV e OTA!
A formação bruta de capital fixo dimunui de forma acentuada. Idem para a procura interna. Exportações, então, até custa olhar para o quadro.
Relativamente ao ano de 2005, a previsão de Agosto/2005 aponta para um aumento de 2,7% contra um aumento, previsto em Dezembro/2005, de 7,5%!
Pese embora uma diminuição na previsão das importações, o défice da balança comercial agrava-se em 2%.
Não percebo. Passaram-se quantos meses, entre Dez/2004 e a publicação do "Boletim Económico/ Verão de 2005"?
Percebendo eu muito pouco de Economia, mas alguma coisa de números, sou levado a crer que ou o Banco de Portugal está a fazer um trabalho pouco válido, ou a situação do país está pior do que era previsível em Dez/2004, o que me parece estranho (afinal, nem sequer temos um governo de coligação PS/BE).
Expliquem-me, por favor.

O Dr. Jardim e o sr. Silva


Alberto João Jardim é um homem que ou se ama, ou se detesta. Manifestou agora publicamente o seu apoio ao sr. Silva, como se referia a ele ao indicar que deveria ser expulso do partido por ter puxado o tapete a Santana Lopes.

Não sei se devia ou não ser expulso do partido, mas acho que o que fez foi feio. Por essa atitude, de resto, tanto eu como o meu pai tínhamos decidido não votar em Cavaco. Ora dizia-me hoje o meu pai que pondera agora votar em Cavaco, já que se o Dr. Jardim lhe perdoava, que diabo... Por mim, mantenho a intenção de votar em Manuel Alegre.

Assim, votamos ambos como Alberto João Jardim:

O meu pai, vota em quem AJJ diz que vai votar;

Eu, voto no candidato por quem ele estará torcer no dia 22...

Uma das grandes dúvidas da humanidade


Quando o Bruce se transforma em Hulk, rebenta com toda a roupa (sapatos, camisa, calças, relógio, ...). Só as cuecas resistem, de forma heróica. De que estraordinário material será feita aquela peça de roupa, que tanta elasticidade demonstra? Uma coisa, eu sei: não são de certeza compradas na "Loja dos chineses"...

7 de janeiro de 2006

Ninguém conhece Cavaco Silva!


Diz o Público de 31/12/2005 - sim, também só hoje o estou a ler! :-)
"Nós vamos para fora do país e perguntamos aos outros quem é que conhecem em Portugal. Eles respondem Eusébio, Ronaldo, Figo e Soares. Talvez se lembrem vagamente de Amália. Ninguém conhece Cavaco Silva. (Carlos Monjardino, O Independente, 30-12-2005)"

A malta que tanto se preocupa com a deslocalização de empresas e com a nossa subserviência em relação a Espanha e à Europa, vai lá fora para saber em quem votar nas presidenciais? Dizia-se que a diferença entre Deus e Soares era que Deus está em todo o lado, enquanto que Soares já esteve em todo o lado. As tartarugas das Seichelles devem lembrar-se bem de um senhor simpático, que as visitou com o seu séquito de quase duzentas pessoas, em vésperas do fim do segundo mandato. Desde aí, as relações comerciais, culturais e políticas entre estes dois estados irmãos (Portugal e Seichelles) floresceu. Talvez o MP3 queira agora fazer o mesmo em relação às Maldivas ou à Polinésia Francesa.

Bom, voltando ao comentário. A credível sondagem de popularidade que citei parece-me feita na República Dominicana, quiçá em Cuba.

Os estrangeiros, em média, sabem muito mais sobre Portugal do que nós dizemos. E porventura mais do que nós sabemos sobre os respectivos países. Quem me sabe dizer, sem pestanejar, quais os países banhados pelo Pacífico? Ou quais as três religiões preponderantes na Mongólia? Ou quais os estados que fazem fronteira com o Texas? E qual a distância entre Chicago e Nova Iorque?

Acho ofensiva para nós e para os estrangeiros em geral, a ideia de que estes acham que somos província de Espanha. E não queremos ofender os estrangeiros; afinal de contas, há quem condicione o voto nas presidenciais à opinião destes. E, assim, talvez dentro de uns anos estejamos a votar Cristiano Ronaldo para presidente!

Como eu fui esfaqueado em público


Cena 1 - Introdução
Fui recentemente persuadido a consultar um dermatologista, no sentido de averiguar se algum dos muitos sinais que tenho na pele seria dos tais nefastos, perigosos. Porque estas coisas, ao que parece, quanto mais cedo melhor, lá marquei eu consulta para um médico particular.

Cena 2 - O diagnóstico
Após verificação razoavelmente exaustiva, o médico indicou-me que havia um sinal nas costas que deveria ser retirado e analisado. Explicou que não é que fosse daqueles que era mesmo urgente, urgente tirar, mas que ele à vista desarmada tinha achado que era de tirar, e a máquina dizia que estava entre o sim e o não. Que eu não devia ficar preocupado, mas aquilo não custava nada e mais valia tirar do que deixar ficar.
Pareceu-me estranho o esforço de justificação por parte do médico, mas acatei. Saí da consulta e marquei para daí a 15 dias a intervenção.

Cena 3 - A dúvida
Fiquei de facto pouco convencido, e resolvi fazer uma pequena sondagem de opinião. Entre acusações (perfeitamente justas) de "maricas, estás é com medo" e outras do género, a minha dúvida não ficou apaziguada.
Recorri a um médico amigo, que tenho por muito competente, para me dar a desejada segunda opinião.
Ora o primeiro comentário dele foi: "pois, eu sei que os dermatologistas gostam muito de tirar sinais". Compreenderão que esta não é a minha principal motivação para tirar um sinal. Lá que ele goste, é com ele; a mim, não me apetecia nada!
Por se tratar de um sinal nas costas, não consegui dizer a este médico meu amigo qual era. De qualquer modo, fiquei convencido a tirá-lo, face à expectativa de que poderia haver algum sinal com tendência para dar para o torto, e sendo retirado ficava o caso resolvido.

Cena 4 - A facada nas costas
No dia combinado, dirigi-me ao Hospital para tirar então o referido sinal. Perante o grande aparato médico: "dispa-se, vista esta bata, coloque esta touca e deite-se na marquesa" eu, a medo (muito medo!), tratei de me deitar e preparar (sobretudo psicologicamente) para o que na verdade é uma microcirurgia muito simples.

Chegado à sala de operações, para meu grande espanto, pergunta-me o médico, olhando para as minhas costas: "Qual é que é o sinal que vem tirar?"

Fiquei sem saber o que responder. Disse-lhe que não fazia ideia: na altura o médico indicou-me, mas convenhamos que não é muito viável identificar um sinal que fica na parte de trás das costas...

Após um primeiro momento de impasse, breve, o médico lá indicou "É este; é este o sinal". Anestesia, bisturi, mais bisturi, pontos e penso. E está tirado o sinal, numa operação que se espera tenha sido ditada vagamente pela necessidade, não por qualquer outro critério.


Cena 5 - Epílogo
Passaram 3 semanas, e não me disseram mais nada. Supostamente, a haver "crise" teria sido contactado ao fim de duas, pelo que parece que a coisa não era dramática.
Médicos há-os bons e maus. Como em todas as outras profissões. Também os Clientes (neste caso eu) podem por vezes levantar testemunhos completamente injustos e infundados. Uma coisa, o médico conseguiu: que eu passasse o Natal e o Reveillon sem grandes preocupações...