30 de agosto de 2007
Putin em tronco nú
Já dizia o outro: Glasnost (transparência). Acho é que toda esta transparência deve atrair muito bicho (e muito bicha). Acho também que se ele quer mostrar que é um homem a sério, basta-lhe ir passar umas férias à Chechénia, sem guarda-costas.
Mais um filme a NÃO ver
A apresentação diz que Georgia rule é um filme divertido sobre o "Generation gap" entre avó, mãe e filha. Não é. É um filme sobre uma rapariga que foi abusada pelo padrasto, entre os 14 e os 16 anos. E não é divertido; é uma seca. Todas as partes divertidas do filme são mostradas na apresentação, em dois minutos.Duas horas de filme, em que se discute se a rapariga fez a acusação porque é mentirosa ou se foi mesmo abusada. E se quando desmente que tenha sido está agora a repor a verdade quanto a uma mentira brutal ou apenas a tentar que a mãe continue, feliz, com o padrasto que abusou dela.
Durante quase todo o filme a rapariga exibe umas saias que mostram tudo até os pêlos do pito, digo, do peito. Aos 14 não se é homem nem mulher; é-se criança. Já aos 25 ou 30, certas roupitas são um convite (porventura serão até uma ordem).
24 de agosto de 2007
Salga[nha]da
No fim das férias da Páscoa, a caminho de Lisboa, parámos numa estação de serviço da A1 para descansar e comer uma bucha.
[Normalmente não ligo nada a essas coisas, porque sou um homem sério, mas nesse dia] Apercebi-me da entrada de duas mulheres vistosas, que atravessaram a sala e foram para a esplanada, que estava vazia.
"Eu conheço esta cara", pensei. Ah, já sei quem é.
Peguei em papel e caneta, e fui ter com elas. Não para pedir o telefone (ver nota entre parêntesis rectos), mas para pedir um autógrafo. Mais bem pensado, e tinha pedido para ser endereçado aos leitores do Abéculas.

Simpática, sorridente e prestável, deu-me um autógrafo. E dois beijinhos. "Não dás também dois beijinhos à minha irmã gémea?" Dois segundos depois de ter descoberto que a rapariga tinha uma irmã, aí estava eu a fazer o protocolar cumprimento.
Ora uma rapariga que foi simpática comigo não merece o comentário, mas por outro lado depois do que se disse dela não é este que faz diferença. Nesse dia, quebrou-se um mito: afinal as putas também dão beijinhos!
[Normalmente não ligo nada a essas coisas, porque sou um homem sério, mas nesse dia] Apercebi-me da entrada de duas mulheres vistosas, que atravessaram a sala e foram para a esplanada, que estava vazia.
"Eu conheço esta cara", pensei. Ah, já sei quem é.
Peguei em papel e caneta, e fui ter com elas. Não para pedir o telefone (ver nota entre parêntesis rectos), mas para pedir um autógrafo. Mais bem pensado, e tinha pedido para ser endereçado aos leitores do Abéculas.
Simpática, sorridente e prestável, deu-me um autógrafo. E dois beijinhos. "Não dás também dois beijinhos à minha irmã gémea?" Dois segundos depois de ter descoberto que a rapariga tinha uma irmã, aí estava eu a fazer o protocolar cumprimento.
Ora uma rapariga que foi simpática comigo não merece o comentário, mas por outro lado depois do que se disse dela não é este que faz diferença. Nesse dia, quebrou-se um mito: afinal as putas também dão beijinhos!
Cinema 2007
Esta semana, aproveitando a ausência das crianças, fui duas vezes ao cinema. Tão cedo, acho que não volto. As reclamações são várias:
- Os filmes que fui ver: "A face oculta de Mr. Brooks" é melhor que "Paranóia", mas ambos são fraquinhos e algo parvinhos. A escolha dos filmes resulta sempre de um compromisso; estou certo que me teria divertido mais a ver "Die Hard 4" ou "Os Simpsons" (que não estava em exibição nas Amoreiras).
- No primeiro dia pagámos umas taxas de 50 centimos por bilhete por termos lugar VIP. "Quase todos os lugares da sala são VIP, portanto, na prática esta taxa acaba por ser obrigatória", explicou a senhora que vendeu os bilhetes.
- Em ambas as sessões tive que gramar com publicidade qb, incluindo o anúncio do MEO (o pior anúncio que vi nos últimos 2-3 anos), que de ambas as vezes me fez gumitar para o balde de pipocas do vizinho.
- Ontem fiquei sentado ao lado de uma vaca. Não, não dessas. Das outras; das ruminantes. O bife que estava ao meu lado regurgitava e ruminava pipocas como se não houvesse amanhã, fazendo tanto barulho que até as pessoas da sala ao lado estavam incomodadas.
- Pelos vistos, o objectivo hoje em dia do cinema é fazer as pessoas saltarem da cadeira. Como os argumentos são fraquinhos, e o suspense está ao nível do Hitchcock quando usava fraldas, o truque é de repente aumentar o som para o triplo do volume. O equivalente digital a gritar ao ouvido de alguém. Chama-se poluição sonora.
- Os filmes que fui ver: "A face oculta de Mr. Brooks" é melhor que "Paranóia", mas ambos são fraquinhos e algo parvinhos. A escolha dos filmes resulta sempre de um compromisso; estou certo que me teria divertido mais a ver "Die Hard 4" ou "Os Simpsons" (que não estava em exibição nas Amoreiras).
- No primeiro dia pagámos umas taxas de 50 centimos por bilhete por termos lugar VIP. "Quase todos os lugares da sala são VIP, portanto, na prática esta taxa acaba por ser obrigatória", explicou a senhora que vendeu os bilhetes.
- Em ambas as sessões tive que gramar com publicidade qb, incluindo o anúncio do MEO (o pior anúncio que vi nos últimos 2-3 anos), que de ambas as vezes me fez gumitar para o balde de pipocas do vizinho.
- Ontem fiquei sentado ao lado de uma vaca. Não, não dessas. Das outras; das ruminantes. O bife que estava ao meu lado regurgitava e ruminava pipocas como se não houvesse amanhã, fazendo tanto barulho que até as pessoas da sala ao lado estavam incomodadas.
- Pelos vistos, o objectivo hoje em dia do cinema é fazer as pessoas saltarem da cadeira. Como os argumentos são fraquinhos, e o suspense está ao nível do Hitchcock quando usava fraldas, o truque é de repente aumentar o som para o triplo do volume. O equivalente digital a gritar ao ouvido de alguém. Chama-se poluição sonora.
10 de agosto de 2007
Um dia de surf
Nos Açores, fomos ver o filme "Um dia de surf".O filme é excelente. Recomendo vivamente aos miúdos, mas também aos graúdos. Acho impossível não soltar pelo menos uma sonora gargalhada com o frango.
De início o Ricardo não queria entrar, assustado com o "barulho" (o som estava manifestamente muito alto). Lá o convenci a entrar aos poucos. Entrou, viu e gostou. A Carolina, essa, esteve pregada à cadeira o tempo todo.
As tangas do Ricardo (44), Carolina ao vivo (7)
Partimos para os Açores na 6a feira passada. Colossal confusão no novo terminal da TAP. Nunca tinha visto um granel assim. Estive quase uma hora numa fila que praticamente não andava, enquando a do lado ia avançando. Saí do meio da fila para me colocar no fim da outra. Boa aposta, excepto que quando estava para ser atentido duas famílias resolveram que me queriam passar à frente, porque o voo deles tinha sido cancelado e lhes tinham dito que tinham prioridade para o voo seguinte. Um granel.
Com atraso considerável, embarcámos. O que fez o Ricardo, esse mestre do inesperado, durante a descolagem do avião para os Açores? O avião começa a rolar pela pista... olho para o Ricardo e... paf! Adormeceu! Desconfio que teria dormido de forma ininterrupta até à chegada mas, como o capitão nos autorizou a ir espreitar o cockpit, acordei-o para ir também. Desafiado a contar os botões dentro do cockpit, o Ricardo não se deixou intimidar. Apontando de forma errática para tudo e mais alguma coisa, contou: 1, 2, 3, 4, 5, 6. Seis botões.
A Carolina portou-se lindamente, e delirou com a aproximação aos Açores, que viu pela janela: a descida abaixo das nuvens, as casas pequeninas, o mar.
Com atraso considerável, embarcámos. O que fez o Ricardo, esse mestre do inesperado, durante a descolagem do avião para os Açores? O avião começa a rolar pela pista... olho para o Ricardo e... paf! Adormeceu! Desconfio que teria dormido de forma ininterrupta até à chegada mas, como o capitão nos autorizou a ir espreitar o cockpit, acordei-o para ir também. Desafiado a contar os botões dentro do cockpit, o Ricardo não se deixou intimidar. Apontando de forma errática para tudo e mais alguma coisa, contou: 1, 2, 3, 4, 5, 6. Seis botões.
A Carolina portou-se lindamente, e delirou com a aproximação aos Açores, que viu pela janela: a descida abaixo das nuvens, as casas pequeninas, o mar.
Como dar uma abada de 3-0 a uma espécie endémica dos Açores?
3 de agosto de 2007
Rumo aos Açores!
Estou prestes a rumar aos Açores, juntamente com os dois pequenos (sim, só nós os três, porque alguém tem que ficar cá a trabalhar, para pagar as viagens, né?). A Carolina estava algo apreensiva porque, apesar de já ter feito várias viagens de avião, tem visto notícias de acidentes. Eu expliquei-lhe que nós não vamos nos aviões que caem, vamos nuns que são muito bons e nunca caem. Penso que isto é o que se pode chamar uma mentira piedosa... :-)
Porquê Açores? Após mais de um ano de insistência minha, a mana que se recusa a blogar (tsk, tsk) lá se convenceu a convidar-nos para lá ir.
Pela minha parte, queria ir depressa, porque estou preocupado com o... Manuel Pinho! Se ele resolveu rebaptizar o Algarve para Allgarve por causa dos turistas estrangeiros, é uma questão de tempo até rebaptizar os Açores para algo mais saxónico, tipo... Ass Hores!
Porquê Açores? Após mais de um ano de insistência minha, a mana que se recusa a blogar (tsk, tsk) lá se convenceu a convidar-nos para lá ir.
Pela minha parte, queria ir depressa, porque estou preocupado com o... Manuel Pinho! Se ele resolveu rebaptizar o Algarve para Allgarve por causa dos turistas estrangeiros, é uma questão de tempo até rebaptizar os Açores para algo mais saxónico, tipo... Ass Hores!
28 de julho de 2007
A CML, duas semanas depois
Costa, o Herói da noite
António Costa tornou-se presidente da CML com 29%, sendo aclamado pelo PS como um herói. Dois anos antes, Carrilho tinha sido colocado em ridículo e foi considerado o grande derrotado nas eleições para a mesma Câmara. Sucede que a diferença percentual de votos entre Carrilho e Costa foi de menos de 3%. A isso acresce que, por força da abstenção, em termos absolutos (não em percentagem), Carrilho teve mais votos em urna do que Costa.
Fica-me pois a dúvida. Se me cruzar com Carrilho, alguém levará a mal que o trate por "Senhor presidente"? Por via das dúvidas, se tal acontecer, limitar-me-ei a desviar o olhar (para a Barbie).
Carmona Rodrigues
Teve o meu voto. Pois é, eu sou desses que votam em bandidos (*). Pelos vistos, não sou o único. A abstenção recorde traz a sensação de que, de facto, ninguém se sentiu particularmente motivado por estas eleições.
Independentes
Gostava que os independentes o fossem, em vez de continuarem a ser elementos das estruturas do partido que não conseguiram o respectivo apoio. Ainda assim, o crescendo dos independentes é um fenómeno que muito me apraz observar.
Sá Fernandes
Depois de andar a fazer a vida um inferno aos lisboetas em questões como o túnel do Marquês (esse verdadeiro "poço da morte"), em prol das suas querelas político-partidárias, foi eleito com menos 2% de votos do que à dois anos. Se considerarmos que o Bloco de Esquerda é um partido mais militante do que por exemplo PS e PSD, fica a sensação de que, com menor abstenção, o mau resultado que teve teria sido ainda pior.
Marques Mendes
MM teve uma dupla derrota; viu o seu candidato quedar-se pelo terceiro lugar, e viu uma abstenção esmagadora, provando a falta de empatia dos lisboetas com a eleição. Ele é, verdadeiramente e cada vez mais, a arma secreta do PS.
Mostrou ser um homem de coragem. E bem agarradinho ao pouco poder que lhe resta. Só assim se percebe que não se tenha desde logo demitido.
(*) alegados bandidos!
António Costa tornou-se presidente da CML com 29%, sendo aclamado pelo PS como um herói. Dois anos antes, Carrilho tinha sido colocado em ridículo e foi considerado o grande derrotado nas eleições para a mesma Câmara. Sucede que a diferença percentual de votos entre Carrilho e Costa foi de menos de 3%. A isso acresce que, por força da abstenção, em termos absolutos (não em percentagem), Carrilho teve mais votos em urna do que Costa.
Fica-me pois a dúvida. Se me cruzar com Carrilho, alguém levará a mal que o trate por "Senhor presidente"? Por via das dúvidas, se tal acontecer, limitar-me-ei a desviar o olhar (para a Barbie).
Carmona Rodrigues
Teve o meu voto. Pois é, eu sou desses que votam em bandidos (*). Pelos vistos, não sou o único. A abstenção recorde traz a sensação de que, de facto, ninguém se sentiu particularmente motivado por estas eleições.
Independentes
Gostava que os independentes o fossem, em vez de continuarem a ser elementos das estruturas do partido que não conseguiram o respectivo apoio. Ainda assim, o crescendo dos independentes é um fenómeno que muito me apraz observar.
Sá Fernandes
Depois de andar a fazer a vida um inferno aos lisboetas em questões como o túnel do Marquês (esse verdadeiro "poço da morte"), em prol das suas querelas político-partidárias, foi eleito com menos 2% de votos do que à dois anos. Se considerarmos que o Bloco de Esquerda é um partido mais militante do que por exemplo PS e PSD, fica a sensação de que, com menor abstenção, o mau resultado que teve teria sido ainda pior.
Marques Mendes
MM teve uma dupla derrota; viu o seu candidato quedar-se pelo terceiro lugar, e viu uma abstenção esmagadora, provando a falta de empatia dos lisboetas com a eleição. Ele é, verdadeiramente e cada vez mais, a arma secreta do PS.
Mostrou ser um homem de coragem. E bem agarradinho ao pouco poder que lhe resta. Só assim se percebe que não se tenha desde logo demitido.
(*) alegados bandidos!
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